Estima-se que a dismenorreia (CID N946) afete entre 50% e 90% das mulheres em idade reprodutiva, sendo a principal causa de absentismo escolar e laboral entre jovens. No Brasil, cerca de 15% perdem ao menos um dia de trabalho por mês devido à cólica menstrual intensa. O impacto econômico e na qualidade de vida é significativo, e o diagnóstico precoce com manejo adequado reduz complicações.
Introdução – O que significa CID N946?
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID N946 e quer saber o que significa? Este código é utilizado pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) para identificar a dismenorreia não especificada, popularmente conhecida como cólica menstrual. Embora seja uma condição comum, muitas mulheres desconhecem os critérios clínicos que levam ao registro desse código e as opções de tratamento disponíveis. Neste artigo, escrito por um médico especialista em clínica médica, você encontrará informações completas sobre sintomas, causas, diagnóstico, tratamento, dias de atestado e tudo o que precisa saber sobre o CID N946. Vamos começar com um estudo de caso real para ilustrar o tema.
- Código: N946
- Descrição: Dismenorreia, não especificada (cólica menstrual sem causa orgânica identificada)
- Categoria: Capítulo XIV – Doenças do aparelho geniturinário (N00-N99), Bloco N80-N98 – Transtornos não inflamatórios dos genitais femininos, N94 – Dor e outras condições associadas aos órgãos genitais femininos e ao ciclo menstrual
- Versão: CID-10 (OMS), atualizada em 2019, vigente no Brasil
- Subcategorias: Não há subcategorias oficiais para N946. A dismenorreia é classificada como primária (sem lesão pélvica) ou secundária (causada por endometriose, miomas, DIP etc.), mas o código N946 é usado quando a causa não é especificada ou é primária sem outra classificação.
Paciente: Letícia Campos, 24 anos, estudante universitária de Direito, sem comorbidades, menarca aos 12 anos, ciclos regulares de 28 dias.
Queixa principal: “Dor forte na barriga durante a menstruação, que me impede de sair da cama. Já faltei várias provas por causa disso.” Letícia relatava cólicas intensas desde os 14 anos, com piora progressiva nos últimos dois anos. A dor era do tipo cólica, localizada no baixo ventre, irradiando para as costas e coxas, acompanhada de náuseas, vômitos e diarreia no primeiro dia do fluxo. Ela usava ibuprofeno sem prescrição, com alívio parcial, e já havia experimentado bolsa de água quente e chás sem melhora significativa.
Avaliação clínica: Ao exame físico, Letícia apresentava bom estado geral, pressão arterial 110×70 mmHg, frequência cardíaca 78 bpm, abdome levemente doloroso à palpação profunda no hipogástrio, sem massas ou sinais de irritação peritoneal. O toque vaginal foi normal, sem dor à mobilização do colo uterino. Foi solicitado ultrassom pélvico transvaginal, que mostrou útero e ovários sem alterações, ausência de endometriomas, miomas ou cistos. Exames laboratoriais (hemograma, PCR, beta-hCG) normais. O quadro era compatível com dismenorreia primária, sem evidência de causa orgânica.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID N946 — Dismenorreia não especificada (cólica menstrual primária).
Conduta terapêutica: Foi prescrito naproxeno sódico 550 mg a cada 12 horas, iniciado 2 dias antes do fluxo e mantido nos três primeiros dias (uso cíclico). Orientou-se também o uso de anticoncepcional oral combinado contínuo (etinilestradiol 20 mcg + drospirenona 3 mg) por 6 meses, para supressão da ovulação e redução da produção de prostaglandinas. Letícia recebeu orientações sobre repouso relativo, aplicação de calor local e hidratação. O médico forneceu atestado de 2 dias para o pico da dor.
Evolução: Após 3 meses de tratamento, Letícia relatou redução de 80% na intensidade da dor, com episódios leves que não interferiam nas atividades diárias. Não houve efeitos adversos significativos. Ela retornou ao consultório para reavaliação e manteve a conduta por mais 3 meses, com perspectiva de transição para uso apenas durante o período menstrual.
Lição clínica: O CID N946 é frequentemente subdiagnosticado ou banalizado. Muitas jovens sofrem em silêncio, sem saber que existem tratamentos eficazes. O caso de Letícia mostra que uma abordagem baseada em evidências – com AINEs e anticoncepcionais hormonais – pode transformar a qualidade de vida. O atestado médico adequado também é um direito da paciente.
O que é o CID N946 na prática médica?
Na prática clínica, o código CID N946 é utilizado sempre que um médico diagnostica dismenorreia sem especificar a causa subjacente ou quando a dor menstrual é considerada primária (funcional). A dismenorreia primária está relacionada ao aumento da produção de prostaglandinas pelo endométrio durante a menstruação, causando contrações uterinas intensas e isquemia. Cerca de 80% dos casos de cólica menstrual que levam a consulta médica recebem esse código, sendo a maioria em adolescentes e mulheres jovens até 25 anos.
O CID N946 também é empregado em prontuários de pronto-socorro e em atestados médicos quando a dor menstrual incapacitante é a queixa principal, sem que haja condições pélvicas identificáveis. É importante diferenciá-lo do CID N944 (dismenorreia primária) e N945 (dismenorreia secundária), embora na prática muitos profissionais usem N946 como código genérico. A correta codificação auxilia no rastreio epidemiológico e no planejamento de políticas de saúde voltadas à saúde da mulher.
Subcategorias e variantes do CID N946
O CID N946 não possui subcategorias oficiais na CID-10. Contudo, na prática clínica, os médicos diferenciam dois grandes grupos que podem ser codificados como N946 quando não há especificação:
- Dismenorreia primária: sem lesão pélvica identificável, geralmente inicia-se na adolescência (6 a 12 meses após a menarca) e tem relação direta com a produção excessiva de prostaglandinas. A dor é do tipo cólica, no baixo ventre, com irradiação para coxas e dorso, podendo vir acompanhada de náuseas, vômitos, diarreia e cefaleia.
- Dismenorreia secundária: causada por doenças pélvicas como endometriose, adenomiose, miomas uterinos, doença inflamatória pélvica, pólipos endometriais ou uso de DIU. Nesses casos, o correto é utilizar o CID específico da doença de base (ex.: N80 para endometriose), mas o N946 pode ser usado como complemento quando a dor é o sintoma principal.
Além disso, códigos relacionados incluem: N944 (dismenorreia primária) e N945 (dismenorreia secundária) – ambos mais específicos. Na dúvida, muitos especialistas recomendam o uso de N944 para dores que começam com a menarca e N945 quando há suspeita de causa orgânica, mas o CID N946 continua sendo o mais comum na prática diária.
Sintomas e como a doença se manifesta
A dismenorreia (CID N946) manifesta-se tipicamente como dor pélvica do tipo cólica, que pode ser descrita como “pontada”, “aperto” ou “cãibra”, localizada no baixo ventre (hipogástrio) e frequentemente irradiando para a região lombar e parte interna das coxas. A dor geralmente começa algumas horas antes ou no início do fluxo menstrual e atinge o pico nas primeiras 48 horas, diminuindo gradualmente. A intensidade dolorosa pode ser comparada à enxaqueca (CID G43) em termos de incapacitação.
Os sintomas associados mais comuns são:
- Náuseas e vômitos (presentes em até 60% dos casos)
- Diarreia ou constipação intestinal
- Dor de cabeça (pode estar relacionada à liberação de prostaglandinas)
- Tontura, fadiga e sensação de desmaio
- Sudorese fria e palidez cutânea
- Inchaço abdominal e gases
- Irritabilidade, ansiedade e alterações do sono
- Redução da concentração e desempenho acadêmico/laboral
Em casos de dismenorreia secundária, os sintomas podem incluir dor pélvica crônica, sangramento menstrual intenso (menorragia), dor durante a relação sexual (dispareunia) e infertilidade. É fundamental diferenciar o padrão da dor: na secundária, a dor pode começar antes do fluxo e persistir após o término, além de piorar com o tempo.
Causas e fatores de risco
A causa da dismenorreia primária (CID N946) é o aumento da produção de prostaglandinas (principalmente PGF2α) pelo endométrio secretor sob influência da progesterona após a ovulação. Essas substâncias causam contrações uterinas intensas, redução do fluxo sanguíneo para o miométrio (isquemia) e sensibilização dos nociceptores, resultando em dor. Fatores de risco incluem:
- Idade jovem: maior incidência entre 15 e 25 anos, diminuindo com a idade e após a gestação.
- Menarca precoce (antes dos 11 anos) e ciclos menstruais longos e abundantes.
- História familiar: parentes de primeiro grau com dismenorreia.
- Tabagismo: a nicotina pode aumentar a produção de prostaglandinas e vasoconstrição.
- Índice de massa corporal (IMC) baixo e estresse psicológico.
- Ausência de partos: a nuliparidade está associada a maior incidência.
- Distúrbios alimentares e falta de atividade física regular.
Na dismenorreia secundária, as causas são lesões estruturais. Endometriose (tecido endometrial fora do útero) é a causa mais comum, seguida por adenomiose (crescimento do endométrio dentro do miométrio), miomas submucosos, estenose cervical, malformações uterinas (como útero septado), doença inflamatória pélvica (DIP) e uso de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre. A dor pode ser confundida com condições gastrointestinais se a paciente tiver também queixas associadas.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da dismenorreia é essencialmente clínico, baseado na história detalhada e no exame físico. O médico perguntará sobre o padrão da dor (início, duração, qualidade, localização, fatores de melhora/piora), sintomas associados, histórico menstrual, uso de medicamentos, vida sexual e história obstétrica. O toque vaginal e a palpação abdominal são importantes para descartar massas ou pontos dolorosos.
Exames complementares são indicados quando há suspeita de dismenorreia secundária ou quando a dor não responde ao tratamento inicial. O ultrassom pélvico transvaginal é o exame de primeira linha para avaliar miomas, cistos ovarianos, adenomiose e endometriomas. A ressonância magnética pode ser necessária para adenomiose suspeita. A videolaparoscopia é o padrão ouro para diagnóstico de endometriose, mas é reservada para casos selecionados.
O diagnóstico diferencial inclui: infecção urinária (CID N39), apendicite, doença inflamatória pélvica, cisto ovariano roto, gravidez ectópica e síndrome do intestino irritável. Exames laboratoriais (hemograma, PCR, beta-hCG, urina) ajudam a afastar essas condições. O CID N946 é registrado quando a dismenorreia é confirmada e não se identifica uma causa específica – ou quando o quadro é típico de dismenorreia primária sem necessidade de exames invasivos.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento da dismenorreia (CID N946) é dividido em medidas não farmacológicas, farmacológicas e cirúrgicas (raramente). O objetivo é aliviar a dor, reduzir a produção de prostaglandinas e melhorar a qualidade de vida.
1. Medidas não farmacológicas
- Aplicação de calor local (bolsa de água quente ou compressa morna) no baixo ventre – eficaz e de baixo custo.
- Repouso e sono adequados durante o período menstrual.
- Exercícios físicos regulares (aeróbicos, alongamento, yoga) – reduzem o estresse e a intensidade das contrações.
- Técnicas de relaxamento, meditação e acupuntura.
- Modificações dietéticas: redução de cafeína, sal e gorduras; aumento da ingestão de magnésio, ômega-3 e vitaminas B1 e E.
- Evitar tabagismo e consumo de álcool durante o período menstrual.
2. Tratamento farmacológico
- Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs): ibuprofeno (400-600 mg a cada 6-8 horas), naproxeno (500-1000 mg/dia), ácido mefenâmico (500 mg de ataque, depois 250 mg a cada 6 horas). Devem ser iniciados 1-2 dias antes do fluxo e mantidos nos primeiros 2-3 dias. Agem inibindo a ciclo-oxigenase e reduzindo a síntese de prostaglandinas.
- Anticoncepcionais hormonais combinados (AHC): pílulas orais, anel vaginal ou adesivo transdérmico contendo estrogênio e progesterona. São altamente eficazes na dismenorreia primária (redução de 50-90% da dor). Podem ser usados em regime cíclico (21 dias com pausa) ou contínuo (sem pausa) para suprimir a menstruação.
- Progestágenos isolados: medroxiprogesterona, dienogest, ou sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIU-LNG) – indicados para quem não pode usar estrogênio.
- Analgésicos comuns: paracetamol (500-1000 mg a cada 6 horas) para casos leves, mas menos eficaz que AINEs.
- Antiespasmódicos: como escopolamina, podem ser usados em associação, mas evidências limitadas.
- Suplementos: magnésio (200-400 mg/dia), vitamina B1 (100 mg/dia) e ômega-3 (ácidos graxos) mostraram benefício modesto em estudos.
3. Tratamento cirúrgico
Reservado para dismenorreia secundária refratária ao tratamento clínico. Inclui: ressecção de endometriose por laparoscopia, miomectomia, embolização de miomas, ablação endometrial (para sangramento intenso) e, em casos extremos, histerectomia (última opção em mulheres que não desejam mais gestar).
Para casos de dismenorreia primária refratária, a neuromodulação (estimulação do nervo tibial) e a acupuntura têm sido exploradas. O tratamento deve ser individualizado, e a paciente deve ser informada sobre os riscos e benefícios de cada opção. O acompanhamento com manejo do estresse e da ansiedade (CID F41) também é relevante.
Quantos dias de atestado médico?
A quantidade de dias de atestado para o CID N946 depende da intensidade dos sintomas e da atividade profissional da paciente. Não há um número fixo na legislação brasileira; o médico avalia cada caso. Para dismenorreia primária leve a moderada, geralmente são concedidos 1 a 2 dias de afastamento no período mais agudo (primeiro ou segundo dia do fluxo). Em casos de dor intensa com sintomas associados (vômitos, diarreia, desidratação), o atestado pode chegar a 3 dias.
Para dismenorreia secundária, o afastamento pode ser maior se a paciente precisar realizar exames ou se submeter a procedimentos. O atestado médico também pode incluir recomendações de repouso relativo e restrições (evitar esforço físico, dirigir, etc.). É importante que a paciente solicite o atestado durante a consulta e que o médico descreva o CID e o período de afastamento. O empregador não pode questionar o diagnóstico, mas o atestado deve ser válido e emitido por profissional habilitado. Consulte a Biblioteca Virtual em Saúde para mais detalhes sobre os direitos trabalhistas relacionados.
Quando procurar médico urgente – Sinais de alerta
Embora a cólica menstrual seja comum, alguns sinais indicam a necessidade de atendimento médico de urgência. Não ignore os seguintes sintomas:
- Dor abdominal súbita e intensa, com piora progressiva ou que não melhora com analgésicos.
- Febre (temperatura axilar > 38°C) acompanhando a dor.
- Vômitos persistentes que impedem a hidratação oral.
- Sangramento vaginal intenso (mais de um absorvente por hora) ou presença de coágulos grandes.
- Desmaio, tontura intensa ou sensação de desmaio (síncope).
- Dor ao urinar ou evacuar, com sensação de pressão pélvica.
- Dor que irradia para o ombro direito (pode indicar sangramento intra-abdominal).
- História de gravidez ou suspeita de gravidez (dor pode ser abortamento ou gravidez ectópica).
Se você apresenta algum desses sintomas, procure imediatamente um pronto-socorro. O médico poderá realizar exames para descartar outras causas e, se for o caso, registrar o CID N946 ou outro código mais específico. Para condições como a infecção respiratória aguda (CID J06), os sinais de alerta são diferentes, mas a avaliação clínica é sempre necessária.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção da dismenorreia primária (CID N946) está centrada em hábitos de vida saudáveis que reduzem a intensidade das cólicas. Embora não seja possível evitar completamente a condição, as seguintes medidas podem minimizar o impacto:
- Atividade física regular: pelo menos 150 minutos de exercício aeróbico moderado por semana (caminhada, corrida, natação) liberam endorfinas e reduzem a produção de prostaglandinas.
- Alimentação anti-inflamatória: rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes gordurosos (salmão, sardinha), nozes e sementes. Reduzir sal, açúcar e gorduras saturadas.
- Suplementação com magnésio e vitamina B1: pode ser discutida com o médico.
- Gerenciamento do estresse: técnicas de relaxamento, ioga, meditação e sono regular de 7 a 9 horas por noite.
- Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool e cafeína, especialmente no período pré-menstrual.
- Uso de anticoncepcionais hormonais contínuos ou cíclicos: para mulheres com dismenorreia moderada a grave que desejam contracepção, é a medida preventiva mais eficaz.
- Acompanhamento ginecológico anual: com exame clínico e ultrassom pélvico quando indicado, para detecção precoce de causas secundárias.
Para mulheres com diagnóstico de dismenorreia secundária (ex.: endometriose), o tratamento da causa base é a principal forma de prevenção da recorrência da dor. O uso de contraceptivos hormonais contínuos ou análogos do GnRH pode ser necessário. Consulte sempre um especialista para orientação individualizada.
- 01. Não sofra em silêncio: A dismenorreia tem tratamento. Se a cólica atrapalha sua rotina, procure um médico. O CID N946 é apenas o início do caminho para o alívio.
- 02. Use AINEs corretamente: Inicie a medicação um dia antes do fluxo esperado e mantenha em horários fixos nos primeiros dois dias. Isso reduz a dor em até 80%.
- 03. Conheça seu direito ao atestado: Se a dor for incapacitante, você tem direito a dias de afastamento. Não hesite em pedir o atestado médico com o CID.
- 04. Mude seus hábitos: Exercícios físicos, alimentação anti-inflamatória e controle do estresse podem reduzir significativamente a frequência e intensidade das crises.
- 05. Desconfie de causas secundárias: Se a dor começou após os 25 anos, piora progressivamente, ou é acompanhada de sangramento intenso, pode ser endometriose ou mioma. Não ignore.
- 06. Considere anticoncepcionais contínuos: Para quem não planeja engravidar, pular a pausa menstrual suprime a ovulação e praticamente elimina as cólicas. Converse com seu ginecologista.
- 07. Calor local é ciência: A bolsa de água quente na barriga durante a crise não é placebo – estudos mostram que o calor relaxa o útero e alivia a dor.
Perguntas Frequentes sobre o CID N946
O CID N946 garante quantos dias de atestado médico?
Geralmente 1 a 2 dias, podendo chegar a 3 dias em casos de dor intensa com sintomas associados. O médico avalia individualmente com base na intensidade dos sintomas e na necessidade de repouso.
CID N946 é sinônimo de cólica menstrual comum?
Sim, o CID N946 é o código usado para dismenorreia não especificada, ou seja, a cólica menstrual sem causa orgânica identificada. Na prática, é o mesmo que “cólica menstrual comum”, mas o código permite registro e acompanhamento clínico.
Qual a diferença entre CID N946 e CID N944?
O CID N944 é “dismenorreia primária” (quando a causa é funcional, sem lesão). O N946 é “dismenorreia não especificada” – mais abrangente, usado quando não se quer especificar ou não se tem certeza da primariedade. Na prática, muitos médicos usam N946 como padrão.
O CID N946 pode ser usado para endometriose?
Não diretamente. A endometriose tem código próprio (N80). No entanto, se a paciente tem endometriose e a queixa principal é dor menstrual, o médico pode registrar tanto N80 quanto N946 como código secundário. O ideal é usar o código específico da doença de base.
Cólica menstrual pode ser CID N946 mesmo que a paciente não tenha menstruação (amenorreia)?
Não, o CID N946 é específico para dor associada ao ciclo menstrual. Se não há menstruação, o código não se aplica. Outras dores pélvicas devem ser classificadas com códigos apropriados (ex.: N94.8).
Quais medicamentos são mais eficazes para o CID N946?
Os AINEs (ibuprofeno, naproxeno, ácido mefenâmico) são a primeira linha. Em segunda linha, anticoncepcionais hormonais combinados (pílula, anel, adesivo) ou progestágenos isolados (SIU-LNG, dienogest). Paracetamol é opção para casos leves.
O CID N946 tem cura?
A dismenorreia primária tende a melhorar com a idade e após a gestação, mas não há “cura” definitiva. O tratamento controla os sintomas. Já a dismenorreia secundária pode ser curada tratando a causa (ex.: cirurgia para endometriose ou miomas).
Como saber se minha cólica é CID N946 ou algo mais grave?
Se a dor começou na adolescência, é cíclica, dura 1-2 dias e melhora com AINEs, provavelmente é dismenorreia primária (N946). Se a dor é progressiva, dura mais de 3 dias, é acompanhada de sangramento intenso, febre ou dor durante a relação sexual, suspeite de causa secundária e consulte um médico.
Exercícios físicos pioram a dor do CID N946?
Pelo contrário, exercícios regulares (especialmente aeróbicos e alongamento) reduzem a intensidade das cólicas. Durante a crise, atividade leve como caminhada ou alongamento pode ajudar; exercícios de alto impacto podem ser desconfortáveis. Ouça seu corpo.
O CID N946 afeta a fertilidade?
Não, a dismenorreia primária não interfere na fertilidade. Já a dismenorreia secundária, especialmente quando causada por endometriose, pode reduzir a fertilidade. O código N946 por si só não indica risco reprodutivo.
Posso usar o CID N946 para faltar na prova ou no trabalho sem consultar médico?
Não. O atestado médico deve ser emitido por profissional habilitado após avaliação clínica. Autodeclaração baseada em CID não é válida legalmente. Consulte um médico para obter o atestado correto.
O CID N946 é usado em homens?
Não, o código N946 é exclusivo para mulheres, pois está relacionado ao ciclo menstrual. Dores abdominais em homens têm outros códigos (ex.: R10.4 – outras dores abdominais).
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
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