Estima‑se que até 50% dos homens com mais de 50 anos e cerca de 40% das mulheres na pós‑menopausa apresentem algum grau de alopecia androgenética (CID L64). Em 2026, a busca por tratamento capilar cresceu 25% no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID QUEDA‑DE‑CABELO e quer saber o que significa? Este artigo explica de forma clara e completa o CID L64 (alopecia androgenética), suas causas, sintomas, opções de tratamento e o que esperar do prognóstico. Leia até o final para tirar todas as suas dúvidas.
- Código: L64
- Descrição: Alopecia androgenética (queda de cabelo de padrão masculino/feminino)
- Categoria: Capítulo XII – Doenças da pele e do tecido subcutâneo (L00‑L99)
- Versão: CID‑10 (OMS)
- Subcategorias: L64.0 (Alopecia androgenética, padrão masculino), L64.8 (Outras), L64.9 (Sem especificação)
Paciente: Marcos S., 34 anos, engenheiro civil
Queixa principal: “Meu cabelo está afinando há dois anos, principalmente no topo da cabeça e nas entradas. Meu pai também ficou careta cedo.”
Avaliação clínica: Escala de Hamilton‑Norwood grau III (entradas bilaterais e rarefação no vértex). Tricoscopia revelou diâmetro capilar reduzido em 30% e múltiplos fios miniaturizados. Exames hormonais (testosterona livre, DHT, TSH, ferritina) normais.
Diagnóstico: Apos avaliação completa, o médico registrou o CID L64.0 — Alopecia androgenética, padrão masculino, com evidência de progressão gradual.
Conduta terapêutica: Prescrito minoxidil tópico 5% (1 ml, duas vezes ao dia) e finasterida oral 1 mg/dia. Recomendado uso de xampu de cetoconazol 2% duas vezes por semana.
Evolução: Após 6 meses, redução da queda em 70% e crescimento de novos fios finos no vértice. Melhora subjetiva relatada pelo paciente. Sem efeitos adversos significativos.
Lição clínica: O tratamento precoce com combo minoxidil + finasterida é eficaz para alopecia androgenética. A adesão diária é determinante para o sucesso. Avaliação clínica periódica a cada 6‑12 meses é recomendada.
O que é o CID L64 na prática médica
O CID L64 corresponde à alopecia androgenética, também conhecida como calvície hereditária. É a forma mais comum de queda de cabelo, afetando homens e mulheres de todas as idades, com início geralmente após a adolescência. A condição é causada pela sensibilidade dos folículos capilares ao dihidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona, levando à miniaturização progressiva dos fios. O código L64.0 é usado para o padrão masculino (entradas e coroa) e L64.9 quando o padrão não é especificado. Na prática clínica, o médico avalia a história familiar, o padrão da queda e exames complementares para confirmar o diagnóstico e descartar outras causas.
Subcategorias e variantes do CID L64
O CID‑10 subdivide L64 em:
- L64.0 – Alopecia androgenética, padrão masculino: mais comum, acomete áreas frontais, temporais e vértex.
- L64.8 – Outras formas: alopecia androgenética com características atípicas, como padrão difuso feminino.
- L64.9 – Alopecia androgenética não especificada: usado quando não há informações suficientes para classificar o padrão.
Variantes da CID‑10 também podem ser usadas: L63 (alopecia areata), L65 (outras perdas de cabelo não cicatriciais) e L66 (alopecia cicatricial), que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.
Sintomas e como a doença se manifesta
A alopecia androgenética se manifesta de forma gradual e progressiva. Os principais sinais incluem:
- Afinamento dos fios, especialmente na região frontal (entradas) e no topo da cabeça (coroa).
- Aumento da queda ao lavar ou pentear o cabelo.
- Redução do volume capilar com o tempo.
- Nas mulheres, ocorre afinamento difuso no topo do couro cabeludo, mantendo a linha frontal.
- Não há cicatriz, vermelhidão ou descamação significativa (quando presentes, sugerem outras doenças).
A velocidade da progressão varia: alguns pacientes perdem cabelo rapidamente em 5‑10 anos; em outros, o processo é lento e leva décadas. A escala de Hamilton‑Norwood (homens) e Ludwig (mulheres) é usada para classificar a gravidade.
Causas e fatores de risco
A causa principal é genética: herança poligênica que confere sensibilidade dos folículos ao DHT. Fatores de risco incluem:
- Histórico familiar de calvície (pais, avós, irmãos).
- Sexo masculino – homens têm maior incidência e gravidade.
- Idade: a frequência aumenta depois dos 30 anos.
- Níveis elevados de andrógenos (raro, exceto em síndromes endócrinas).
- Tabagismo e estresse crônico (podem acelerar a progressão).
Condições como síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou uso de anabolizantes podem precipitar ou agravar a queda. A alopecia androgenética não é causada por má circulação, uso excessivo de chapéu ou lavagem frequente – mitos comuns.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico. O médico realiza:
- Anamnese: história familiar, início da queda, evolução, uso de medicamentos, sintomas associados.
- Exame físico: inspeção do couro cabeludo, padrão de rarefação, teste de tração capilar (puxão suave para avaliar quantidade de fios soltos).
- Tricoscopia (dermatoscopia capilar): permite visualizar miniaturização folicular e confirmar o diagnóstico.
- Exames complementares: hemograma, ferritina, TSH, T4 livre, testosterona livre, DHT, vitamina D, zinco – para descartar outras causas.
- Biópsia do couro cabeludo (raramente necessária): em casos atípicos ou suspeita de alopecia cicatricial.
O CID L64 é registrado no atestado ou prontuário após exclusão de outras etiologias. O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso terapêutico.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento visa interromper a progressão e estimular o crescimento capilar. As opções incluem:
- Minoxidil tópico (2% ou 5%): aplicado duas vezes ao dia; estimula o fluxo sanguíneo e a fase anágena. Resultados em 4‑6 meses.
- Finasterida oral (1 mg/dia): inibe a conversão de testosterona em DHT; eficaz no padrão masculino. Uso contínuo.
- Dutasterida (0,5 mg/dia): alternativa mais potente; às vezes usada off‑label.
- Terapias físicas: laser de baixa intensidade (LLLT), microagulhamento com fatores de crescimento.
- Transplante capilar (FUT/FUE): para casos avançados ou quando a medicação não é suficiente.
- Tratamentos tópicos adjuvantes: xampu de cetoconazol, soluções com cafeína, suplementos (biotina, silício orgânico) – evidências limitadas.
Para mulheres, a finasterida é menos usada; o tratamento preferencial é minoxidil e, em alguns casos, espironolactona ou contraceptivos antiandrogênicos. A resposta varia de pessoa para pessoa, e a adesão contínua é fundamental.
Quantos dias de atestado médico
O CID L64 (queda de cabelo por alopecia androgenética) não é uma condição que gere incapacidade aguda para o trabalho. Atestados médicos são raros e geralmente concedidos apenas em situações específicas: adaptação ao tratamento inicial com efeitos colaterais (ex.: tontura por finasterida), procedimentos cirúrgicos (transplante capilar) ou estresse psicológico grave associado à autoimagem. Nesses casos, o período costuma ser de 1 a 3 dias. Para a maioria dos pacientes, não há necessidade de afastamento. O médico avaliará cada caso individualmente.
Para outras causas de queda de cabelo com CID diferente (ex.: L63 – alopecia areata, ou efúvio telógeno – CID L65.0), o atestado pode ser maior se houver doença sistêmica subjacente. Consulte seu médico para orientação personalizada.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Embora a alopecia androgenética seja benigna, alguns sinais merecem atenção imediata:
- Queda de cabelo súbita e intensa (centenas de fios por dia) – pode indicar efúvio telógeno ou alopecia areata.
- Áreas circulares de perda total de cabelo (alopecia areata).
- Cicatrizes, vermelhidão, descamação, dor ou coceira intensa no couro cabeludo.
- Sintomas sistêmicos como febre, perda de peso, fadiga, alterações menstruais ou hirsutismo.
- Queda em crianças ou adolescentes sem história familiar.
Nestes casos, a consulta com dermatologista ou clínico geral deve ser feita o mais rápido possível para diagnóstico e tratamento adequados.
Prevenção e cuidados contínuos
Não é possível prevenir a alopecia androgenética, pois é determinada geneticamente. No entanto, cuidados podem retardar a progressão:
- Manter uma alimentação equilibrada rica em ferro, zinco, proteínas e vitaminas do complexo B.
- Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.
- Gerenciar o estresse com técnicas de relaxamento e exercícios físicos.
- Evitar penteados que tracionem o cabelo (rabos de cavalo apertados, tranças).
- Usar produtos suaves e evitar químicas agressivas (alisamentos, descolorações frequentes).
- Consultar o dermatologista anualmente para monitoramento.
O tratamento precoce com minoxidil e/ou finasterida pode estabilizar a queda e estimular o crescimento, prevenindo a progressão para estágios avançados.
- 01. Comece o tratamento assim que notar o afinamento – quanto mais cedo, melhores os resultados.
- 02. Use minoxidil 5% duas vezes ao dia sem falhas; a consistência é mais importante que a dose.
- 03. A finasterida leva de 3 a 6 meses para mostrar efeito; não desista se não ver resultados imediatos.
- 04. Fotografe o couro cabeludo a cada 3 meses para monitorar a evolução objetivamente.
- 05. Combine tratamento tópico e oral para potencializar os efeitos – mas só com orientação médica.
- 06. Evite automedicação com suplementos “milagrosos”; muitos não têm comprovação científica.
Perguntas Frequentes sobre o CID QUEDA
O CID QUEDA garante quantos dias de atestado?
Geralmente nenhum dia específico, pois a alopecia androgenética não é incapacitante. Em casos excepcionais (pós‑cirurgia ou reação adversa), pode ser concedido de 1 a 3 dias.
O CID L64 tem cura?
Não há cura definitiva, mas o tratamento controla a progressão e pode reverter parte da miniaturização. É uma condição crônica que requer manejo contínuo.
Queda de cabelo por estresse é CID L64?
Não. O estresse pode desencadear efúvio telógeno (CID L65.0), que é temporário. A alopecia androgenética tem base genética.
O CID L64 é usado para mulheres?
Sim. Mulheres com alopecia androgenética também recebem o código L64.9 ou L64.0 quando o padrão é típico.
Preciso de exames para confirmar o CID?
Sim, exames de sangue (ferritina, TSH, hormônios) ajudam a descartar outras causas. A tricoscopia confirma o diagnóstico.
O convênio cobre o tratamento para CID L64?
Depende do plano. Minoxidil e finasterida não são obrigatórios por lei, mas muitos planos cobrem consultas e exames. Consulte sua operadora.
Finasterida causa infertilidade?
Raramente. Pode reduzir a contagem de espermatozoides, mas é reversível com a suspensão. Converse com o médico sobre riscos.
Minoxidil funciona para todos?
Não. Cerca de 60‑70% dos pacientes respondem bem. A resposta é melhor em fases iniciais da calvície.
Posso usar minoxidil 5% uma vez ao dia?
O ideal é duas vezes ao dia. Estudos mostram que uma aplicação é menos eficaz. Se não houver tempo, use ao menos uma vez, mas prefira a bula.
O transplante capilar é coberto pelo SUS?
Sim, em casos selecionados de alopecia cicatricial ou após aprovação de protocolos. Para alopecia androgenética, geralmente é estético e não coberto.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID‑10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
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