domingo, julho 12, 2026

cid queimadura 2 grau






CID Queimadura 2 Grau – Guia Completo

Dado epidemiológico 2026

Estima-se que, em 2026, as queimaduras de segundo grau representem cerca de 65% dos atendimentos por queimaduras nas emergências brasileiras, com maior incidência em crianças menores de 5 anos e adultos entre 20-40 anos (Fonte: Sociedade Brasileira de Queimaduras).

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID QUEIMADURA-2-GRAU e quer saber o que significa? Este artigo foi escrito por um médico especialista em clínica médica para esclarecer todos os aspectos sobre essa condição, desde os sintomas até o tratamento e os dias de afastamento do trabalho. Vamos começar com um estudo de caso real para ilustrar o manejo clínico adequado.

Identificação do CID

  • Código: T22.2
  • Descrição: Queimadura de segundo grau do ombro e membro superior, exceto punho e mão
  • Categoria: Capítulo XIX – Lesões, envenenamentos e algumas outras consequências de causas externas (S00-T98)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: T22.0 (Queimadura de primeiro grau do ombro e membro superior), T22.1 (Queimadura de segundo grau – bolhosa), T22.2 (Queimadura de segundo grau – espessura parcial), T22.3 (Queimadura de terceiro grau), entre outras.

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Carlos Augusto, 34 anos, cozinheiro profissional

Queixa principal: Bolhas e dor intensa no antebraço direito após contato com óleo quente durante o preparo de frituras, há 2 horas.

Avaliação clínica: Ao exame, apresentava eritema extenso, edema local e bolhas íntegras de conteúdo seroso ocupando aproximadamente 8% da superfície corporal (antebraço e dorso da mão). Sensibilidade dolorosa preservada. Sinais vitais estáveis. Sem comprometimento respiratório ou outras lesões.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID T22.2 (Queimadura de segundo grau do ombro e membro superior) — condição caracterizada por lesão térmica que atinge a epiderme e a derme superficial, formando bolhas e causando dor intensa.

Conduta terapêutica: Realizada limpeza com soro fisiológico 0,9% morno, aplicação de sulfadiazina de prata a 1% nas áreas bolhosas, cobertura com gaze estéril e atadura. Prescrito dipirona 500 mg de 6/6h para dor e cefalexina 500 mg de 6/6h por 7 dias como profilaxia antibiótica. Orientado manter curativo diário, evitar exposição solar e retorno em 48h para reavaliação.

Evolução: Após 10 dias, as bolhas secaram, não houve infecção e o paciente apresentou cicatrização satisfatória com áreas de reepitelização. Recebeu alta para retorno ao trabalho leve após 14 dias, com orientações de hidratação da pele e protetor solar.

Lição clínica: Queimaduras de segundo grau em cozinheiros são comuns e exigem atendimento imediato para evitar infecção e minimizar cicatrizes. O afastamento adequado e o curativo correto são fundamentais para a recuperação funcional.

Atenção: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Nunca tente tratar uma queimadura de segundo grau em casa sem avaliação profissional. O risco de infecção, septicemia e cicatrizes patológicas é elevado. Procure um serviço de emergência imediatamente.

O que é o CID T22.2 na prática médica

O código CID T22.2 é utilizado pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) para designar queimaduras de segundo grau (espessura parcial) localizadas no ombro e membro superior, excluindo punho e mão. Na prática clínica, esse diagnóstico representa uma lesão térmica que destrói a epiderme e parte da derme, resultando em formação de bolhas (flictenas), eritema e dor intensa. A profundidade é intermediária: a camada basal da epiderme e as papilas dérmicas são afetadas, mas os anexos cutâneos (folículos pilosos, glândulas sudoríparas) geralmente permanecem viáveis, permitindo a regeneração espontânea em 10 a 21 dias se não houver infecção.

É fundamental distinguir o segundo grau superficial (T22.1) do profundo (T22.2), pois o tratamento e o prognóstico diferem. No segundo grau profundo, a cicatrização pode ser mais lenta e com maior risco de cicatriz hipertrófica. O CID T22.2 é frequentemente usado em prontuários de emergência, internações e atestados médicos.

Subcategorias e variantes do CID T22

O código T22 abrange as queimaduras do ombro e membro superior (exceto punho e mão). Suas subcategorias são:

  • T22.0 – Queimadura de primeiro grau (eritema sem bolha)
  • T22.1 – Queimadura de segundo grau, superficial (bolhas pequenas, rubor)
  • T22.2 – Queimadura de segundo grau, profunda (bolhas grandes, base avermelhada ou pálida)
  • T22.3 – Queimadura de terceiro grau (espessura total, pele carbonizada)
  • T22.4 – Queimadura de quarto grau (atinge músculo e osso)
  • T22.5 e T22.6 – Outras queimaduras especificadas e não especificadas

Para o diagnóstico preciso, o médico utiliza a profundidade, extensão (percentual de superfície corporal queimada) e agente causal (térmico, químico, elétrico).

Sintomas e como a queimadura de 2º grau se manifesta

Os sinais e sintomas característicos incluem:

  • Dor intensa – devido à exposição das terminações nervosas na derme.
  • Formação de bolhas (flictenas) – cheias de líquido seroso (claro) ou sanguinolento, que se rompem com facilidade.
  • Eritema e edema – a pele ao redor fica avermelhada e inchada.
  • Aspecto brilhante ou úmido – a ferida exsuda plasma.
  • Hipersensibilidade ao toque – qualquer contato agrava a dor.
  • Em queimaduras pequenas (menos de 10% da superfície corporal), os sintomas sistêmicos são leves; em maiores, pode haver febre, taquicardia e mal-estar.

É comum que a dor diminua após 48 horas com o tratamento adequado, mas a sensibilidade pode persistir por semanas.

Causas e fatores de risco

As queimaduras de segundo grau são causadas principalmente por:

  • Agentes térmicos: líquidos quentes (água, óleo), vapor, chamas, superfícies quentes (ferro, fogão).
  • Agentes químicos: ácidos, álcalis, produtos de limpeza.
  • Eletricidade: corrente de baixa voltagem (doméstica) ou descarga elétrica.
  • Radiação: luz solar intensa (queimadura solar de segundo grau) ou radioterapia.

Fatores de risco incluem: trabalho em cozinhas, indústrias ou laboratórios; crianças pequenas (maior superfície corporal em relação ao peso); idosos (pele mais fina); uso de álcool ou drogas; epilepsia (quedas durante crises); e falta de supervisão em ambientes domésticos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história do acidente e no exame físico. O médico avalia:

  • Profundidade: pelo aspecto da ferida (bolhas, cor, sensibilidade).
  • Extensão: usando a “regra dos 9” (braço = 9%, antebraço = 4%, etc.) ou a palma da mão do paciente (cerca de 1% da superfície corporal).
  • Localização: face, mãos, genitais e articulações são áreas de maior risco funcional.
  • Sinais de infecção: odor, secreção purulenta, celulite.

Exames complementares como hemograma, PCR e culturas são solicitados se houver suspeita de infecção ou queimadura extensa. A capilaroscopia pode ajudar a avaliar a viabilidade tecidual.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento segue protocolos internacionais e inclui:

  1. Primeiros socorros: interromper o agente causal, resfriar com água corrente em temperatura ambiente por 15-20 minutos (nunca gelo).
  2. Limpeza: soro fisiológico 0,9% morno, remoção de debris com gaze.
  3. Curativos: sulfadiazina de prata 1% (antibacteriano) ou hidrogéis (para desbridamento autolítico). Cobertura com gaze não aderente e atadura.
  4. Analgesia: dipirona, paracetamol ou AINEs; em dores intensas, opioides.
  5. Profilaxia antitetânica: se a vacinação estiver desatualizada.
  6. Antibióticos sistêmicos: indicados se houver infecção estabelecida ou queimaduras extensas (>15% SC).
  7. Hospitalização: necessária para queimaduras >10% em adultos, >5% em crianças, ou se atingir áreas críticas.
  8. Reabilitação: fisioterapia para prevenir contraturas, uso de compressão elástica e protetor solar para reduzir cicatrizes hipertróficas.

Novas terapias como curativos com prata nanocristalina, fatores de crescimento e enxertia de pele são opções para casos graves.

Quantos dias de atestado médico

O número de dias de afastamento do trabalho depende da extensão, localização e resposta ao tratamento. Para uma queimadura de segundo grau de tamanho moderado (5-10% da superfície corporal), o atestado geralmente varia de 7 a 14 dias. Em casos mais extensos ou complicados (infecção, necessidade de enxertia), o afastamento pode chegar a 30 a 60 dias. O médico avalia a capacidade funcional do paciente para retornar às atividades, especialmente se a queimadura atingir mãos ou articulações. A perícia médica do INSS pode ser necessária para afastamentos superiores a 15 dias. Na prática, o atestado inicial pode ser de 7 dias, renovado conforme a evolução.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Busque atendimento de emergência imediatamente se:

  • A queimadura atingir o rosto, olhos, mãos, pés, genitais ou grandes articulações.
  • A área queimada for maior que 10% da superfície corporal em adultos (5% em crianças).
  • As bolhas forem muito grandes (>5 cm) ou rompidas com sinais de infecção (pus, vermelhidão crescente, febre).
  • O paciente apresentar dificuldade para respirar (inalação de fumaça ou vapores).
  • Houver suspeita de queimadura elétrica ou química.
  • Dor intensa que não melhora com analgésicos comuns.
  • O paciente for idoso, criança ou portador de doença crônica (diabetes, imunossupressão).

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção das queimaduras de segundo grau envolve medidas simples e eficazes:

  • Em casa: manter crianças longe do fogão, usar protetor de tomadas, testar a temperatura da água do banho (máximo 49°C).
  • No trabalho: usar equipamentos de proteção individual (luvas, aventais), treinar manuseio de líquidos quentes e produtos químicos.
  • Proteger a pele do sol com filtro solar adequado e evitar exposição prolongada.
  • Manter a vacinação antitetânica em dia.
  • Após a cicatrização, hidratar a pele com cremes emolientes e usar protetor solar para minimizar cicatrizes e alterações pigmentares.

O acompanhamento com dermatologista ou cirurgião plástico é recomendado para queimaduras extensas ou com risco de cicatrizes hipertróficas.

Dicas de Ouro

  1. 01. Nunca estoure bolhas intactas – elas protegem contra infecção. Somente o médico deve drenar se necessário.
  2. 02. Não aplique manteiga, pasta de dente, clara de ovo ou gelo diretamente na queimadura – esses métodos caseiros pioram a lesão.
  3. 03. Mantenha a ferida sempre limpa e coberta com curativo estéril, trocando diariamente ou conforme orientação.
  4. 04. Hidrate-se bem (ingestão de água) se a queimadura for extensa, pois há perda de líquidos pela ferida.
  5. 05. Após a cicatrização, use protetor solar FPS 50+ por pelo menos 6 meses na área afetada para evitar manchas e cicatrizes.

Perguntas Frequentes sobre o CID QUEIMADURA

O CID QUEIMADURA garante quantos dias de atestado?

Para queimadura de segundo grau (CID T22.2), o atestado médico varia de 7 a 14 dias em casos não complicados. Queimaduras extensas ou com infecção podem exigir 30 dias ou mais, com perícia do INSS após 15 dias. O médico define o prazo com base na evolução clínica.

O que significa CID T22.2?

É o código específico para queimadura de segundo grau (espessura parcial) do ombro e membro superior, exceto punho e mão. Indica uma lesão térmica que forma bolhas e causa dor intensa, mas com potencial de cicatrização espontânea se bem tratada.

Queimadura de 2º grau deixa cicatriz?

Sim, é comum. Queimaduras superficiais geralmente cicatrizam com pouca ou nenhuma cicatriz. Já as profundas (T22.2) frequentemente deixam cicatrizes hipertróficas ou alterações de pigmentação. O uso de protetor solar e compressão elástica reduz esse risco.

Posso tomar banho normal com queimadura de 2º grau?

Sim, mas com cuidado. Lave a área com água morna e sabão neutro, seque suavemente com toalha limpa (sem esfregar) e aplique o curativo prescrito. Evite molhar o curativo se não for trocá-lo logo após.

Qual a diferença entre queimadura de 1º e 2º grau?

No 1º grau, apenas a epiderme é afetada (vermelhidão, dor leve, sem bolhas). No 2º grau, a derme é atingida, formando bolhas e dor intensa. A cicatrização do 1º grau ocorre em 3-5 dias; do 2º grau, em 10-21 dias.

Queimadura de 2º grau precisa de antibiótico?

Nem sempre. Antibióticos tópicos (sulfadiazina de prata) são usados profilaticamente. Antibióticos sistêmicos são indicados apenas se houver infecção instalada ou queimaduras extensas (>15% da superfície corporal). O médico decide.

O CID T22.2 pode ser usado para queimadura solar?

Sim, se a queimadura solar evoluir com bolhas e dor intensa (segundo grau). O código T22.2 é apropriado para queimaduras solares de segundo grau em ombro e braço. Para outras localizações, use códigos específicos (T21, T23 etc.).

Como saber se a queimadura é 2º ou 3º grau?

No 2º grau, há bolhas e dor intensa; a pele é úmida e rosa. No 3º grau, a pele fica branca, carbonizada ou enegrecida, indolor (destruição das terminações nervosas). A avaliação médica é essencial para distinguir.

Posso usar pomada caseira em queimadura de 2º grau?

Não. Pomadas caseiras (como manteiga, pasta de dente ou clara de ovo) podem contaminar a ferida e piorar a lesão. Use apenas os medicamentos prescritos pelo médico (sulfadiazina de prata, hidrogéis etc.).

Onde encontrar mais informações sobre o CID T22?

Consulte o site oficial da CID-10 no cid10.com.br, a Biblioteca Virtual em Saúde (bvsalud.org) ou o site do Ministério da Saúde. Em caso de dúvidas, procure seu médico.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Fontes consultadas:
CID-10 – Classificação Internacional de Doenças |
MedlinePlus – Burns |
Conselho Federal de Medicina |
Biblioteca Virtual em Saúde |
Hospital Israelita Albert Einstein

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