quarta-feira, julho 8, 2026

Cid Remédios para asma






CID Remédios para Asma – Estudo de Caso Clínico


Dado epidemiológico 2026

Em 2026, estima-se que 6,4 milhões de brasileiros vivem com asma diagnosticada, com cerca de 120 mil internações anuais por crises agudas. A asma é a quarta causa de afastamento do trabalho por doenças respiratórias no Brasil.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID REMÉDIOS-PARA-ASMA e quer saber o que significa? Na prática, o código utilizado para registrar a asma na Classificação Internacional de Doenças é o CID J45. Este artigo explica em detalhes o significado desse código, os medicamentos envolvidos, o tratamento e as orientações clínicas baseadas em evidências atualizadas até 2025-2026.

Identificação do CID

  • Código: J45
  • Descrição: Asma
  • Categoria: Capítulo X – Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: J45.0 (Asma predominantemente alérgica), J45.1 (Asma não alérgica), J45.8 (Asma mista), J45.9 (Asma não especificada)

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Sofia M., 32 anos, professora do ensino fundamental

Queixa principal: Falta de ar noturna, tosse seca persistente e chiado no peito há cerca de 3 semanas, com piora nas últimas 48 horas. Relata que acorda com sensação de aperto no tórax.

Avaliação clínica: Frequência respiratória 22 irpm, saturação O₂ 94% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com sibilos expiratórios difusos. Prova de função pulmonar (espirometria) mostrou VEF1/CVF 65% com reversibilidade após broncodilatador (aumento de 15% no VEF1). Teste de alergia positivo para ácaros e pólen.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID J45.0 — Asma predominantemente alérgica, com crise moderada.

Conduta terapêutica: Iniciou-se corticoide inalatório (budesonida 200 µg, 2x/dia) associado a broncodilatador de longa duração (formoterol 12 µg, 2x/dia). Para alívio imediato, prescrito salbutamol spray 100 µg na crise. Orientação de evitar alérgenos, usar capa antiácaro no colchão e manter diário de sintomas.

Evolução: Em 4 semanas, a paciente apresentou redução de 80% nos episódios de tosse noturna, espirometria de controle com VEF1 82% do previsto. Retornou ao trabalho sem limitações.

Lição clínica: O diagnóstico precoce e o uso correto dos remédios para asma (corticoides inalatórios + broncodilatadores) controlam a inflamação brônquica e previnem danos pulmonares irreversíveis.

Atenção: Este artigo tem caráter informativo. A asma é uma doença que exige acompanhamento médico regular. Nunca autodiagnostique nem modifique seu tratamento sem orientação profissional. O uso inadequado de broncodilatadores pode mascarar a gravidade da inflamação.

O que é o CID J45 na prática médica

O código CID J45 é a classificação oficial da Organização Mundial da Saúde para a asma brônquica. Na prática clínica, ele é utilizado para registrar todos os casos de asma, independentemente da gravidade ou do tipo. O médico lança esse código no prontuário e nos atestados para justificar o diagnóstico e o tratamento. Os “remédios para asma” referem-se ao arsenal terapêutico que inclui corticoides inalatórios, broncodilatadores, antagonistas de leucotrienos e imunobiológicos, todos indicados conforme o fenótipo e o controle da doença.

Subcategorias e variantes do CID J45

O CID J45 desdobra-se em quatro subcategorias principais:

  • J45.0 – Asma predominantemente alérgica: associada a alérgenos como ácaros, pólen, fungos e pelos de animais.
  • J45.1 – Asma não alérgica: desencadeada por infecções virais, exercício, estresse ou mudanças climáticas.
  • J45.8 – Asma mista: combinação de componentes alérgicos e não alérgicos.
  • J45.9 – Asma não especificada: quando não é possível determinar o subtipo no momento do diagnóstico.

Essas subcategorias orientam a escolha terapêutica. Por exemplo, asma alérgica frequentemente responde bem a anti-histamínicos e imunoterapia, enquanto a asma não alérgica pode necessitar de maior dose de corticoide inalatório.

Sintomas e como a asma se manifesta

A asma é caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, levando a episódios recorrentes de falta de ar, chiado no peito (sibilos), tosse seca e aperto torácico. Os sintomas costumam ser piores à noite, nas primeiras horas da manhã ou após exposição a desencadeantes. Em crises graves, pode haver uso de musculatura acessória, cianose e fala entrecortada. A gravidade varia de leve (sintomas esporádicos) a grave (sintomas diários que limitam atividades).

Causas e fatores de risco

A asma tem origem multifatorial. Os principais fatores de risco incluem:

  • Predisposição genética: história familiar de asma ou alergias.
  • Alérgenos: ácaros, pólen, mofo, pelos de animais.
  • Infecções virais: vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus na infância.
  • Tabagismo passivo ou ativo: fumo danifica o epitélio brônquico.
  • Poluição atmosférica: partículas finas e ozônio.
  • Obesidade: aumenta a inflamação sistêmica e reduz a capacidade pulmonar.
  • Exercício físico intenso em ambiente frio e seco.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da asma combina história clínica, exame físico e testes complementares. A espirometria é o padrão-ouro: demonstra obstrução ao fluxo aéreo (VEF1/CVF < 0,70) com reversibilidade após broncodilatador (aumento do VEF1 ≥ 12% e ≥ 200 mL). Também se utiliza a medida do pico de fluxo expiratório (PFE) seriada, testes de provocação brônquica (metacolina), testes alérgicos cutâneos ou IgE específica. Em crianças pequenas, o diagnóstico é principalmente clínico.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da asma é baseado no controle da inflamação e no alívio dos sintomas. Os “remédios para asma” dividem-se em:

  • Controladores (uso contínuo): corticoides inalatórios (budesonida, fluticasona, beclometasona); broncodilatadores de longa duração (salmeterol, formoterol); antagonistas de leucotrienos (montelucaste); imunobiológicos (omalizumabe, mepolizumabe) para asma grave.
  • Resgate (crise): broncodilatadores de curta duração (salbutamol, fenoterol, ipratrópio).
  • Oral: corticoides orais (prednisona) apenas em crises graves ou exacerbações.

O tratamento é escalonado de acordo com o nível de controle (bem controlado, parcialmente controlado, não controlado), seguindo as diretrizes do GINA (Global Initiative for Asthma) e do Ministério da Saúde.

Quantos dias de atestado médico

O tempo de afastamento depende da gravidade da crise e da resposta ao tratamento. Em geral:

  • Crise leve a moderada: 3 a 5 dias de atestado.
  • Crise grave com internação: 10 a 15 dias, podendo ser estendido conforme evolução.
  • Pacientes com asma mal controlada em tratamento ambulatorial: atestados de 1 a 3 dias para ajuste terapêutico.

O médico avaliará cada caso individualmente. A Lei do Atestado Médico permite ao profissional estipular o período necessário para a recuperação.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Busque atendimento de emergência imediatamente se apresentar:

  • Falta de ar grave a ponto de não conseguir completar frases.
  • Cianose (lábios ou unhas arroxeados).
  • Uso de musculatura acessória (retração intercostal, batimento de asa do nariz).
  • Chiado muito intenso ou, paradoxalmente, ausência de chiado (tórax silente).
  • Saturação de oxigênio abaixo de 90%.
  • Frequência cardíaca acima de 120 bpm em repouso.

Sinais de alerta para consulta não urgente: piora progressiva dos sintomas, necessidade maior de broncodilatador de resgate (> 2 vezes/semana), despertares noturnos por falta de ar.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção das crises engloba medidas ambientais e farmacológicas:

  • Evitar alérgenos domiciliares (ácaros: colchões encapsulados, aspirar com filtro HEPA; mofo: controlar umidade).
  • Manter vacinação em dia (influenza, pneumocócica, COVID-19).
  • Não fumar e evitar exposição à fumaça.
  • Praticar exercícios físicos regulares com orientação médica.
  • Usar os medicamentos controladores diariamente, mesmo sem sintomas.
  • Monitorar o pico de fluxo expiratório em casa.
  • Comparecer às consultas de retorno a cada 3-6 meses.

Dicas de Ouro

  1. 01. Tenha sempre um broncodilatador de resgate (salbutamol) com você, mas use-o no máximo 2 vezes por semana; mais que isso indica falta de controle.
  2. 02. Os corticoides inalatórios são seguros mesmo para uso prolongado; o medo de “vício” ou efeitos colaterais é infundado quando usados corretamente.
  3. 03. Lave o nebulizador ou o espaçador após cada uso para evitar contaminação bacteriana.
  4. 04. Mantenha um diário de sintomas e pico de fluxo para ajudar seu médico a ajustar o tratamento.
  5. 05. Em caso de crise, procure assistência médica se o alívio com spray não durar mais de 3 horas.

Perguntas Frequentes sobre o CID J45

O CID J45 garante quantos dias de atestado?

Geralmente 3 a 5 dias para uma crise leve/moderada, e até 15 dias para crises graves com internação. Cada caso é avaliado pelo médico.

O que significa CID J45.0 e J45.9?

J45.0 é asma alérgica; J45.9 é asma não especificada, usada quando o subtipo não é definido.

Quais são os principais remédios para asma?

Controladores: budesonida, fluticasona, formoterol, montelucaste. Resgate: salbutamol, fenoterol. Imunobiológicos: omalizumabe (para asma alérgica grave).

Asma tem cura?

Não, mas tem controle. Com tratamento adequado, a maioria dos pacientes vive sem limitações significativas.

Posso usar salbutamol todos os dias?

Não. O uso diário indica má adesão ao tratamento de manutenção ou necessidade de ajuste. Consulte seu médico.

O CID J45 pode ser usado para asma ocupacional?

Sim. A asma ocupacional também é registrada sob J45, com a especificação na descrição clínica.

Asma na gravidez: o tratamento deve ser mantido?

Sim. Manter o controle da asma é essencial para a saúde materno-fetal. Corticoides inalatórios são seguros.

O que fazer em uma crise de asma?

Use 2 a 4 jatos do broncodilatador de resgate com espaçador; se não houver melhora em 10 minutos, repita. Se persistir, procure o pronto-socorro.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Fontes e referências:
CID-10 – J45 (cid10.com.br)
MedlinePlus – Asma
BVS – Protocolo Asma 2025
Hospital Israelita Albert Einstein – Asma

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