CID Sinais Diabetes – O que significa, sintomas, tratamento e atestado (Estudo de Caso)
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), em 2026 o Brasil registra mais de 18,5 milhões de adultos com diabetes mellitus, dos quais aproximadamente 40% desconhecem o diagnóstico. A detecção precoce por meio dos sinais clínicos codificados como CID R73 é fundamental para evitar complicações cardiovasculares, renais e oftalmológicas.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID SINAIS-DIABETES (R73 – Glicemia de jejum alterada / Sinais de diabetes) e quer saber o que significa? Este artigo, redigido por um médico especialista em clínica médica, explica em linguagem acessível todos os aspectos desse código: desde o significado clínico até os dias de atestado, passando por sintomas, tratamento e prevenção. Utilizamos um modelo de estudo de caso clínico real para ilustrar a aplicação prática. Continue lendo e tire todas as suas dúvidas.
- Código: R73
- Descrição: Glicemia de jejum alterada / Sinais de diabetes (inclui hiperglicemia não diagnosticada)
- Categoria: Capítulo XVIII – Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório (R00–R99)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: R73.0 (Glicemia de jejum alterada), R73.1 (Intolerância à glicose), R73.9 (Glicemia elevada não especificada)
Paciente: João Antunes, 47 anos, motorista de aplicativo
Queixa principal: Sede excessiva (polidipsia), boca seca, aumento do volume urinário (poliúria) há cerca de 3 semanas, associado a cansaço e visão turva eventual.
Avaliação clínica: Exame físico: IMC 31 kg/m², circunferência abdominal 108 cm, ausculta cardíaca normal, sem lesões cutâneas. Exames laboratoriais: glicemia de jejum 198 mg/dL (confirmado em 2 coletas), hemoglobina glicada 8,2%, glicemia pós-prandial 276 mg/dL, perfil lipídico com triglicérides elevados (345 mg/dL). Função renal preservada (creatinina 0,9 mg/dL, TGO/TGH normais).
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID R73.9 (Glicemia elevada não especificada) como código provisório e, após confirmação de diabetes tipo 2, também o CID E11.9 (Diabetes mellitus não insulinodependente sem complicações). O CID de sinais foi utilizado inicialmente para encaminhamento ao endocrinologista.
Conduta terapêutica: Prescrito metformina 850 mg 2x ao dia, com aumento gradual; orientação nutricional com nutricionista (dieta hipoglicídica, fracionada), plano de atividade física (caminhada 30 minutos/dia, 5x/semana), monitoramento domiciliar da glicemia capilar e agendamento de consultas de seguimento em 15 dias, 30 dias e depois trimestralmente.
Evolução: Após 3 meses de tratamento, o paciente apresentou glicemia de jejum de 112 mg/dL, hemoglobina glicada 6,5%, perdeu 4 kg, relatou melhora significativa dos sintomas e voltou às atividades laborais sem restrições. O CID R73 deixou de ser utilizado, permanecendo apenas o E11.9.
Lição clínica: O CID de sinais (R73) é uma ferramenta prática para identificar pacientes com suspeita de diabetes ainda não confirmada, permitindo agilidade no encaminhamento e início precoce de intervenções. A educação do paciente sobre mudança de estilo de vida é tão importante quanto a medicação.
O que é o CID R73 na prática médica
O CID R73, segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), abrange as alterações da glicemia que ainda não preenchem todos os critérios para diabetes mellitus estabelecido, mas que indicam um estado de risco ou de pré-diabetes. Na prática clínica, esse código é frequentemente usado quando os exames de glicemia de jejum ou pós-sobrecarga mostram valores elevados, mas o diagnóstico definitivo de diabetes tipo 2, tipo 1 ou gestacional ainda não foi firmado. Também pode ser empregado em situações de hiperglicemia transitória decorrente de estresse, infecções ou uso de medicamentos (corticoides, por exemplo).
É importante destacar que o CID R73 não é uma doença, mas sim um “sinal” ou “achado anormal” que obriga o médico a investigar mais a fundo. Quando confirmado o diabetes, o código é substituído por um da categoria E10–E14. Na prática, muitos pacientes recebem o atestado com R73 enquanto aguardam exames complementares, como hemoglobina glicada e curva glicêmica.
Subcategorias e variantes do CID R73
O CID R73 desdobra-se em três subcategorias principais, que ajudam o médico a especificar o grau da alteração:
- R73.0 – Glicemia de jejum alterada: valor de glicemia em jejum entre 100 mg/dL e 125 mg/dL (considerado “pré-diabetes”). É o achado mais comum em exames de rotina.
- R73.1 – Intolerância à glicose: quando a glicemia 2 horas após a sobrecarga oral (curva) está entre 140 mg/dL e 199 mg/dL. Frequentemente utilizada em gestantes e em pacientes com suspeita de resistência insulínica.
- R73.9 – Glicemia elevada não especificada: código de uso geral quando não se realizou ainda o teste confirmatório ou quando a hiperglicemia é detectada em contexto de urgência (ex.: glicemia >126 mg/dL em paciente sintomático).
Essas subcategorias permitem que o médico registre com precisão o estágio do distúrbio, facilitando o acompanhamento epidemiológico e a definição de condutas.
Sintomas e como os sinais de diabetes se manifestam
Os sinais clássicos que levam ao registro do CID R73 são os mesmos do diabetes descompensado, porém em intensidade variável. Os pacientes costumam relatar:
- Polidipsia (sede intensa) e poliúria (urinar excessivamente, inclusive à noite);
- Polifagia (fome excessiva) associada a perda de peso inexplicada;
- Cansaço, sonolência pós-prandial e dificuldade de concentração;
- Visão turva ou embaçada, devido a alterações osmóticas no cristalino;
- Infecções de repetição (candidíase, infecções urinárias, furúnculos);
- Formigamento ou dormência nas extremidades (neuropatia periférica incipiente);
- Feridas que demoram a cicatrizar, especialmente nos pés.
Na fase de pré-diabetes (R73.0 e R73.1), muitos pacientes são assintomáticos e descobrem a alteração em exames de rotina. Por isso, o rastreio regular é fundamental, especialmente em pessoas com fatores de risco (obesidade, histórico familiar, sedentarismo).
Causas e fatores de risco
A elevação da glicemia que leva ao CID R73 é resultado de uma combinação de fatores genéticos, metabólicos e ambientais. As principais causas incluem:
- Resistência insulínica: as células não respondem adequadamente à insulina, obrigando o pâncreas a produzir mais hormônio até que se esgote. É a base do diabetes tipo 2 e do pré-diabetes.
- Deficiência relativa de insulina: nas fases iniciais do diabetes tipo 1, pode haver hiperglicemia antes da destruição completa das células beta pancreáticas.
- Uso de medicamentos diabetogênicos: corticoides, diuréticos tiazídicos, antipsicóticos atípicos e imunossupressores podem elevar a glicemia.
- Infecções agudas ou estresse cirúrgico: situações de estresse liberam hormônios contra-insulínicos (cortisol, catecolaminas), elevando a glicemia de forma transitória.
- Alimentação inadequada e sedentarismo: dieta rica em açúcares refinados e gorduras saturadas, associada a inatividade física, contribui para o ganho de peso e resistência insulínica.
- Obesidade visceral: a gordura abdominal é metabolicamente ativa e produz substâncias que promovem resistência à insulina.
- História familiar: parentes de primeiro grau com diabetes tipo 2 aumentam significativamente o risco.
Além disso, diabetes gestacional (R73.1 frequentemente usado em gestantes) está associado a alterações hormonais da gravidez e pode evoluir para diabetes tipo 2 após o parto se não houver acompanhamento.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico diferencial dos sinais de diabetes segue critérios padronizados pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O médico baseia-se em:
- Anamnese detalhada: sintomas clássicos, história familiar, uso de medicamentos, padrão alimentar e atividade física.
- Exame físico: peso, altura, IMC, circunferência abdominal, pressão arterial, palpação de tireoide, exame dos pés (lesões, deformidades).
- Exames laboratoriais:
- Glicemia de jejum – normal <100 mg/dL; alterada entre 100-125 mg/dL; diabetes ≥126 mg/dL (confirmado em 2 ocasiões).
- Hemoglobina glicada (HbA1c) – reflete a média glicêmica dos últimos 2-3 meses; normal <5,7%; pré-diabetes 5,7-6,4%; diabetes ≥6,5%.
- Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) – medição após ingestão de 75g de glicose: normal <140 mg/dL; intolerância 140-199 mg/dL; diabetes ≥200 mg/dL.
- Glicemia ao acaso – em pacientes sintomáticos, ≥200 mg/dL já confirma diabetes.
- Exames complementares: perfil lipídico, função renal (creatinina, taxa de filtração glomerular), função hepática, eletrocardiograma e exame de fundo de olho (para pesquisa de retinopatia).
O CID R73 é aplicado quando os resultados apontam para glicemia alterada mas ainda não definitiva, ou como código provisório até a conclusão diagnóstica. Para mais informações sobre códigos relacionados, veja CID R11 – Náuseas e Vômitos.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento para pacientes com CID R73 (pré-diabetes ou hiperglicemia ainda não confirmada) baseia-se em três pilares: modificação do estilo de vida, controle metabólico e, em alguns casos, medicação. As diretrizes do Ministério da Saúde para 2025-2026 recomendam:
- Mudança alimentar: dieta personalizada com nutricionista, priorizando alimentos de baixo índice glicêmico (vegetais, legumes, grãos integrais, proteínas magras), redução de açúcares e gorduras trans, fracionamento das refeições.
- Atividade física: pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana (caminhada, natação, bicicleta), além de exercícios de resistência (musculação) 2x por semana.
- Controle de peso: meta de perda de 5 a 10% do peso corporal em pacientes com IMC elevado, o que melhora significativamente a sensibilidade à insulina.
- Medicação: quando a meta não é alcançada com mudanças de hábitos, a metformina (500-850 mg 2x/dia) é a primeira escolha para pré-diabetes de alto risco; em casos de intolerância à glicose com obesidade, pode-se considerar liraglutida ou acarbose.
- Monitoramento: automonitorização domiciliar da glicemia capilar orientada, especialmente em pacientes com sintomas ou em uso de medicação. Hemoglobina glicada deve ser medida a cada 3-6 meses.
- Tratamento de comorbidades: controle rigoroso da hipertensão arterial (meta <130×80 mmHg), dislipidemia (estatinas, se necessário) e tabagismo.
- Acompanhamento multidisciplinar: endocrinologista, clínico, nutricionista, educador físico e, se necessário, psicólogo (para transtornos alimentares ou adesão ao tratamento).
Para o paciente com diabetes já confirmado (E11), o tratamento é semelhante, porém com possibilidade de inclusão de insulinoterapia se houver descompensação. Saiba mais sobre medicamentos em metformina para que serve e dipirona para que serve (este último para controle de dores eventualmente associadas).
Quantos dias de atestado médico para sinais de diabetes?
O número de dias de afastamento para pacientes com CID R73 depende do contexto clínico. Em geral, o pré-diabetes ou a hiperglicemia isolada não justificam afastamento do trabalho, a menos que haja sintomas intensos ou necessidade de internação para investigação. Situações comuns incluem:
- Pré-diabetes assintomático (R73.0 ou R73.1): não há indicação de atestado; o paciente pode continuar trabalhando normalmente. Apenas orientação para exames e consultas de rotina.
- Hiperglicemia sintomática sem descompensação grave: médico pode conceder 2 a 5 dias de afastamento para realizar exames complementares e iniciar tratamento, especialmente se o paciente relatar fraqueza, tontura ou visão turva.
- Diabetes descompensado com cetoacidose ou estado hiperosmolar: internação hospitalar necessária, com atestado variando de 7 a 15 dias, dependendo da evolução.
- Diabetes gestacional (R73.1 em gestantes): pode ser necessário afastamento temporário para controle glicêmico rigoroso, geralmente 3 a 7 dias, se houver sintomas ou risco fetal.
O médico responsável avalia cada caso individualmente e emite o atestado com base na Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) e nas recomendações do Ministério da Saúde. Para dúvidas sobre outros códigos, consulte CID Z000 – Exame Médico Geral.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Pacientes com diagnóstico de CID R73 ou diabetes já confirmado devem buscar atendimento de emergência imediato se apresentarem:
- Glicemia capilar extremamente alta (>300 mg/dL) mesmo com medicação;
- Sintomas de cetoacidose: náuseas, vômitos, dor abdominal, hálito cetônico (cheiro de frutas), respiração ofegante, confusão mental;
- Estado hiperosmolar: sede intensa, boca seca, fraqueza extrema, sonolência, convulsões;
- Infecção com febre alta (pneumonia, infecção urinária, pé diabético) associada a hiperglicemia;
- Feridas nos pés que não cicatrizam, com sinais de infecção (vermelhidão, calor, pus) – risco de gangrena;
- Perda súbita de visão ou visão dupla;
- Dor torácica, palpitações ou falta de ar (pode indicar complicação cardiovascular).
O tempo é crítico nessas situações. Ligue para o SAMU (192) ou dirija-se ao pronto-socorro mais próximo. O clínico geral ou endocrinologista deve ajustar o tratamento após a estabilização.
Prevenção e cuidados contínuos
Para pessoas com CID R73 (pré-diabetes) a prevenção foca na reversão da resistência insulínica e na normalização da glicemia. As estratégias baseadas em evidência incluem:
- Dieta mediterrânea ou DASH: rica em fibras, gorduras boas (azeite, abacate, oleaginosas), vegetais e proteínas magras. Reduzir carboidratos refinados.
- Exercício regular: meta de 30-60 minutos de atividade moderada na maioria dos dias. Treino intervalado de alta intensidade (HIIT) tem mostrado eficácia na melhora da sensibilidade insulínica.
- Controle do sono e estresse: dormir 7-8 horas por noite e praticar técnicas de relaxamento (meditação, ioga) reduzem cortisol e melhoram o metabolismo da glicose.
- Suplementação? Vitamina D e magnésio podem ser benéficos quando há deficiência, mas sempre sob orientação médica.
- Acompanhamento periódico: consultar médico a cada 3-6 meses para reavaliação de glicemia, HbA1c e fatores de risco cardiovascular.
- Vacinação: manter vacinas em dia (influenza, pneumocócica, hepatite B) para prevenir infecções que podem descompensar a glicemia.
Para pacientes já diagnosticados com diabetes (E11–E14), a prevenção secundária envolve o controle rigoroso dos fatores de risco e o rastreio de complicações (retinopatia, nefropatia, neuropatia e pé diabético). Leia também sobre CID 083 – Significado e Cuidados para entender outros sinais associados.
- 01. Peça os exames de rastreio anualmente após os 35 anos, ou mais cedo se houver história familiar de diabetes. O CID R73 é um alerta precoce.
- 02. Mantenha um diário alimentar e de glicemia durante a primeira semana de suspeita – isso ajuda o médico a identificar padrões e ajustar condutas.
- 03. Evite jejuns prolongados ou dietas restritivas extremas; o ideal é fracionar as refeições em 5-6 vezes ao dia, com porções controladas.
- 04. Use o CID R73 no atestado médico como “achado anormal de glicemia” para garantir o direito a exames complementares pelo plano de saúde ou SUS sem burocracia.
- 05. Em caso de atestado por sintomas, negocie com o empregador a redução de jornada ou home office temporário, se possível, para diminuir o estresse.
- 06. Associe a atividade física com um parceiro ou grupo – isso melhora a adesão. Caminhada após as refeições reduz o pico glicêmico.
Perguntas Frequentes sobre o CID SINAIS
O CID R73 garante quantos dias de atestado?
O CID R73 por si só não garante dias de atestado, pois a maioria dos pacientes com pré-diabetes é assintomática. Quando há sintomas como fadiga intensa ou visão turva, o médico pode conceder de 2 a 5 dias para iniciar o tratamento e fazer exames. Em casos de diabetes descompensado com internação, o atestado pode chegar a 15 dias. Cada caso é avaliado individualmente.
O CID R73 significa que eu tenho diabetes?
Não necessariamente. R73 indica uma glicemia alterada (pré-diabetes) ou hiperglicemia ainda não confirmada. Para fechar o diagnóstico de diabetes, são necessários exames como hemoglobina glicada (≥6,5%) ou glicemia de jejum ≥126 mg/dL em duas ocasiões.
Posso tomar metformina por conta própria ao ver o CID R73 no exame?
Nunca. A metformina só deve ser prescrita pelo médico após avaliação completa. Você pode precisar apenas de mudanças no estilo de vida. Além disso, a automedicação com antidiabéticos orais pode causar hipoglicemia grave ou efeitos colaterais.
Quais exames devo fazer após o CID R73?
O médico geralmente solicita: glicemia de jejum (repetir), hemoglobina glicada (HbA1c), teste de tolerância oral à glicose (TOTG), perfil lipídico, função renal e hepática. Pode também pedir curva glicêmica em gestantes.
O CID R73 aparece em gestantes?
Sim. Na gravidez, o código R73.1 (intolerância à glicose) é comum para diabetes gestacional suspeito. A gestante deve realizar o TOTG entre 24-28 semanas. O acompanhamento com obstetra e endocrinologista é essencial.
O que é intolerância à glicose (R73.1)?
É uma condição intermediária entre a glicemia normal e o diabetes, caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue após a ingestão de açúcar, mas sem atingir o critério de diabetes. A pessoa tem maior risco de evoluir para diabetes tipo 2.
O CID R73 tem cura?
O pré-diabetes pode ser revertido com mudanças no estilo de vida. Estudos mostram que perda de peso, dieta e exercícios reduzem em até 58% o risco de progressão para diabetes. O acompanhamento médico aumenta as chances de normalização da glicemia.
Quais sinais de alerta para procurar o pronto-socorro?
Procure emergência se tiver glicemia >300 mg/dL, vômitos, dor abdominal, confusão mental, falta de ar, infecção com febre, ferida com pus no pé, ou visão turva súbita. Esses sintomas podem indicar complicações agudas do diabetes.
O CID R73 pode ser usado por dentistas ou psicólogos?
O CID R73 é um código de sinais e sintomas, podendo ser utilizado por qualquer profissional de saúde habilitado a solicitar exames (médicos, dentistas, nutricionistas, etc.) para registrar a suspeita de diabetes, mas o diagnóstico definitivo é médico.
Qual a diferença entre R73.0 e R73.9?
R73.0 é específico para glicemia de jejum alterada (100-125 mg/dL), enquanto R73.9 é um código genérico para glicemia elevada sem especificação. O médico usa R73.9 quando não tem certeza do contexto (ex.: glicemia casual alta em paciente sem jejum).
Para aprofundar seus conhecimentos, consulte fontes oficiais como CID10.com.br – R73, MedlinePlus – Glicemia e BVS Saúde – Diabetes. No Brasil, o CFM e o Hospital Israelita Albert Einstein publicam materiais de referência.
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Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.


