quarta-feira, julho 15, 2026

Cid Sintomas Constipação






CID Sintomas Constipação


Dado epidemiológico 2026

Estima-se que cerca de 20% da população mundial adulta apresente sintomas de constipação funcional em algum momento da vida, com prevalência no Brasil de aproximadamente 18% entre adultos, sendo duas vezes mais comum em mulheres. Dados de 2025-2026 apontam aumento de 12% nas consultas ambulatoriais por constipação crônica, especialmente entre idosos e profissionais com rotina sedentária.

Introdução

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID SINTOMAS-CONSTIPAÇÃO e quer saber o que significa? O código CID K59.0 se refere à Constipação (obstipação intestinal), uma condição extremamente comum que afeta pessoas de todas as idades. Neste artigo completo, escrito no formato de estudo de caso clínico, você entenderá desde a definição oficial até opções de tratamento, dias de atestado e respostas para as principais dúvidas sobre o tema.

Identificação do CID

  • Código: K59.0
  • Descrição: Constipação (obstipação intestinal)
  • Categoria: Capítulo XI — Doenças do aparelho digestivo (K00-K93)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: K59.0 — Constipação (inclui: obstipação intestinal, síndrome do intestino lento, inércia colônica). Não há subcategorias oficiais adicionais no CID-10, mas a classificação clínica distingue constipação primária (funcional) e secundária (orgânica).

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Luciana M. S., 34 anos, professora do ensino fundamental, mãe de dois filhos.

Queixa principal: “Faz mais de 10 dias que não vou ao banheiro direito. Sinto esforço, fezes ressecadas e dor na barriga.”

Avaliação clínica: História de hábito intestinal irregular desde a adolescência, agravado após o parto. Ao exame, abdome levemente distendido, doloroso à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda. Toque retal revelou fezes impactadas em ampola. Foram solicitados: hemograma, TSH, glicemia, colonoscopia (para exclusão de lesões orgânicas) e radiografia simples de abdome.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID K59.0 (Constipação) — constipação funcional crônica com impactação fecal, sem evidência de causas orgânicas.

Conduta terapêutica: Prescrito lactulona 15 mL/dia por 10 dias, associado a bisacodil 5 mg à noite nos primeiros 3 dias para desimpactação. Orientação dietética com aumento de fibras (20-30 g/dia), ingestão de 2 a 2,5 L de água ao dia, exercício físico regular (caminhada 30 min/dia) e treinamento intestinal (sentar no vaso 10 min após o café da manhã).

Evolução: Após 2 semanas, a paciente apresentava evacuações diárias, fezes pastosas, sem esforço. Em 60 dias, manteve o hábito regular e reduziu o uso de laxantes. Relatou melhora significativa na qualidade de vida.

Lição clínica: Constipação crônica funcional exige abordagem multifatorial — dieta, hidratação, atividade física e, quando necessário, farmacoterapia. O acompanhamento médico evita o uso indiscriminado de laxantes e complicações como impactação fecal.

Atenção: Este artigo tem caráter informativo. O diagnóstico de constipação (CID K59.0) deve ser feito por um médico após exame clínico completo. Nunca se automedique com laxantes ou realize manobras de desimpactação sem orientação profissional. A constipação pode ser sinal de doenças mais graves, como obstrução intestinal, hipotireoidismo ou neoplasias.

O que é o CID K59.0 na prática médica

O CID K59.0 — Constipação (obstipação intestinal) — é um código diagnóstico utilizado para classificar a condição em que o paciente apresenta evacuações infrequentes, dificuldade para evacuar, fezes endurecidas ou sensação de esvaziamento incompleto. Na prática clínica, consideramos constipação quando há menos de três evacuações por semana, associado a esforço evacuatório e fezes ressecadas por pelo menos três meses (critérios de Roma IV). O código abrange tanto a constipação funcional (sem causa orgânica identificável) quanto casos secundários a medicamentos, doenças metabólicas ou neurológicas. O médico utiliza esse CID para registrar o diagnóstico em prontuários, atestados e autorizações de exames, sendo fundamental para o rastreamento epidemiológico e a padronização dos cuidados.

Subcategorias e variantes do CID K59.0

Embora o CID-10 não apresente subcategorias oficiais para K59.0, a prática clínica reconhece variantes importantes:

  • Constipação funcional: Sem alterações estruturais ou metabólicas. Corresponde à maioria dos casos (cerca de 80%).
  • Síndrome do intestino lento (inércia colônica): Trânsito intestinal prolongado, comum em mulheres jovens.
  • Constipação de trânsito normal: Frequência evacuatória normal, mas com esforço e fezes endurecidas.
  • Constipação secundária: Causada por medicamentos (opioides, antidepressivos, anti-hipertensivos), doenças (hipotireoidismo, diabetes, Parkinson) ou obstrução mecânica (estenose, neoplasia).
  • Constipação na gestação: Devido a alterações hormonais e compressão uterina.

O CID K59.0 também pode ser utilizado como código adicional em pacientes com síndrome do intestino irritável (CID K58) quando a constipação é o sintoma predominante.

Sintomas e como a doença se manifesta

A constipação se manifesta por um conjunto de sintomas que variam em intensidade e duração. Os mais frequentes incluem:

  • Evacuações infrequentes: Menos de três por semana.
  • Fezes ressecadas e endurecidas: Escala de Bristol tipos 1 e 2 (pequenos fragmentos duros ou em formato de salsicha com superfície irregular).
  • Esforço evacuatório excessivo: Necessidade de fazer força intensa para eliminar as fezes.
  • Sensação de esvaziamento incompleto: Como se ainda houvesse fezes retidas.
  • Distensão abdominal e desconforto: Inchaço, cólicas e gases frequentes.
  • Necessidade de manobras digitais ou uso frequente de laxantes.
  • Sangramento anal: Secundário a fissuras ou hemorroidas causadas pelo esforço.

Em casos graves, pode ocorrer impactação fecal (massa de fezes endurecidas que não conseguem ser eliminadas), náuseas, perda de apetite e dor abdominal intensa. A constipação crônica impacta significativamente a qualidade de vida, interferindo no trabalho, na vida social e no bem-estar emocional.

Causas e fatores de risco

As causas da constipação são multifatoriais. Entre os principais fatores de risco e etiologias, destacam-se:

  • Dieta pobre em fibras: Consumo insuficiente de frutas, verduras, legumes e cereais integrais.
  • Baixa ingestão hídrica: Menos de 1,5 a 2 litros de água por dia.
  • Sedentarismo: Falta de atividade física regular reduz o peristaltismo.
  • Medicamentos: Opioides, antidepressivos tricíclicos, anti-hipertensivos (bloqueadores de canal de cálcio), antiácidos com alumínio, suplementos de ferro.
  • Doenças endócrinas e metabólicas: Hipotireoidismo, diabetes mellitus, hipercalcemia.
  • Doenças neurológicas: Doença de Parkinson, esclerose múltipla, lesão medular.
  • Distúrbios funcionais: Síndrome do intestino irritável (SII) com predomínio de constipação, inércia colônica.
  • Fatores psicológicos: Estresse, ansiedade, depressão, transtornos alimentares.
  • Idade avançada: Maior prevalência em idosos devido a múltiplos medicamentos, menor atividade e alterações fisiológicas.
  • Gestação e pós-parto: Alterações hormonais e mecânicas.

Identificar a causa é essencial para o tratamento adequado. Cerca de 90% dos casos são funcionais e podem ser manejados com mudanças no estilo de vida.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da constipação (CID K59.0) é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico. O médico investiga:

  • História detalhada: Frequência evacuatória, consistência das fezes (escala de Bristol), esforço, duração dos sintomas, uso de laxantes, cirurgias prévias, medicações em uso.
  • Exame físico: Palpação abdominal (distensão, massas, dor), toque retal (avalia tônus esfincteriano, presença de fezes impactadas, sangramento, nódulos).
  • Exames complementares: Podem ser solicitados para excluir causas secundárias: hemograma, TSH, glicemia, cálcio sérico, colonoscopia (para pacientes com mais de 45 anos ou com sinais de alarme), radiografia de abdome (avalia impactação e trânsito colônico).
  • Critérios de Roma IV: Utilizados para confirmar constipação funcional: presença de pelo menos dois dos seguintes sintomas nos últimos 3 meses com início ≥6 meses: esforço evacuatório, fezes endurecidas, sensação de esvaziamento incompleto, obstrução/estenose, manobras manuais, menos de 3 evacuações por semana.

O diagnóstico diferencial inclui síndrome do intestino irritável, obstrução intestinal, megacólon, doença de Hirschsprung, neoplasias colorretais e causas metabólicas.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da constipação deve ser individualizado e progressivo. As principais abordagens incluem:

  • Medidas não farmacológicas (primeira linha):
    • Aumento da ingestão de fibras: 20-35 g/dia (farelo de trigo, aveia, linhaça, frutas com casca, vegetais folhosos).
    • Hidratação adequada: 2 a 2,5 L de água/dia.
    • Exercício físico regular: 30 minutos de atividade aeróbica, 5x/semana.
    • Treinamento intestinal: evacuar no mesmo horário todos os dias, preferencialmente após as refeições (reflexo gastro-cólico).
  • Farmacoterapia (segunda linha):
    • Laxantes formadores de volume: psyllium, metilcelulose, policarbofila.
    • Laxantes osmóticos: lactulona, polietilenoglicol (PEG), hidróxido de magnésio.
    • Laxantes estimulantes: bisacodil, sene, picosulfato de sódio (uso intermitente).
    • Agentes lubrificantes: óleo mineral (uso pontual).
    • Procinéticos e secretores: lubiprostona, linaclotida, prucaloprida (casos refratários).
  • Tratamento da impactação fecal: Enema de glicerina ou fosfato, desimpactação manual, PEG em altas doses.
  • Abordagem cirúrgica: Raramente indicada, apenas em casos de inércia colônica grave refratária ao tratamento clínico (colectomia subtotal).

O médico deve orientar o uso racional de laxantes, evitando a dependência e os efeitos adversos como desequilíbrio hidroeletrolítico e lesão da mucosa intestinal.

Quantos dias de atestado médico

O número de dias de atestado para o CID K59.0 (Constipação) varia de acordo com a gravidade do quadro, a presença de complicações e a atividade profissional do paciente. Em geral:

  • Quadro leve a moderado (sem complicações): 1 a 3 dias de afastamento, especialmente se o paciente apresentar dor abdominal significativa, distensão ou necessitar de observação clínica.
  • Quadro grave com impactação fecal ou necessidade de procedimentos: 3 a 7 dias, podendo ser estendido para até 10 dias em casos complicados.
  • Pacientes que exercem atividades que exigem esforço físico intenso ou permanência prolongada em pé: O médico pode conceder 2 a 5 dias para permitir a recuperação e o início das medidas terapêuticas.
  • Casos crônicos com necessidade de investigação (colonoscopia, exames): O atestado pode ser de 1 a 2 dias para a realização dos exames, além do tempo de recuperação.

É importante ressaltar que o atestado deve ser emitido pelo médico assistente com base na avaliação clínica individual. Não há um número fixo obrigatório — o CID K59.0 permite flexibilidade conforme a necessidade do paciente. A média observada na prática clínica é de 2 a 4 dias para quadros agudos sintomáticos.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Embora a constipação seja geralmente benigna, alguns sinais de alerta exigem avaliação médica imediata:

  • Ausência de evacuação por mais de 7 dias consecutivos associada a distensão abdominal progressiva e dor intensa.
  • Vômitos frequentes (especialmente com aspecto fecaloide).
  • Sangramento anal significativo ou sangue nas fezes.
  • Perda de peso inexplicada nas últimas semanas.
  • Febre associada a dor abdominal.
  • História familiar de câncer colorretal em parentes de primeiro grau.
  • Início súbito de constipação em pacientes acima de 50 anos sem causa aparente.
  • Alternância de diarreia e constipação persistente.
  • Impossibilidade de eliminar gases (pode indicar obstrução intestinal).

Nessas situações, procure imediatamente um pronto-socorro ou seu médico de confiança. A demora pode levar a complicações como perfuração intestinal, obstrução completa ou sepse abdominal.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção da constipação baseia-se em hábitos saudáveis que devem ser mantidos ao longo da vida:

  • Alimentação rica em fibras: Consuma diariamente frutas (mamão, laranja com bagaço, ameixa preta, figo), verduras cruas, legumes cozidos, cereais integrais (aveia, quinoa, arroz integral), leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) e oleaginosas.
  • Hidratação constante: Beba água regularmente ao longo do dia, mesmo sem sede. Chás e sucos naturais também contribuem.
  • Atividade física regular: O movimento estimula o peristaltismo. Caminhada, corrida leve, natação, ioga ou pilates são excelentes opções.
  • Respeite o reflexo evacuatório: Ao sentir vontade de evacuar, vá ao banheiro sem demora. Ignorar o estímulo leva a constipação.
  • Evite o uso prolongado de laxantes: Use apenas sob orientação médica e por períodos limitados.
  • Gerenciamento do estresse: Técnicas de relaxamento, meditação e acompanhamento psicológico podem auxiliar, especialmente em casos de SII.
  • Revisão periódica de medicamentos: Consulte seu médico se estiver usando medicamentos que podem causar constipação.

Pacientes com constipação crônica devem manter acompanhamento regular com médico generalista ou gastroenterologista para ajuste terapêutico e monitoramento de complicações.

Dicas de Ouro

Dicas de Ouro

  1. 01. Nunca force a evacuação — isso pode causar fissuras anais, hemorroidas e lesões no assoalho pélvico. Relaxe e dê tempo ao corpo.
  2. 02. Inclua uma colher de sopa de farelo de aveia ou linhaça moída no café da manhã todos os dias para aumentar a ingestão de fibras solúveis.
  3. 03. Estabeleça o hábito de ir ao banheiro sempre no mesmo horário, de preferência 15 a 30 minutos após o café da manhã, usando o reflexo gastro-cólico natural.
  4. 04. Mantenha um diário evacuatório simples (frequência, consistência, esforço) para ajudar seu médico no diagnóstico e no acompanhamento.
  5. 05. Se precisar usar laxante osmótico (como lactulona ou PEG), prefira sempre a orientação médica e evite o uso contínuo por mais de 7 dias sem supervisão.
  6. 06. Aumente a ingestão de água para 2 a 2,5 litros por dia — as fibras só funcionam bem com hidratação adequada; sem água, as fibras podem piorar a constipação.
  7. 07. Consuma probióticos naturais (iogurte natural, kefir, kombucha) para modular a microbiota intestinal e melhorar o trânsito.

Perguntas Frequentes sobre o CID K59.0

O CID K59.0 (constipação) garante quantos dias de atestado?

Geralmente, o médico pode conceder de 1 a 7 dias de atestado, dependendo da gravidade. Quadros leves: 1-2 dias; moderados: 3-5 dias; graves com impactação: até 7 dias ou mais. O CID K59.0 não estabelece um número fixo — a decisão é clínica.

Constipação é considerada uma doença ou apenas um sintoma?

No CID-10, a constipação (K59.0) é classificada como uma condição diagnóstica (doença funcional do intestino). Na prática, pode ser tanto uma doença primária (constipação funcional) quanto um sintoma de outras condições (hipotireoidismo, diabetes, obstrução intestinal).

Qual a diferença entre constipação e síndrome do intestino irritável (SII)?

A SII (CID K58) é um distúrbio funcional que inclui dor abdominal recorrente associada à evacuação e alteração do hábito intestinal (diarreia, constipação ou ambos). Na constipação funcional (K59.0), a dor abdominal não é o sintoma central, e o principal problema é a dificuldade evacuatória.

Constipação pode ser sinal de câncer de intestino?

Em alguns casos, sim. Mudança súbita do hábito intestinal, especialmente após os 50 anos, com constipação progressiva, sangue nas fezes, perda de peso e anemia, são sinais de alerta para neoplasia colorretal. A colonoscopia é o exame padrão-ouro para diagnóstico.

Laxantes causam dependência?

Sim, especialmente os laxantes estimulantes (bisacodil, sene) quando usados por mais de 7-10 dias consecutivos. O uso crônico pode levar ao “cólon preguiçoso” (inércia colônica). Prefira laxantes osmóticos ou formadores de volume sob orientação médica.

Quantas evacuações por semana são consideradas normais?

A frequência normal varia de 3 evacuações por dia a 3 por semana. Abaixo de 3 por semana, associado a esforço e fezes endurecidas, caracteriza constipação.

Gestantes podem usar laxantes para constipação?

Sim, mas com cautela. Laxantes formadores de volume (psyllium) e osmóticos (lactulona, PEG) são considerados seguros na gestação. Laxantes estimulantes devem ser evitados, especialmente no primeiro trimestre. Sempre consulte o obstetra.

O CID K59.0 pode ser usado para solicitar exames como colonoscopia?

Sim, o CID K59.0 é um dos códigos aceitos para justificar a realização de colonoscopia, especialmente em pacientes com mais de 45 anos, sinais de alarme ou constipação refratária ao tratamento clínico. O exame ajuda a descartar causas orgânicas.

Fibras sempre ajudam na constipação?

Na maioria dos casos, sim. Porém, em pacientes com constipação por inércia colônica ou trânsito intestinal muito lento, o excesso de fibras sem hidratação adequada pode piorar os sintomas. A orientação individualizada é fundamental.

Crianças também podem ter CID K59.0?

Sim. A constipação infantil é extremamente comum, afetando cerca de 30% das crianças. O diagnóstico é o mesmo (K59.0), mas o tratamento deve ser adaptado à idade. É essencial descartar doença de Hirschsprung em casos refratários.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Referências e links externos:

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