quinta-feira, julho 2, 2026

Cid Tratamento Constipação






CID Tratamento Constipação – Artigo Completo

Dado epidemiológico 2026

Em 2026, estima-se que 27% dos adultos brasileiros sofram de constipação funcional (CID K59.0), com predomínio em mulheres (2:1) e maior prevalência após os 60 anos. A condição é responsável por mais de 2,5 milhões de consultas ambulatoriais no SUS anualmente.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID TRATAMENTO-CONSTIPAÇÃO e quer saber o que significa? Na prática médica, constipação intestinal é um dos motivos mais comuns de procura ao clínico geral. Este artigo descreve em detalhes o CID K59.0 (Constipação), abordando desde definição, subcategorias, sintomas, tratamento, até o tempo típico de afastamento do trabalho. Tudo baseado em evidências científicas e nas diretrizes do Ministério da Saúde.

Identificação do CID

  • Código: K59.0
  • Descrição: Constipação intestinal (obstipação)
  • Categoria: Capítulo XI – Doenças do aparelho digestivo (K00–K93)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: K59.0 – Constipação; não inclui “síndrome do cólon irritável com constipação” (K58.1)

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Sra. Helena M., 52 anos, professora aposentada

Queixa principal: Dificuldade para evacuar há 3 meses, com menos de 2 evacuações por semana, fezes endurecidas e sensação de evacuação incompleta.

Avaliação clínica: Toque retal mostrou fezes impactadas; exames laboratoriais (hemograma, TSH, cálcio) normais; colonoscopia sem alterações estruturais.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID K59.0 — constipação intestinal funcional, segundo critérios de Roma IV.

Conduta terapêutica: Aumento da ingestão de fibras (20‑30 g/dia), hidratação (2 L/dia), polietilenoglicol 17 g/dia, e treinamento de toalete (sentar 10 min após o café da manhã).

Evolução: Após 4 semanas, a paciente passou a evacuar dia sim, dia não, com fezes amolecidas. O laxante foi reduzido e mantido sob demanda.

Lição clínica: O manejo da constipação exige abordagem gradual com mudanças comportamentais, evitando laxantes estimulantes a longo prazo.

Atenção: A constipação pode ser sinal de doenças graves como hipotireoidismo, hipercalcemia, obstrução intestinal ou câncer colorretal. Nunca se automedique com laxantes por mais de 7 dias sem orientação médica. Procure um clínico geral para diagnóstico preciso e tratamento individualizado.

O que é o CID K59.0 na prática médica

O CID K59.0 é o código da Classificação Internacional de Doenças (10ª revisão) para constipação intestinal, também chamada de obstipação ou prisão de ventre. Na prática clínica, essa codificação é usada quando o paciente apresenta evacuações infrequentes (menos de três por semana), fezes endurecidas, esforço excessivo ou sensação de bloqueio anorretal, sem causa orgânica evidente. A constipação é um sintoma, não uma doença, mas quando se torna crônica e funcional, recebe o diagnóstico específico de K59.0.

É fundamental distinguir a constipação funcional da síndrome do intestino irritável com constipação (K58.1), que inclui dor abdominal recorrente. O CID K59.0 não inclui a presença de dor como critério principal. O diagnóstico segue os critérios de Roma IV para distúrbios funcionais digestivos.

Subcategorias e variantes do CID K59.0

O CID-10 não apresenta subcategorias oficiais para K59.0, mas na prática médica a constipação é classificada em:

  • Constipação de trânsito normal: fezes endurecidas com frequência normal.
  • Constipação de trânsito lento: demora na passagem pelo cólon, com evacuações muito espaçadas.
  • Disfunção do assoalho pélvico: dificuldade na saída das fezes por contração paradoxal dos músculos pélvicos.
  • Constipação associada a medicamentos: opioides, anti-hipertensivos, antidepressivos.

Essas variantes não possuem códigos separados no CID-10, mas são importantes para orientar o tratamento específico.

Sintomas e como a constipação se manifesta

Os sintomas que levam ao CID K59.0 incluem:

  • Menos de 3 evacuações por semana;
  • Fezes duras, secas ou em formato de bolinhas (escore de Bristol tipo 1 ou 2);
  • Esforço excessivo para evacuar em mais de 25% das tentativas;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Necessidade de manobras digitais para facilitar a saída;
  • Distensão abdominal, flatulência e desconforto.

Quando esses sintomas persistem por mais de 3 meses, com início há pelo menos 6 meses, caracteriza-se constipação crônica funcional.

Causas e fatores de risco

As causas da constipação (K59.0) são multifatoriais. Os principais fatores incluem:

  • Dieta pobre em fibras (menos de 20 g/dia);
  • Baixa ingestão de líquidos (menos de 1,5 L/dia);
  • Sedentarismo e imobilidade prolongada;
  • Uso crônico de laxantes (causa dependência);
  • Medicamentos: opioides, anticolinérgicos, antiácidos com alumínio, diuréticos, ferro;
  • Distúrbios endócrinos: hipotireoidismo, diabetes melito;
  • Alterações da motilidade intestinal (idosos, pós-operatório);
  • Fatores psicossociais: estresse, depressão, ansiedade.

A constipação é mais prevalente em mulheres, idosos, gestantes e pacientes acamados.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da constipação (CID K59.0) é essencialmente clínico, baseado nos critérios de Roma IV. O médico realiza anamnese detalhada (frequência, consistência das fezes, esforço, tempo de evolução) e exame físico abdominal e toque retal. Exames complementares são indicados quando há sinais de alarme:

  • Hemograma (para anemia);
  • TSH (para hipotireoidismo);
  • Glicemia e cálcio sérico;
  • Colonoscopia (se idade >45 anos ou sinais de alerta: sangramento, perda de peso, anemia).

Em casos refratários, podem ser solicitados estudo de trânsito colônico (marcadores radiopacos) e manometria anorretal.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da constipação (CID K59.0) é escalonado e individualizado:

  1. Medidas não farmacológicas: aumento de fibras (farelo de trigo, psyllium, frutas laxantes), hidratação (2–3 L/dia), atividade física moderada, treinamento intestinal (sentar no vaso 15 min após refeições).
  2. Laxantes osmóticos: polietilenoglicol (PEG 3350) 17–34 g/dia, lactulose 15–30 mL/dia – primeira linha para constipação crônica.
  3. Laxantes formadores de volume: fibras solúveis (psyllium 5–10 g/dia).
  4. Laxantes estimulantes (bisacodil, sene): uso eventual, não contínuo, devido ao risco de dependência.
  5. Medicamentos prescritos: lubiprostona, linaclotida, prucaloprida (em casos refratários, sob supervisão especializada).

A OMS recomenda evitar o uso crônico de laxantes estimulantes. O tratamento deve sempre abordar a causa subjacente.

Quantos dias de atestado médico

O CID K59.0 não possui um tempo fixo de afastamento. Em geral, os médicos concedem de 1 a 3 dias para crises agudas de constipação que causem dor intensa ou distensão significativa. Casos crônicos estáveis não costumam necessitar de afastamento. Quando há necessidade de exames (como colonoscopia), pode ser dado 1 dia. Situações de impactação fecal que exigem desimpactação manual ou hospitalização podem gerar 3 a 5 dias. A decisão é sempre médica, baseada no quadro clínico.

Quando procurar médico urgente – sinais de alerta

Procure atendimento imediato se a constipação vier acompanhada de:

  • Dor abdominal intensa e progressiva;
  • Distensão abdominal severa (abdome em “tambor”);
  • Vômitos (principalmente fecaloides);
  • Parada de eliminação de gases;
  • Sangramento retal ou fezes com sangue;
  • Perda de peso não intencional;
  • Febre alta;
  • Síncope ou tontura ao evacuar.

Esses sinais podem indicar obstrução intestinal, perfuração, isquemia ou neoplasia – emergências médicas.

Prevenção e cuidados contínuos

Para prevenir a constipação recorrente (CID K59.0):

  • Ingerir de 25 a 30 gramas de fibra alimentar por dia (frutas com casca, verduras, grãos integrais);
  • Beber pelo menos 2 litros de água diariamente;
  • Praticar exercício físico regular (caminhada de 30 min/dia);
  • Criar hábito intestinal – evacuar sempre no mesmo horário, sem “segurar” a vontade;
  • Evitar o uso indiscriminado de laxantes;
  • Gerenciar estresse com técnicas de relaxamento ou terapia.

Pacientes com constipação crônica devem fazer acompanhamento periódico com clínico geral ou gastroenterologista.

Dicas de Ouro

  1. 01. Nunca ignore a vontade de evacuar – segurar as fezes resseca ainda mais o bolo fecal.
  2. 02. Aumente a fibra gradualmente (ao longo de 2 semanas) para evitar gases e distensão.
  3. 03. Prefira fibras solúveis (aveia, psyllium) em vez de farelo de trigo, que pode irritar o cólon.
  4. 04. Se usar polietilenoglicol, mantenha por até 6 meses com segurança – é o laxante mais indicado para uso prolongado.
  5. 05. Em idosos, verifique sempre o uso de medicamentos constipantes e ajuste com o prescritor.
  6. 06. Inclua ameixa preta, mamão, laranja com bagaço e quiabo na dieta diária – são laxantes naturais.

Perguntas Frequentes sobre o CID K59.0 (Constipação)

O CID K59.0 garante quantos dias de atestado?

O código CID K59.0 não determina um número fixo de dias. Na prática, para crises agudas, são concedidos de 1 a 3 dias; para exames ou desimpactação, até 5 dias. O médico avalia cada caso.

Constipação é considerada uma doença grave?

Na maioria dos casos é um sintoma funcional benigno, mas pode indicar doenças sérias (câncer, obstrução) se houver sinais de alerta. Por isso é importante avaliação médica.

Qual a diferença entre CID K59.0 e K58.1?

K59.0 é constipação isolada (funcional), sem dor abdominal importante. K58.1 é síndrome do intestino irritável com constipação, que inclui dor ou desconforto abdominal recorrente.

Posso usar laxantes todos os dias sem receita?

Não. Laxantes estimulantes (sene, bisacodil) causam dependência e lesão do plexo nervoso intestinal. Osmóticos como PEG podem ser usados por meses sob orientação médica.

Constipação crônica pode virar câncer?

Não há evidência de que a constipação crônica por si só cause câncer colorretal. Porém, o atraso na eliminação de potenciais carcinógenos pode aumentar discretamente o risco – por isso a prevenção é importante.

Crianças podem ter CID K59.0?

Sim. A constipação funcional é muito comum na infância, especialmente durante o desfralde. O CID é o mesmo (K59.0), e o tratamento inclui orientação dietética e laxantes osmóticos seguros.

Quantos dias de atestado para colonoscopia por constipação?

Geralmente 1 dia (dia do exame). Se houver sedação, recomenda-se repouso nas 24 horas seguintes – o médico pode dar 2 dias.

O que fazer quando a constipação não melhora com tratamento?

Retorne ao médico. Podem ser necessários exames de trânsito colônico, manometria anorretal ou encaminhamento ao gastroenterologista. Nunca aumente a dose de laxantes por conta própria.

Gestantes com constipação podem usar o CID K59.0?

Sim. É muito comum na gestação. O tratamento seguro inclui fibras, hidratação e lactulose (categoria B). Evite sene e bisacodil sem orientação.

O CID K59.0 causa dores nas costas?

Indiretamente, sim. A distensão abdominal e o esforço evacuatório podem gerar dor lombar referida. Se a dor for intensa, avalie outras causas.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Referências externas:
CID10.com.br – classificação oficial
MedlinePlus – Constipation (NIH)
BVS – Biblioteca Virtual em Saúde

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