No Brasil, a asma afeta cerca de 20 milhões de pessoas, sendo uma das doenças respiratórias crônicas mais prevalentes. Em 2026, estima-se que 1 em cada 10 adultos e 1 em cada 5 crianças apresentem sintomas asmáticos, com impacto direto na qualidade de vida e nos custos com saúde pública.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID TRATAMENTO-DE-ASMA-ENTENDA-SUA-IMPORTANCIA-E-CODIGOS e quer saber o que significa? Na verdade, o código correto para asma na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) é J45, e ele é fundamental para registrar, tratar e acompanhar essa condição respiratória crônica. Neste artigo completo, elaborado por um médico especialista em clínica médica, você vai entender a importância do CID J45, suas subcategorias, o tratamento adequado e como isso impacta sua saúde e seus direitos trabalhistas. Acompanhe o estudo de caso clínico real e esclareça todas as suas dúvidas.
- Código: J45
- Descrição: Asma
- Categoria: Capítulo X – Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: J45.0 (Asma predominantemente alérgica), J45.1 (Asma não alérgica), J45.8 (Asma mista), J45.9 (Asma não especificada)
Paciente: Sofia Martins, 29 anos, professora de ensino fundamental
Queixa principal: Falta de ar recorrente, chiado no peito e tosse seca há 3 meses, piorando à noite e após exercícios físicos leves.
Avaliação clínica: Exame físico revelou sibilos expiratórios difusos à ausculta pulmonar. Espirometria mostrou redução do VEF1/CVF com reversibilidade após broncodilatador (aumento de 15% no VEF1). Testes alérgicos positivos para ácaros e pólen.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID J45.0 – Asma predominantemente alérgica, indicando que a inflamação brônquica é desencadeada por alérgenos inalatórios.
Conduta terapêutica: Foi prescrito corticoide inalatório diário (budesonida 200 mcg, 2 jatos, 2x/dia) e broncodilatador de resgate (salbutamol spray, 100 mcg conforme necessidade). Além disso, a paciente recebeu orientações para evitar exposição a alérgenos e foi encaminhada para imunoterapia específica.
Evolução: Após 6 semanas de tratamento, Sofia relatou redução de 80% nas crises noturnas e melhora significativa na capacidade de realizar atividades diárias. A espirometria de controle mostrou normalização dos parâmetros. O atestado inicial foi de 5 dias para afastamento do trabalho durante a fase de ajuste terapêutico.
Lição clínica: O diagnóstico precoce e o registro correto do CID J45 permitem um tratamento direcionado, evitando complicações e hospitalizações. A adesão ao tratamento de manutenção é essencial para o controle da doença.
O que é o CID J45 na prática médica
O CID J45 é o código da Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição, que designa a asma. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiper-responsividade brônquica, obstrução variável ao fluxo aéreo e sintomas como chiado, dispneia, opressão torácica e tosse. Na prática médica, o registro do CID J45 é essencial para a padronização do diagnóstico, a comunicação entre profissionais de saúde, a prescrição de tratamentos específicos e a solicitação de exames complementares. Além disso, o código é utilizado para fins estatísticos, epidemiológicos e de autorização de procedimentos junto aos planos de saúde e ao SUS.
É importante destacar que o CID J45 abrange diferentes fenótipos da asma, como a alérgica (J45.0), a não alérgica (J45.1) e a mista (J45.8). Cada subcategoria orienta estratégias terapêuticas distintas. Por exemplo, na asma alérgica, o controle ambiental e a imunoterapia são fundamentais, enquanto na asma não alérgica, o foco recai sobre o controle de infecções e irritantes. O médico deve especificar a subcategoria no prontuário para garantir o tratamento mais adequado.
Subcategorias e variantes do CID J45
O CID J45 é subdividido em quatro códigos de quatro caracteres, que detalham o tipo de asma:
- J45.0 – Asma predominantemente alérgica: Desencadeada por alérgenos específicos (ácaros, pólen, pelos de animais, fungos). Geralmente inicia na infância e associa-se a outras atopias (rinite, eczema).
- J45.1 – Asma não alérgica: Não relacionada a alérgenos identificáveis; frequentemente desencadeada por infecções virais, exercício físico, mudanças climáticas, estresse ou irritantes químicos. Pode surgir em adultos.
- J45.8 – Asma mista: Combinação de componentes alérgicos e não alérgicos. É comum em pacientes com longa evolução da doença.
- J45.9 – Asma não especificada: Utilizado quando o tipo não é claramente definido no momento do diagnóstico.
Além disso, existem outras classificações complementares, como a asma induzida por aspirina (CID J45.0 + código externo) e a asma ocupacional, que deve ser registrada com o código adicional relacionado ao agente causal. A escolha correta da subcategoria impacta diretamente as recomendações terapêuticas e o prognóstico.
Sintomas e como a doença se manifesta
Os sintomas clássicos da asma incluem:
- Chiado no peito (sibilos) – som agudo ao respirar, especialmente na expiração.
- Falta de ar (dispneia) – sensação de aperto no peito e dificuldade para respirar.
- Tosse – geralmente seca, que piora à noite, ao acordar ou durante exercícios.
- Opressão torácica – sensação de peso ou compressão no tórax.
Os sintomas podem variar em intensidade e frequência. Em crises leves, o paciente pode apresentar apenas tosse esporádica. Já nas crises moderadas a graves, a dispneia é acentuada, pode haver uso de musculatura acessória, taquipneia, taquicardia e, em casos extremos, cianose. A asma mal controlada leva a despertares noturnos frequentes, absenteísmo escolar ou laboral e redução da qualidade de vida. É fundamental reconhecer os sinais precoces de descompensação para iniciar o tratamento de resgate rapidamente.
Causas e fatores de risco
A asma é uma doença multifatorial. As principais causas e fatores de risco incluem:
- Fatores genéticos: História familiar de asma ou atopia aumenta significativamente o risco.
- Alérgenos inalatórios: Ácaros, pólen, mofo, pelos de animais, baratas.
- Infecções respiratórias virais: Especialmente na primeira infância, como vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.
- Irritantes ambientais: Fumaça de cigarro (tabagismo ativo e passivo), poluição do ar, produtos químicos, poeira ocupacional.
- Exercício físico: A broncoconstrição induzida por exercício é comum em asmáticos.
- Fatores emocionais: Estresse, ansiedade e excitação podem desencadear crises.
- Medicamentos: AINEs (como aspirina e ibuprofeno) e betabloqueadores podem precipitar crises em pacientes suscetíveis.
- Obesidade: O excesso de peso está associado a maior gravidade e pior controle da asma.
Identificar e evitar os gatilhos pessoais é uma das estratégias mais eficazes para o manejo da doença.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da asma é clínico e funcional. O médico suspeita de asma diante de sintomas típicos, especialmente se forem recorrentes, noturnos ou desencadeados por exercício/alérgenos. A confirmação é feita pela espirometria, que demonstra obstrução ao fluxo aéreo com reversibilidade após broncodilatador (aumento do VEF1 ≥ 12% e ≥ 200 mL). Em crianças pequenas, o diagnóstico pode ser baseado na história clínica e na resposta ao tratamento.
Exames complementares incluem:
- Testes alérgicos: Prick test ou dosagem de IgE específica para identificar alérgenos.
- Medida do óxido nítrico exalado (FeNO): Marcador de inflamação eosinofílica das vias aéreas.
- Radiografia de tórax: Para excluir outras doenças pulmonares.
O diagnóstico diferencial inclui DPOC, bronquiectasias, fibrose cística, disfunção de cordas vocais e ansiedade. Um acompanhamento regular com o médico é essencial para ajustar o tratamento conforme a evolução.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento da asma baseia-se no controle da inflamação e no alívio dos sintomas. As diretrizes atuais (GINA 2025-2026) recomendam uma abordagem em degraus:
- Broncodilatadores de curta ação (SABA): Salbutamol, fenoterol – usados como resgate em crises leves.
- Corticoides inalatórios (CI): Budesonida, beclometasona, fluticasona – tratamento de manutenção para reduzir a inflamação.
- Associação CI + LABA (broncodilatador de longa duração): Formoterol/budesonida, salmeterol/fluticasona – para pacientes com controle inadequado com CI isolado.
- Antileucotrienos: Montelucaste – opção adjuvante, especialmente na asma alérgica e induzida por exercício.
- Imunoterapia específica: Indicada para asma alérgica moderada a grave não controlada com farmacoterapia.
- Biológicos: Omalizumabe (anti-IgE), mepolizumabe (anti-IL5), dupilumabe (anti-IL4/IL13) – para asma grave eosinofílica ou alérgica refratária.
O plano de ação por escrito (PAA) é uma ferramenta importante: o paciente aprende a reconhecer os sinais de piora e a ajustar a medicação conforme a zona (verde, amarela, vermelha). O tratamento deve ser reavaliado a cada 3-6 meses.
Quantos dias de atestado médico
O número de dias de atestado para asma depende da gravidade da crise e da resposta ao tratamento. Em geral:
- Crise leve a moderada: 2 a 5 dias de afastamento são suficientes para estabilização.
- Crise grave ou hospitalização: 7 a 14 dias, podendo ser estendido conforme evolução.
- Asma grave persistente com internação em UTI: 15 a 30 dias ou mais, com reavaliação periódica.
O médico deve avaliar cada caso individualmente, considerando a ocupação do paciente e a exposição a gatilhos no ambiente de trabalho. Para pacientes que exercem atividades de risco (bombeiros, profissionais de limpeza química), o retorno deve ser criterioso. O atestado deve conter o CID J45 e o período necessário para recuperação.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Sinais de alerta que indicam necessidade de atendimento de urgência:
- Falta de ar intensa que impede falar frases completas.
- Chiado muito alto ou, paradoxalmente, ausência de chiado (tórax silencioso).
- Uso de musculatura acessória (tiragem intercostal, batimento de asa do nariz).
- Cianose (lábios ou extremidades arroxeadas).
- Confusão mental ou sonolência.
- Frequência respiratória > 30 rpm em adultos.
- SatO2 < 90% em ar ambiente.
- Pico de fluxo expiratório (PFE) < 50% do melhor valor pessoal.
Se o paciente não melhora após 2 a 3 aplicações de broncodilatador de resgate em 30 minutos, deve procurar imediatamente um serviço de emergência. O atraso no atendimento pode levar a insuficiência respiratória aguda e necessidade de ventilação mecânica.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção da asma e de suas crises envolve:
- Controle ambiental: Reduzir a exposição a ácaros (capas antialérgicas, lavagem de roupas de cama com água quente), evitar mofo, manter animais fora do quarto, usar purificadores de ar com filtro HEPA.
- Evitar irritantes: Não fumar e evitar ambientes com fumaça, usar máscara em locais poluídos ou com produtos químicos.
- Vacinação: Vacina contra influenza e pneumococo estão indicadas para reduzir infecções respiratórias que desencadeiam crises.
- Adesão ao tratamento de manutenção: Uso regular dos corticoides inalatórios, mesmo sem sintomas, para manter a inflamação sob controle.
- Plano de ação: Ter por escrito as orientações de conduta conforme a intensidade dos sintomas.
- Monitorização: Medir o pico de fluxo expiratório diariamente e registrar os sintomas em diário.
O acompanhamento periódico com o pneumologista ou clínico é fundamental para ajustar a terapia e prevenir complicações a longo prazo, como remodelamento brônquico e perda irreversível da função pulmonar.
- 01. Mantenha seu corticoide inalatório sempre à mão e use-o diariamente conforme prescrição, mesmo sem sintomas. A inflamação brônquica é silenciosa.
- 02. Lave as roupas de cama semanalmente em água quente (acima de 60°C) para eliminar ácaros. Use capas impermeáveis no colchão e travesseiro.
- 03. Evite o uso de vassouras e espanadores; prefira pano úmido ou aspirador com filtro HEPA para limpeza da casa.
- 04. Em caso de crise, aplique 2 jatos de broncodilatador de resgate e aguarde 5 minutos. Se não houver melhora, repita e procure atendimento médico.
- 05. Tenha sempre um plano de ação por escrito, fornecido pelo seu médico, com as condutas para as zonas verde (controlada), amarela (alerta) e vermelha (emergência).
- 06. Informe seu empregador sobre seu diagnóstico, especialmente se trabalha em ambientes com poeira, fumaça ou produtos químicos. Adaptações podem ser necessárias.
Perguntas Frequentes sobre o CID J45
O CID J45 garante quantos dias de atestado?
O número de dias varia conforme a gravidade: de 2 a 5 dias para crises leves, 7 a 14 dias para crises moderadas a graves, e pode chegar a 30 dias ou mais em casos de hospitalização ou complicações. O médico define o período com base na evolução clínica.
Preciso de CID específico para atestado de asma?
Sim. O CID correto para asma é J45, seguido da subcategoria (J45.0, J45.1 etc.). O uso do código adequado evita problemas com o empregador ou plano de saúde e assegura o direito ao afastamento.
Asma tem cura?
Não, a asma é uma doença crônica, sem cura definitiva. No entanto, com tratamento adequado, é possível atingir o controle total dos sintomas e levar uma vida normal, inclusive praticar esportes.
O que significa CID J45.0?
É a subcategoria “Asma predominantemente alérgica”. Indica que os sintomas são desencadeados principalmente por alérgenos específicos. O tratamento inclui controle ambiental e, em alguns casos, imunoterapia.
Posso usar o CID J45 para justificar faltas no trabalho?
Sim, desde que haja um atestado médico válido, emitido por profissional habilitado. O atestado deve conter o CID, o período de afastamento e a assinatura do médico.
O que é asma grave? Ela tem CID específico?
A asma grave é um fenótipo que não responde adequadamente ao tratamento convencional. O CID permanece J45, mas o médico pode acrescentar códigos de complicações ou procedimentos. O manejo exige biológicos e acompanhamento especializado.
CID J45.9 é grave?
Não necessariamente. J45.9 é usado quando o tipo de asma não é especificado. A gravidade depende da frequência e intensidade dos sintomas, não do código em si.
Qual a diferença entre CID J45 e CID J46?
O CID J46 é “Estado de mal asmático”, uma crise grave e prolongada que não responde ao tratamento inicial. É uma emergência médica. Já o J45 é o código geral para asma crônica.
Gestantes com asma podem usar o CID J45?
Sim. O CID J45 é o mesmo. O tratamento deve ser mantido durante a gestação, pois o controle da asma é essencial para a oxigenação fetal. Corticoides inalatórios e broncodilatadores são seguros na gestação.
O SUS cobre o tratamento para asma?
Sim, o SUS oferece medicamentos gratuitos (corticoides inalatórios, broncodilatadores) através da Farmácia Popular e do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Consulte o posto de saúde mais próximo.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
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