quinta-feira, julho 2, 2026

CID tratamento de colesterol alto: Entenda os códigos e cuidados






CID tratamento de colesterol alto: Entenda os códigos e cuidados

Dado epidemiológico 2026

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o colesterol alto (hipercolesterolemia) atinge cerca de 40% dos adultos brasileiros, e estima-se que em 2026 esse número ultrapasse 60 milhões de pessoas. Menos da metade está em tratamento adequado, o que eleva o risco de infarto e AVC.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID TRATAMENTO-DE-COLESTEROL-ALTO-ENTENDA-OS-CODIGOS-E-CUIDADOS e quer saber o que significa? Na verdade, o código oficial para colesterol alto na CID-10 é E78.0 (hipercolesterolemia pura). Este artigo explica tudo sobre esse código: o que é, sintomas, tratamento, dias de atestado e cuidados essenciais. Baseamos as informações na Classificação Internacional de Doenças da OMS e nas diretrizes do Ministério da Saúde.

Identificação do CID

  • Código: E78.0
  • Descrição: Hipercolesterolemia pura
  • Categoria: Capítulo IV – Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (E00-E90)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: E78.0 – Hipercolesterolemia pura; E78.1 – Hipertrigliceridemia pura; E78.2 – Hiperlipidemia mista; E78.3 – Hiperquilomicronemia; E78.4 – Outras hiperlipidemias; E78.5 – Hiperlipidemia não especificada; E78.6 – Deficiência de lipoproteína; E78.8 – Outros distúrbios do metabolismo de lipoproteínas; E78.9 – Distúrbio não especificado do metabolismo de lipoproteínas

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Carlos Alberto, 52 anos, motorista de aplicativo

Queixa principal: Assintomático. Procurou o médico após exame de rotina da empresa mostrar LDL de 198 mg/dL e colesterol total de 280 mg/dL.

Avaliação clínica: IMC 29,5 (sobrepeso), pressão arterial 135/85 mmHg, ausculta cardíaca normal, sem xantelasmas ou arco corneano. Exames laboratoriais: colesterol total 282 mg/dL, LDL 198 mg/dL, HDL 38 mg/dL, triglicérides 210 mg/dL, glicemia de jejum 108 mg/dL. Escore de risco cardiovascular (Framingham) de 18% em 10 anos.

Diagnóstico: Apos avaliação completa, o médico registrou o CID E78.0 (hipercolesterolemia pura) e CID E78.2 (hiperlipidemia mista, devido aos triglicérides elevados).

Conduta terapêutica: Prescrição de atorvastatina 20 mg/dia, orientação nutricional (dieta com redução de gorduras saturadas e açúcares simples), aumento de atividade física (caminhada 30 min/dia, 5x/semana) e reavaliação em 3 meses. Também foi solicitado ecocardiograma e MAPA para avaliar hipertensão borderline.

Evolução: Após 12 semanas, Carlos retornou com colesterol total 198 mg/dL, LDL 128 mg/dL, triglicérides 150 mg/dL. Relatou perda de 4 kg e melhora na disposição. A pressão arterial normalizou (125/80 mmHg). A dose de estatina foi mantida.

Lição clínica: A hipercolesterolemia é silenciosa na maioria dos casos, mas o tratamento precoce reduz drasticamente o risco cardiovascular. A combinação de medicamento e mudança no estilo de vida é a abordagem mais eficaz.

Atenção: O colesterol alto não costuma causar sintomas até que ocorra um evento grave, como infarto ou AVC. Não se automedique com estatinas ou outros redutores de colesterol. Apenas um médico pode diagnosticar corretamente e prescrever o tratamento adequado com base no seu perfil de risco.

O que é o CID E78.0 na prática médica

O código CID-10 E78.0 se refere à hipercolesterolemia pura, ou seja, elevação isolada do colesterol LDL (o “ruim”) sem aumento significativo de triglicérides. Na prática clínica, é um dos diagnósticos mais comuns em ambulatórios de clínica médica e cardiologia. A hipercolesterolemia é um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares ateroscleróticas, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica.

O código é utilizado para registro em prontuários, atestados médicos, autorizações de exames e prescrições. A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualiza a CID periodicamente, e a versão CID-10 segue em vigor no Brasil até a transição para a CID-11, prevista para os próximos anos.

O diagnóstico exige pelo menos duas amostras de sangue em jejum com LDL acima de 160 mg/dL (sem medicação) ou acima de 130 mg/dL em pacientes com alto risco cardiovascular. O médico deve investigar causas secundárias (hipotireoidismo, diabetes, síndrome nefrótica, uso de medicamentos) e causas genéticas (hipercolesterolemia familiar).

Subcategorias e variantes do CID E78.0

O capítulo E78 abrange todos os distúrbios do metabolismo de lipoproteínas. As principais subcategorias são:

  • E78.0 – Hipercolesterolemia pura: LDL elevado, triglicérides normais.
  • E78.1 – Hipertrigliceridemia pura: triglicérides elevados, colesterol normal.
  • E78.2 – Hiperlipidemia mista: tanto LDL quanto triglicérides elevados.
  • E78.3 – Hiperquilomicronemia: forma rara e grave, com triglicérides muito altos.
  • E78.4 – Outras hiperlipidemias: inclui disbetalipoproteinemia.
  • E78.5 – Hiperlipidemia não especificada: quando não se pode precisar o tipo.
  • E78.6 – Deficiência de lipoproteína: como abetalipoproteinemia.
  • E78.8 – Outros distúrbios especificados.
  • E78.9 – Distúrbio não especificado.

Na prática, o código mais usado para “colesterol alto” é o E78.0, mas muitos pacientes apresentam hiperlipidemia mista (E78.2). O médico deve especificar a subcategoria correta para o tratamento adequado.

Sintomas e como a doença se manifesta

A hipercolesterolemia é conhecida como “assassina silenciosa” porque, na maioria das pessoas, não causa sintomas até que ocorra uma complicação grave. No entanto, em níveis muito elevados (LDL > 300 mg/dL) ou na hipercolesterolemia familiar, podem surgir sinais físicos como:

  • Xantelasmas: depósitos amarelados de gordura na pele das pálpebras.
  • Xantomas tendinosos: nódulos de colesterol nos tendões (principalmente no tendão de Aquiles e nos extensores das mãos).
  • Arco corneano: anel esbranquiçado ao redor da íris, comum em pessoas com mais de 45 anos, mas pode aparecer mais cedo na hipercolesterolemia familiar.
  • Dor abdominal recorrente: pode ocorrer em hipertrigliceridemia grave (pancreatite).
  • Sintomas de aterosclerose: dor no peito (angina), falta de ar, claudicação intermitente (dor nas pernas ao caminhar), tontura ou fraqueza súbita (AIT).

A maioria dos pacientes, como no caso do Carlos Alberto, descobre o colesterol alto em exames de rotina. Por isso, a prevenção e o rastreamento são fundamentais.

Causas e fatores de risco

As causas da hipercolesterolemia podem ser primárias (genéticas) ou secundárias (adquiridas).

  • Genéticas: hipercolesterolemia familiar (mutação no receptor de LDL), hiperlipidemia familiar combinada, disbetalipoproteinemia.
  • Secundárias: dieta rica em gorduras saturadas e trans, sedentarismo, obesidade, diabetes mellitus tipo 2, hipotireoidismo, síndrome nefrótica, doença hepática obstrutiva, uso de alguns medicamentos (corticoides, diuréticos tiazídicos, betabloqueadores, antirretrovirais).

Fatores de risco majoritários para colesterol alto incluem:

  • Idade avançada (homens > 45 anos, mulheres > 55 anos)
  • História familiar de doença cardiovascular precoce
  • Tabagismo
  • Hipertensão arterial
  • Diabetes ou pré-diabetes
  • Obesidade (IMC ≥ 30)
  • Sedentarismo
  • Dieta inadequada (ricos em gorduras saturadas, colesterol e açúcares)

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da hipercolesterolemia é basicamente laboratorial. O médico solicita um perfil lipídico completo após jejum de 12 horas, que inclui:

  • Colesterol total
  • HDL (colesterol “bom”)
  • Triglicérides
  • LDL (calculado por fórmula de Friedewald ou medido diretamente)
  • VLDL (colesterol de muito baixa densidade)

Os valores de referência (segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias 2024-2025):

  • LDL ideal: < 100 mg/dL (para alto risco cardiovascular, < 70 mg/dL)
  • Colesterol total desejável: < 190 mg/dL
  • HDL: > 40 mg/dL (homens) e > 50 mg/dL (mulheres)
  • Triglicérides: < 150 mg/dL

O diagnóstico definitivo de hipercolesterolemia (CID E78.0) é dado quando o LDL está ≥ 160 mg/dL em duas ocasiões, após exclusão de causas secundárias. Em pacientes com alto risco cardiovascular (já com doença aterosclerótica ou diabetes), valores de LDL ≥ 130 mg/dL já justificam o diagnóstico e tratamento.

O médico também pode solicitar exames complementares como ecocardiograma, teste ergométrico, escore de cálcio coronariano ou angiotomografia para avaliar o risco cardiovascular individual.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da hipercolesterolemia visa reduzir o LDL e o risco cardiovascular. Divide-se em medidas não farmacológicas e farmacológicas.

Medidas não farmacológicas (primeira linha para todos):

  • Dieta com restrição de gorduras saturadas (< 7% do total de calorias) e gorduras trans (< 1%)
  • Aumento de fibras solúveis (aveia, psyllium, leguminosas)
  • Consumo de ácidos graxos ômega-3 (peixes de água fria, linhaça, chia)
  • Exercício aeróbico regular (≥ 150 min/semana de intensidade moderada)
  • Perda de peso (se sobrepeso/obesidade)
  • Abandono do tabagismo e moderação no consumo de álcool

Tratamento farmacológico:

  • Estatinas (atorvastatina, sinvastatina, rosuvastatina): primeira escolha. Reduzem o LDL em 30-55% dependendo da dose.
  • Ezetimiba: associada à estatina quando o LDL não atinge a meta.
  • Fibratos (bezafibrato, fenofibrato): indicados principalmente para hipertrigliceridemia.
  • Inibidores de PCSK9 (evolocumabe, alirocumabe): para casos refratários ou intolerância a estatinas.
  • Resinas (colestiramina): uso limitado por efeitos gastrointestinais.
  • Ácido nicotínico: raramente usado hoje devido a efeitos adversos.

A meta terapêutica depende do risco cardiovascular: LDL < 130 mg/dL para baixo risco, < 100 mg/dL para risco moderado, < 70 mg/dL para alto risco e < 55 mg/dL para risco muito alto.

Quantos dias de atestado médico

O CID E78.0 (hipercolesterolemia pura) raramente justifica afastamento do trabalho por si só, pois é uma condição assintomática na maioria dos casos. No entanto, o médico pode emitir um atestado para:

  • Dia da consulta inicial ou retorno: 1 dia (recomendado para exames ou avaliação)
  • Dia de exames laboratoriais ou de imagem: 1 dia
  • Adaptação medicamentosa inicial (raro): até 2 dias se houver efeitos colaterais significativos
  • Cirurgia de revascularização ou internação por complicações (IAM, AVC): aí sim, atestado conforme o procedimento (7 a 60 dias, dependendo do quadro)

Em geral, para o diagnóstico isolado de colesterol alto, o paciente não precisa se afastar do trabalho. O tratamento é ambulatorial e não impede a realização das atividades laborais.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento de urgência se apresentar:

  • Dor no peito, aperto ou desconforto (pode ser angina ou infarto)
  • Falta de ar súbita
  • Fraqueza ou paralisia de um lado do corpo, dificuldade para falar (AVC)
  • Dor intensa na barriga que não passa (suspeita de pancreatite por triglicérides muito altos)
  • Desmaio ou tontura severa
  • Dor, inchaço ou vermelhidão em uma perna (trombose venosa profunda)

Além disso, consulte seu médico regularmente (pelo menos 1 vez ao ano) para monitorar o perfil lipídico e ajustar o tratamento.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção da hipercolesterolemia começa na infância, com hábitos alimentares saudáveis e atividade física. Para adultos, as recomendações são:

  • Rastreamento do perfil lipídico a cada 5 anos a partir dos 20 anos (ou a cada 1-2 anos se houver fatores de risco)
  • Manter o LDL abaixo dos valores de referência para o risco individual
  • Controlar peso, pressão arterial e glicemia
  • Não fumar
  • Praticar atividade física regular
  • Adotar uma dieta do tipo mediterrânea (azeite, peixes, frutas, vegetais, grãos integrais, oleaginosas)

O paciente diagnosticado com CID E78.0 deve manter acompanhamento médico periódico e aderir ao tratamento medicamentoso quando prescrito, mesmo que se sinta bem.

Dicas de Ouro

  1. 01. Nunca interrompa o uso de estatinas por conta própria, mesmo que o colesterol tenha normalizado. A interrupção pode levar a um efeito rebote.
  2. 02. Associe a medicação a mudanças no estilo de vida: a dieta e o exercício potencializam o efeito das estatinas e reduzem a dose necessária.
  3. 03. Cuidado com suplementos “naturais” vendidos sem prescrição (como berberina, monacolina K, niacina). Eles podem ter efeitos adversos e interagir com medicamentos.
  4. 04. Todo paciente com colesterol alto deve verificar também a função da tireoide (TSH) e descartar diabetes — são causas secundárias tratáveis.
  5. 05. Mantenha um diário alimentar por 3 dias e leve ao nutricionista. Muitos pacientes consomem gorduras escondidas sem saber.
  6. 06. Se você tem hipercolesterolemia familiar (LDL > 190 mg/dL e história familiar), seus familiares de primeiro grau também devem ser rastreados.

Perguntas Frequentes sobre o CID E78.0 (Colesterol Alto)

O CID E78.0 garante quantos dias de atestado?

Geralmente não é necessário afastamento do trabalho para o tratamento da hipercolesterolemia isolada. Se houver necessidade de exames ou adaptação a medicamentos, pode-se conceder de 1 a 2 dias. Em casos de complicações cardiovasculares, o atestado dependerá do evento específico (infarto, AVC, etc.).

O colesterol alto tem cura?

A hipercolesterolemia é uma condição crônica, mas controlável. Com tratamento adequado, os níveis de LDL podem ser normalizados e o risco cardiovascular reduzido ao mesmo patamar de uma pessoa sem a condição. Não há “cura” no sentido de erradicação, mas sim controle.

Posso tomar remédio para colesterol só quando a taxa estiver alta?

Não. O tratamento com estatinas deve ser contínuo, pois o efeito é reversível. Interromper a medicação faz os níveis de colesterol retornarem aos valores anteriores em poucas semanas. Siga a prescrição médica.

O que significa LDL e HDL no exame?

LDL (lipoproteína de baixa densidade) é o “colesterol ruim”, que se deposita nas artérias. HDL (lipoproteína de alta densidade) é o “colesterol bom”, que ajuda a remover o excesso de colesterol. O objetivo é ter LDL baixo e HDL elevado.

Existe tratamento natural para colesterol alto?

Mudanças na dieta (fibras, ômega-3, redução de gorduras saturadas) e atividade física são eficazes como complemento, mas raramente suficientes quando o LDL está muito alto (> 160 mg/dL). Não substitua a medicação por “remédios naturais” sem orientação médica.

O CID E78.0 é grave?

Por si só, a hipercolesterolemia não é uma emergência, mas é um fator de risco grave para doenças cardiovasculares. Quando não tratada, pode levar a infarto, AVC, amputações e morte precoce. Por isso, merece atenção e tratamento adequados.

Gestantes com colesterol alto podem usar estatina?

Não. As estatinas são contraindicadas na gravidez e na amamentação. O controle deve ser feito com dieta e, em casos extremos, com outros medicamentos sob supervisão obstétrica.

Qual a diferença entre hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia?

Hipercolesterolemia (CID E78.0) é o aumento do colesterol LDL. Hipertrigliceridemia (CID E78.1) é o aumento dos triglicérides. Os tratamentos são diferentes: estatinas para LDL, fibratos para triglicérides.

O CID E78.0 pode ser usado para solicitar exame de colesterol?

Sim. É o código indicado para solicitação de perfil lipídico e para justificar a necessidade de monitoramento em consultas e autorizações de planos de saúde.

O que comer para baixar o colesterol?

Priorize: aveia, feijão, lentilha, soja, nozes, castanhas, abacate, azeite extra virgem, peixes gordurosos (salmão, sardinha), frutas vermelhas, vegetais verde-escuros. Evite: frituras, carnes gordas, embutidos, laticínios integrais, alimentos ultraprocessados.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Fontes externas:
CID-10 – Hipercolesterolemia |
MedlinePlus – High Cholesterol

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