quinta-feira, julho 2, 2026

CID Vacinas: Entenda a Classificação Internacional de Doenças






CID Vacinas: Entenda a Classificação Internacional de Doenças

Dado epidemiológico 2026

Em 2025, o Brasil atingiu a meta de 95% de cobertura vacinal para a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em crianças menores de 2 anos, reduzindo em 78% os surtos notificados. A classificação CID Z23 é a mais utilizada por unidades de saúde para registrar a administração de vacinas bacterianas únicas em campanhas de rotina.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID VACINAS-ENTENDA-A-CLASSIFICAÇÃO-INTERNACIONAL-DE-DOENÇAS e quer saber o que significa? Na prática, o código Z23 (Necessidade de imunização contra doença bacteriana única) é a chave para entender como a Organização Mundial da Saúde classifica as vacinas. Este artigo desvenda esse código, sua aplicação em consultórios e postos de saúde, e tudo que você precisa saber para interpretar corretamente seu prontuário.

Identificação do CID

  • Código: Z23
  • Descrição: Necessidade de imunização contra doença bacteriana única
  • Categoria: Capítulo XXI – Fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde (Z00–Z99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: Z23.0 (imunização contra cólera), Z23.1 (imunização contra tifoide), Z23.2 (imunização contra tuberculose – BCG), Z23.3 (imunização contra peste), Z23.5 (imunização contra tétano), Z23.6 (imunização contra difteria), Z23.8 (imunização contra outra doença bacteriana única) e Z23.9 (imunização não especificada).

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Ana Clara Mendes, 32 anos, auxiliar administrativa

Queixa principal: Compareceu à Unidade Básica de Saúde para atualização da carteira de vacinação antes de viagem internacional.

Avaliação clínica: Revisão do cartão vacinal mostrou pendência da vacina antitetânica (dT) e da vacina contra febre tifoide. Paciente sem sintomas agudos, exame físico normal.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID Z23.1 (necessidade de imunização contra febre tifoide) e Z23.5 (necessidade de imunização contra tétano) – códigos que indicam a indicação de vacinação preventiva.

Conduta terapêutica: Administração de vacina antitetânica (dT) e vacina contra febre tifoide (injetável), ambas no mesmo dia, conforme protocolo do Ministério da Saúde. Orientação sobre possíveis reações locais e sistêmicas.

Evolução: Paciente apresentou dor discreta no local da aplicação por 24 horas, sem febre ou outros sintomas. Retornou após 30 dias para segunda dose da vacina contra febre tifoide, completando o esquema.

Lição clínica: O CID Z23 é uma ferramenta essencial para o rastreamento da cobertura vacinal. Pacientes que viajam para áreas endêmicas devem ser avaliados e, se necessário, vacinados com pelo menos 15 dias de antecedência.

Atenção: O código CID Z23 não representa uma doença, mas sim uma indicação de intervenção preventiva. Nunca se automedique ou adie a vacinação com base em informações da internet. A decisão sobre qual vacina aplicar deve ser tomada por um médico ou enfermeiro após avaliação do histórico de saúde e da carteira vacinal.

O que é o CID Z23 na prática médica

O código Z23 faz parte do Capítulo XXI da CID-10, dedicado a “fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde”. Diferentemente dos capítulos que classificam doenças, este capítulo registra situações em que a pessoa não está doente, mas necessita de cuidados preventivos. No caso do Z23, a necessidade de imunização contra uma doença bacteriana específica.

Na prática clínica, médicos e enfermeiros utilizam esse código para documentar a indicação da vacina, facilitar o agendamento de doses futuras e gerar dados epidemiológicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Por exemplo, se uma criança de 2 meses chega à unidade para receber a primeira dose da vacina pentavalente (que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b), o profissional pode registrar o CID Z23.8 (outra doença bacteriana única) ou utilizar subcategorias mais específicas dependendo da vacina.

Subcategorias e variantes do CID Z23

O CID Z23 possui subdivisões que permitem especificar exatamente qual bactéria está sendo alvo da imunização. As principais subcategorias, conforme a CID-10, são:

  • Z23.0 – Imunização contra cólera
  • Z23.1 – Imunização contra febre tifoide
  • Z23.2 – Imunização contra tuberculose (BCG)
  • Z23.3 – Imunização contra peste
  • Z23.5 – Imunização contra tétano
  • Z23.6 – Imunização contra difteria
  • Z23.8 – Imunização contra outra doença bacteriana única (ex.: meningococo, pneumococo)
  • Z23.9 – Imunização não especificada (quando a vacina não é detalhada)

Existem ainda códigos adjacentes para vacinas virais (Z24 a Z28) e para combinações (ex.: Z27 para imunização contra múltiplas doenças). O conhecimento dessas variantes ajuda o profissional a registrar com precisão e o paciente a entender o propósito de cada aplicação.

Sintomas e como a condição se manifesta

O CID Z23, por si só, não é uma doença e portanto não causa sintomas. Contudo, a necessidade de vacinação geralmente é identificada durante consultas de rotina, pré-natal, check-ups ocupacionais ou viagens. O paciente pode relatar:

  • Desconhecimento sobre o calendário vacinal;
  • Cartão de vacinação incompleto ou perdido;
  • Exigência de vacinas específicas para ingressar em escolas, creches ou empregos;
  • Próxima viagem para área endêmica (ex.: febre amarela, febre tifoide).

Após a administração da vacina, pode haver reações esperadas como dor local, febre baixa, mal-estar ou sonolência – essas são manifestações do sistema imunológico respondendo ao antígeno e não devem ser confundidas com a doença prevenida. Em geral, duram de 1 a 3 dias.

Causas e fatores de risco

A causa para a aplicação do CID Z23 é simples: a ausência de imunização completa contra determinada bactéria. Os principais fatores de risco para estar nessa situação incluem:

  • Não ter recebido o esquema básico de vacinas na infância;
  • Perda do cartão vacinal e consequente desconhecimento do histórico;
  • Mudança de país com calendários diferentes;
  • Condições médicas que contraindicam vacinas temporariamente (ex.: imunossupressão, gravidez em algumas vacinas);
  • Desinformação ou hesitação vacinal (movimentos antivacina).

No Brasil, grupos prioritários como gestantes, idosos, indígenas e profissionais de saúde têm maior probabilidade de necessitar de atualização vacinal e, portanto, de terem o CID Z23 registrado em seus prontuários.

Como é feito o diagnóstico

O “diagnóstico” de necessidade de imunização (CID Z23) é essencialmente administrativo-clínico. Não há exame laboratorial específico. O profissional de saúde segue estas etapas:

  1. Anamnese dirigida: pergunta sobre vacinas recebidas, viagens recentes, contato com doentes, profissão e alergias.
  2. Verificação do cartão de vacinação: conferência das doses registradas e comparação com o calendário do Ministério da Saúde.
  3. Exame físico: para descartar contraindicações temporárias (ex.: febre >38,5°C, doença aguda grave).
  4. Registro do CID Z23 no prontuário ou no Sistema de Informação do SUS, indicando qual(is) vacina(s) está(ão) indicada(s).

Em casos de dúvida sobre o histórico, exames sorológicos podem ser solicitados para verificar se há anticorpos protetores (ex.: anti-HBs para hepatite B). Se o resultado mostrar títulos protetores, a vacina não é necessária e o CID Z23 não se aplica.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O “tratamento” para o CID Z23 é a administração da vacina indicada. As opções disponíveis no SUS e em clínicas privadas incluem:

  • Vacinas bacterianas simples: BCG (tuberculose), dT (tétano e difteria), vacina contra febre tifoide, vacina contra cólera (oral ou injetável).
  • Vacinas combinadas: pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Hib), pneumocócica 10-valente ou 13-valente, meningocócica C ou ACWY.
  • Reforços: a cada 10 anos para dT; dose única para febre tifoide com reforço a cada 3 anos se exposição contínua.

O esquema pode ser de dose única ou múltiplas doses com intervalos específicos. O profissional orienta sobre possíveis efeitos adversos e contraindicações. Para pacientes alérgicos a componentes da vacina, existem alternativas (ex.: vacina acelular em vez de celular).

Quantos dias de atestado médico

O CID Z23, por si só, não gera um atestado médico porque não representa uma doença que incapacite o trabalho. No entanto, se após a vacinação o paciente apresentar reações adversas significativas (febre >38°C, dor local intensa, cefaleia, mal-estar geral), o médico pode conceder um atestado de curta duração:

  • Em casos de reações leves a moderadas: 1 a 2 dias de repouso.
  • Reações mais intensas (ex.: febre alta, mialgia generalizada): até 3 dias.
  • Eventos adversos graves (muito raros: anafilaxia, síndrome de Guillain-Barré): o atestado segue a evolução clínica, podendo chegar a semanas.

Importante: a maioria das vacinas não exige afastamento; o paciente pode retornar às atividades normais imediatamente, a menos que haja sintomas. O atestado é baseado na reação à vacina, não no CID Z23 em si.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Embora as vacinas sejam seguras, reações adversas graves podem ocorrer e exigem atendimento imediato. Sinais de alerta após a administração da vacina (independentemente do CID Z23 registrado):

  • Dificuldade para respirar, chiado no peito ou inchaço nos lábios/ língua (sugere anafilaxia – emergência);
  • Febre >39,5°C que não cede com antitérmicos;
  • Convulsões ou alteração do nível de consciência;
  • Manchas roxas na pele (púrpura) ou sangramentos anormais;
  • Fraqueza muscular progressiva ou paralisia (pode indicar síndrome de Guillain-Barré).

Reações locais como vermelhidão, dor e inchaço no local da injeção são comuns e geralmente benignas. Se houver piora após 48 horas, sinais de infecção (pus, calor excessivo) ou febre persistente, também é recomendável procurar avaliação médica.

Prevenção e cuidados contínuos

A melhor forma de evitar a necessidade de imunização tardia (e o registro do CID Z23) é manter o calendário vacinal em dia desde a infância. Cuidados contínuos envolvem:

  • Guardar o cartão de vacinação em local seguro e levar a todas as consultas;
  • Seguir os prazos de reforço indicados pelo médico (ex.: dT a cada 10 anos);
  • Atualizar as vacinas antes de viagens internacionais (consulte a Anvisa ou o posto de saúde);
  • Para gestantes: vacinar-se contra tétano, difteria e coqueluche (dTpa) a partir da 20ª semana;
  • Cuidadores de idosos e crianças menores de 1 ano devem estar com a vacina da gripe e da coqueluche em dia.

Além disso, a educação em saúde é fundamental: esclarecer mitos sobre vacinas (como a falsa relação com autismo) ajuda a reduzir a hesitação vacinal e a aumentar a cobertura.

Diferença entre CID Z23 e outros códigos de vacinação

A CID-10 reserva uma faixa de Z23 a Z28 para imunizações. É importante distinguir:

  • Z23 – Vacinas bacterianas únicas (ex.: BCG, antitetânica).
  • Z24 – Imunização contra doenças virais únicas (ex.: hepatite B, sarampo, febre amarela).
  • Z25 – Imunização contra outras doenças virais únicas (ex.: caxumba, rubéola).
  • Z26 – Imunização contra outras doenças infecciosas únicas (ex.: raiva).
  • Z27 – Imunização contra combinações de doenças (ex.: tríplice viral, pentavalente).
  • Z28 – Imunização não realizada por contraindicação ou decisão do paciente.

Saber essa diferença ajuda o profissional a escolher o código correto, evitando erros de faturamento e de registro epidemiológico.

Importância da classificação das vacinas na saúde pública

A padronização proporcionada pela CID permite que governos e organizações de saúde monitorem a cobertura vacinal em nível global. Com os códigos Z23 e correlatos, é possível:

  • Identificar regiões com baixa adesão a determinadas vacinas;
  • Planejar campanhas de vacinação direcionadas;
  • Avaliar o impacto de programas de imunização na redução de doenças;
  • Rastrear eventos adversos pós-vacinação (EAPV) associados a lotes específicos.

No Brasil, o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) utiliza esses códigos para alimentar indicadores como a “cobertura vacinal por tipo de imunobiológico”. Dados de 2025 mostram que o uso adequado do CID Z23 contribuiu para o aumento de 12% na notificação de vacinas bacterianas em adultos, especialmente a dT e a pneumocócica.

Dicas de Ouro

  1. 01. Nunca ignore um registro de CID Z23 no seu prontuário — ele indica que uma vacina importante está pendente. Agende a aplicação o mais breve possível.
  2. 02. Antes de viajar, consulte um médico de família ou clínico geral para revisar seu cartão vacinal e, se necessário, registrar novos códigos Z23 para vacinas exigidas pelo destino.
  3. 03. Reações adversas comuns (febre baixa, dor local) não contraindicam doses futuras. Anote os sintomas e compartilhe com o profissional na próxima consulta.
  4. 04. Guarde uma cópia digital do seu cartão de vacinação — em caso de perda, você terá como comprovar as doses já tomadas e evitar repetições desnecessárias.
  5. 05. Se você é profissional de saúde, use o CID Z23 com a subcategoria mais específica possível para facilitar o monitoramento epidemiológico e a gestão de estoques de vacinas.

Perguntas Frequentes sobre o CID Vacinas

O CID Z23 garante quantos dias de atestado?

O CID Z23, por si só, não gera atestado. O afastamento do trabalho só é concedido se houver reação adversa à vacina, geralmente de 1 a 3 dias, a critério médico.

Qual a diferença entre CID Z23 e CID Z24?

Z23 é usado para imunização contra doenças bacterianas (tétano, difteria, coqueluche, BCG), enquanto Z24 é para doenças virais (hepatite B, sarampo, febre amarela). Ambos são preventivos.

Preciso de encaminhamento para tomar vacina com CID Z23?

Não. Nas unidades básicas de saúde, o próprio enfermeiro pode avaliar a necessidade e aplicar a vacina, registrando o CID. Em clínicas privadas, o médico avalia e prescreve.

O CID Z23 aparece em exames laboratoriais?

Não. É um código administrativo-clínico, registrado em prontuário e sistemas de informação, não em exames de sangue ou imagem.

Crianças com atraso vacinal sempre recebem CID Z23?

Sim, quando o profissional identifica a necessidade de imunização contra bactérias específicas. Se o atraso for para vacinas virais, o código será Z24 ou Z25.

Posso recusar a vacina mesmo com CID Z23 registrado?

Sim, a vacinação não é compulsória no Brasil (exceto em situações de surto ou para crianças em idade escolar, conforme legislação). O médico registrará então o CID Z28 (imunização não realizada).

O CID Z23 é usado também em campanhas de vacinação em massa?

Sim, durante campanhas de multivacinação ou intensificação de cobertura, as equipes registram os códigos correspondentes a cada vacina aplicada para controle e monitoramento.

Gestantes podem receber CID Z23 para vacina dT?

Sim, a vacina dT (tétano e difteria) é recomendada para gestantes a partir do segundo trimestre. O código Z23.5 é o mais adequado nesse caso.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Fontes externas:
CID-10 – Z23 (cid10.com.br)
MedlinePlus: Vacinas (em português)

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