segunda-feira, julho 13, 2026

O Que e Dacriocistorrinostomia

Dado importante

Estima-se que cerca de 1 a 3% dos adultos apresentem obstrução do ducto nasolacrimal, condição que leva ao lacrimejamento excessivo crônico (epífora). Em 2026, a dacriocistorrinostomia continua sendo o padrão-ouro para tratamento definitivo, com sucesso superior a 90% quando indicada corretamente.

Você já sentiu os olhos constantemente lacrimejando, mesmo sem emoção ou irritação? Ou notou um inchaço doloroso no canto interno do olho? Esses sinais podem indicar uma obstrução no canal que drena as lágrimas, chamado ducto nasolacrimal. Quando o problema persiste, a dacriocistorrinostomia (DCR) é a cirurgia mais eficaz para restaurar o fluxo normal das lágrimas e evitar infecções recorrentes. Neste artigo, você entenderá o procedimento, a recuperação e os resultados esperados, com linguagem simples e base científica.

Resumo rápido

  • O que é: Cirurgia que cria um novo canal de drenagem entre o saco lacrimal e o nariz, desviando a obstrução.
  • Quando ocorre: Em casos de obstrução do ducto nasolacrimal que causa epífora (lacrimejamento) e/ou dacriocistite (infecção do saco lacrimal).
  • Quem trata: Otorrinolaringologista ou oftalmologista especializado em cirurgia lacrimal.
  • Urgência: Moderada – não é emergencial, mas deve ser tratada para evitar infecções recorrentes e complicações.
  • Tratamento: Dacriocistorrinostomia, que pode ser feita por via externa (incisão na pele) ou endoscópica (pelo nariz), com altas taxas de sucesso.
Exemplo prático

Maria, 58 anos, procurou atendimento porque há mais de um ano o olho direito lacrimeja constantemente, atrapalhando a leitura e o convívio social. Já teve três episódios de inchaço doloroso e vermelhidão no canto interno do olho, diagnosticados como dacriocistite aguda. Após exames de imagem, foi confirmada obstrução completa do ducto nasolacrimal direito. A otorrinolaringologista indicou dacriocistorrinostomia endoscópica (pelo nariz). Maria realizou a cirurgia e, após duas semanas de recuperação, o lacrimejamento cessou completamente. Hoje, ela não precisa mais usar lenços o tempo todo e está livre de infecções.

Atenção: Se você apresentar febre alta, dor intensa e vermelhidão que se espalha para a pálpebra ou rosto, ou piora súbita da visão, procure imediatamente um pronto-socorro. Esses sinais podem indicar celulite orbitária ou abscesso, complicações graves da dacriocistite não tratada.

O que é dacriocistorrinostomia e quando é indicado

A dacriocistorrinostomia (DCR) é um procedimento cirúrgico que estabelece uma nova via de drenagem para as lágrimas quando o ducto nasolacrimal natural está obstruído. O ducto nasolacrimal é o canal que leva as lágrimas dos olhos para o nariz. Quando ele fica bloqueado – por inflamação crônica, infecções, traumas, tumores ou até mesmo por alterações anatômicas congênitas – as lágrimas se acumulam no saco lacrimal, causando lacrimejamento excessivo (epífora) e aumentando o risco de infecções como a dacriocistite.

A indicação principal da DCR é a obstrução adquirida do ducto nasolacrimal em adultos, especialmente quando os sintomas persistem por mais de seis meses e não respondem a tratamentos conservadores, como massagens ou lavagens do canal. Também é indicada em casos de dacriocistite recorrente (infecção do saco lacrimal), formação de fístula lacrimal, ou tumores benignos que obstruem o ducto. Em crianças, a DCR pode ser necessária quando a sondagem do canal não resolve a obstrução congênita após o primeiro ano de vida. A cirurgia oferece uma solução definitiva, restaurando o fluxo normal das lágrimas e eliminando o risco de infecções repetidas.

Vale destacar que a DCR não é indicada para casos de olho seco ou lacrimejamento por alergia – esses têm causas diferentes e requerem tratamento específico. Por isso, uma avaliação médica completa com exames como a dacriocistografia (radiografia com contraste) ou a tomografia computadorizada é essencial para confirmar o diagnóstico e planejar a cirurgia.

Como o procedimento é realizado

A dacriocistorrinostomia pode ser realizada por duas abordagens principais: externa (com incisão na pele do canto do olho) e endoscópica (pelo nariz, sem cortes externos). A escolha depende da experiência do cirurgião, da anatomia do paciente e da causa da obstrução. Em ambas, o objetivo é criar uma comunicação direta entre o saco lacrimal e a cavidade nasal, contornando o ducto bloqueado.

Abordagem externa: O cirurgião faz uma pequena incisão na pele junto ao canto interno do olho (região da carúncula). Acessa o saco lacrimal, remove uma porção do osso lacrimal e abre uma janela na mucosa nasal. O saco é suturado à mucosa nasal, criando o novo trajeto. A incisão externa geralmente cicatriza com uma cicatriz quase imperceptível. Essa técnica oferece excelente visualização e alta taxa de sucesso, sendo a mais tradicional.

Abordagem endoscópica (ou transnasal): Utiliza um endoscópio (câmera) introduzido pela narina. O cirurgião localiza o saco lacrimal pelo nariz, abre o osso e a mucosa para criar a comunicação. Não há corte externo – a recuperação é mais rápida, com menos dor e sem cicatriz visível. No entanto, requer equipamento especializado e treinamento específico. Estudos recentes (2025-2026) mostram que ambas as técnicas têm taxas de sucesso acima de 85-95%, com a endoscópica apresentando vantagens estéticas e de conforto pós-operatório.

O procedimento dura entre 30 e 60 minutos, geralmente sob anestesia geral ou sedação profunda. Em alguns casos, o cirurgião coloca um tubo de silicone temporário (intubação lacrimal) para manter o novo canal aberto durante a cicatrização, que é removido semanas após a cirurgia.

Preparo e cuidados antes do procedimento

O preparo para a dacriocistorrinostomia começa com uma consulta detalhada com o cirurgião (otorrinolaringologista ou oftalmologista). Serão solicitados exames de imagem, como dacriocistografia, tomografia computadorizada ou ressonância, para localizar exatamente a obstrução e avaliar a anatomia local. Exames laboratoriais de rotina (hemograma, coagulograma) também podem ser pedidos para garantir que o paciente está apto a passar pela cirurgia.

O paciente deve informar ao médico todos os medicamentos que usa, especialmente anticoagulantes (como ácido acetilsalicílico, varfarina, clopidogrel) e anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de sangramento. Geralmente, esses medicamentos são suspensos alguns dias antes, sob orientação médica. Pessoas com diabetes, hipertensão ou outras doenças crônicas precisam ter essas condições controladas antes do procedimento.

Recomenda-se jejum de 8 horas para alimentos sólidos e 4 horas para líquidos claros (conforme orientação do anestesista). No dia da cirurgia, é importante ir acompanhado, pois não se pode dirigir após a anestesia. Levar exames anteriores, documentos e uma lista de medicamentos em uso facilita o atendimento. Também vale organizar a casa para os primeiros dias de repouso, com itens de conforto como compressas frias (para o pós-operatório) e alimentação leve.

O que esperar durante o procedimento

A dacriocistorrinostomia é realizada em ambiente hospitalar ou em centro cirúrgico ambulatorial (o paciente vai para casa no mesmo dia, na maioria dos casos). Após a chegada, a equipe de enfermagem confere os dados, coleta sinais vitais e instala um acesso venoso. O anestesista avalia o paciente e administra a anestesia – geralmente geral ou sedação endovenosa com anestesia local complementar.

O paciente fica deitado de costas, com a cabeça levemente elevada. O campo cirúrgico é limpo com antisséptico. O cirurgião então realiza a técnica escolhida (externa ou endoscópica). Durante a cirurgia, o paciente estará completamente dormindo ou sedado, sem sentir dor ou desconforto. A equipe monitora continuamente os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a oxigenação.

Após a criação da nova via, o cirurgião pode inserir um stent (tubo fino de silicone) que atravessa o novo canal, saindo pela narina e fixado temporariamente. Esse stent mantém o trajeto aberto enquanto ocorre a cicatrização, evitando que ele feche precocemente. Ao final, se a via externa foi utilizada, a incisão na pele é suturada com fios muito finos, que serão retirados em cerca de uma semana. Toda a duração do procedimento é de 30 a 60 minutos. O paciente é então levado à sala de recuperação, onde acorda gradualmente, sob observação.

Recuperação e cuidados pós-procedimento

A recuperação da dacriocistorrinostomia é relativamente rápida, mas exige cuidados específicos para garantir o sucesso. Nas primeiras 24 horas, é comum sentir dor leve a moderada no local, inchaço ao redor do olho e sangramento nasal discreto (em pequena quantidade, como um coriza sanguinolenta). A dor pode ser controlada com analgésicos comuns (paracetamol ou dipirona) prescritos pelo médico. Compressas frias sobre a região (nunca sobre o olho) ajudam a reduzir o edema.

O repouso relativo é recomendado por 3 a 5 dias: evite esforço físico, abaixar a cabeça, espirrar com a boca fechada, assoar o nariz com força ou pegar peso. A cabeça deve ficar elevada para diminuir o inchaço. A higiene local deve ser delicada: não molhar o curativo (se houver) e evitar coçar os olhos ou nariz. Se foi colocado um stent, ele permanecerá por 4 a 6 semanas, sendo retirado em consulta de acompanhamento – é comum sentir um incômodo leve com o fio no nariz, mas não deve ser puxado.

O médico pode prescrever colírios antibióticos e/ou lubrificantes para usar por alguns dias, além de soro fisiológico para lavagem nasal. A maioria dos pacientes retoma atividades normais após 1 semana, mas exercícios intensos devem aguardar 2 a 3 semanas. A cicatrização completa do canal ocorre em 4 a 6 semanas, período em que se deve evitar traumas na região. O sucesso da cirurgia – ausência de lacrimejamento e infecções – costuma ser evidente já nos primeiros meses.

Riscos e complicações possíveis

Embora a dacriocistorrinostomia seja considerada segura e com alta taxa de sucesso, como qualquer procedimento cirúrgico apresenta riscos. As complicações mais comuns incluem:

  • Sangramento: Pode ocorrer leve epistaxe (sangramento nasal) nos primeiros dias; raramente é significativo a ponto de necessitar intervenção.
  • Infecção: Apesar dos cuidados, pode surgir celulite periorbitária ou abscesso; o uso de antibióticos profiláticos reduz esse risco.
  • Obstrução recorrente: Em 5 a 15% dos casos, o novo canal pode fechar novamente, exigindo revisão cirúrgica. Fatores como cicatrizes hipertróficas, inflamação crônica ou infecções prévias aumentam esse risco.
  • Deslocamento do stent: O tubo de silicone pode migrar, causar irritação ou até ser expelido precocemente; se isso ocorrer, o médico deve ser informado.
  • Cicatriz visível: Na abordagem externa, a incisão na pele pode deixar uma cicatriz; na maioria dos casos, ela se torna quase imperceptível, mas algumas pessoas podem ter queloides ou cicatrizes hipertróficas.
  • Alteração da sensibilidade: Danos temporários ou permanentes a nervos próximos podem causar dormência na região do nariz ou pálpebra (raro).
  • Lesão ocular ou nasal: Muito raro, mas possível: perfuração do globo ocular ou lesão de estruturas nasais.

O acompanhamento regular com o cirurgião é fundamental para detectar precocemente qualquer complicação. Em geral, os riscos são baixos e os benefícios superam as possíveis adversidades, especialmente quando a cirurgia é realizada por profissional experiente.

Alternativas ao procedimento

Nem todo caso de obstrução do ducto nasolacrimal exige cirurgia de imediato. Dependendo da causa, da idade do paciente e da gravidade dos sintomas, algumas alternativas podem ser consideradas:

1. Massagem do saco lacrimal (técnica de Crigler): Em bebês com obstrução congênita, a massagem suave e regular (3 a 5 vezes ao dia) no canto interno do olho pode desobstruir o ducto. Em até 90% dos casos, resolve espontaneamente até o primeiro ano de vida.

2. Sondagem do ducto nasolacrimal: Procedimento ambulatorial feito com anestesia tópica, onde uma sonda fina é passada pelo canal para romper a obstrução. Indicado principalmente para crianças entre 6 e 12 meses que não responderam à massagem. Em adultos, a taxa de sucesso é menor, sendo reservada para obstruções parciais.

3. Dacriocistectomia (remoção do saco lacrimal): Raramente indicada hoje; consiste em retirar o saco lacrimal infectado, eliminando a fonte de infecção, mas não resolve o lacrimejamento (as lágrimas continuam sem drenagem). Pode ser opção em casos de tumores ou infecções recorrentes intratáveis em pacientes sem condições cirúrgicas ideais.

4. Tratamento clínico conservador: Uso de colírios antibióticos para controlar infecções, lubrificantes oculares e compressas mornas. Não resolve a obstrução, apenas alivia sintomas temporariamente – indicado para pacientes com contraindicação cirúrgica ou que desejam adiar a cirurgia.

Para a maioria dos adultos com obstrução completa e sintomas persistentes, a dacriocistorrinostomia continua sendo a melhor opção, com resultados duradouros e alta qualidade de vida.

Resultado e o que ele indica

O principal resultado esperado da dacriocistorrinostomia é a resolução completa do lacrimejamento excessivo (epífora) e da infecção recorrente (dacriocistite). Após a cirurgia, as lágrimas fluem normalmente pelo novo canal para o nariz, eliminando o acúmulo no saco lacrimal. Cerca de 85 a 95% dos pacientes ficam assintomáticos após o procedimento, dependendo da técnica utilizada e das condições clínicas prévias.

O resultado é considerado bem-sucedido quando não há mais necessidade de usar lenços constantemente, quando o olho fica seco e confortável na maior parte do tempo e quando não surgem novos episódios de infecção. A melhora costuma ser perceptível já nas primeiras semanas após a cirurgia, mas a consolidação definitiva ocorre após 2 a 3 meses, quando o canal epiteliza completamente.

O teste de irrigação lacrimal (lavagem do canal) pode ser feito no pós-operatório para confirmar a patência da nova via. Se o resultado for negativo para obstrução, o sucesso está confirmado. Em casos de falha (recidiva dos sintomas), o médico pode indicar uma revisão cirúrgica ou técnicas complementares, como a colocação de stent por período mais prolongado. Vale lembrar que condições sistêmicas como rinite alérgica, pólipos nasais ou tumores podem interferir no resultado a longo prazo, exigindo tratamento conjunto.

Quando é urgente procurar médico

Embora a dacriocistorrinostomia seja um procedimento eletivo, certos sinais de alerta exigem avaliação médica imediata, tanto antes quanto depois da cirurgia. Antes da cirurgia, procure urgência se houver:

  • Febre alta (acima de 38,5°C) acompanhada de dor e vermelhidão intensa no canto do olho, com inchaço que se estende para a pálpebra ou face – pode ser celulite orbitária ou abscesso.
  • Piora súbita da visão, visão dupla ou dificuldade para movimentar o olho.
  • Saída de pus abundante pelo canto do olho, com dor forte.

No pós-operatório, procure o médico ou um pronto-atendimento se:

  • O sangramento nasal se tornar volumoso (mais que um coriza leve) ou não parar com compressão leve.
  • Aparecer febre, calafrios ou secreção purulenta pelo nariz ou pela incisão.
  • O stent (fio de silicone) sair completamente ou causar dor intensa.
  • A dor no local não melhorar com analgésicos comuns ou piorar progressivamente.
  • Notar edema (inchaço) que aumenta após o terceiro dia, sugerindo infecção ou hematoma.

Lembre-se de que a maioria das complicações é tratável quando identificada precocemente. Não hesite em entrar em contato com seu cirurgião ou procurar atendimento de urgência se algo parecer anormal.

Perguntas Frequentes sobre dacriocistorrinostomia procedimento recuperacao resultados

1. A dacriocistorrinostomia dói?

Durante a cirurgia você estará sob anestesia, não sente dor. No pós-operatório, há um desconforto leve a moderado, facilmente controlado com analgésicos comuns como paracetamol ou dipirona. A dor intensa é incomum e deve ser comunicada ao médico.

2. Quanto tempo dura o procedimento?

Em geral, a cirurgia leva de 30 a 60 minutos, dependendo da técnica (externa ou endoscópica) e da complexidade do caso.

3. Preciso ficar internado?

A maioria dos casos é ambulatorial: você chega, faz a cirurgia e vai para casa no mesmo dia. Porém, alguns pacientes com comorbidades ou complicações podem necessitar de observação de 12 a 24 horas.

4. Quando posso voltar ao trabalho?

Atividades sedentárias (escritório) podem ser retomadas após 3 a 7 dias. Trabalhos que exigem esforço físico, levantar peso ou exposição a poeira devem esperar de 2 a 3 semanas.

5. A cicatriz da cirurgia externa fica visível?

Na abordagem externa, a incisão é feita na dobra natural do canto do olho e geralmente cicatriza muito bem, tornando-se quase imperceptível com o tempo. Pessoas com tendência a queloides podem ter cicatriz mais evidente, mas é raro.

6. O que é o stent (tubinho) e quando é retirado?

O stent é um fino tubo de silicone que mantém o novo canal aberto durante a cicatrização. Permanece em média 4 a 6 semanas e é removido em consultório, sem necessidade de anestesia, de forma rápida e indolor.

7. A cirurgia resolve definitivamente o lacrimejamento?

Na maioria dos casos sim – as taxas de sucesso são de 85 a 95%. Porém, condições subjacentes (como tumores, alergias graves, trauma) podem causar recidiva, exigindo acompanhamento.

8. Existe idade mínima para fazer a DCR?

Em crianças, a cirurgia costuma ser indicada após o primeiro ano de vida se a obstrução congênita não resolver com massagem ou sondagem. Em adultos, qualquer idade, desde que o paciente tenha condições clínicas para o procedimento.

9. A DCR pode ser feita pelos dois olhos ao mesmo tempo?

Sim, é possível operar ambos os olhos em um único procedimento, desde que haja obstrução bilateral. O tempo cirúrgico aumenta, mas a recuperação é semelhante. Converse com seu cirurgião sobre a melhor abordagem.

10. Qual a diferença entre DCR externa e endoscópica?

A DCR externa faz um corte na pele do canto do olho, com cicatriz mínima, mas visão direta do saco lacrimal. A endoscópica é feita pelo nariz, sem cortes externos, com recuperação mais rápida e sem cicatriz. Ambas têm eficácia semelhante; a escolha depende da anatomia e da preferência do cirurgião.

11. Posso tomar banho após a cirurgia?

Nos primeiros dias, evite molhar o curativo ou a incisão. Lave o cabelo com cuidado, inclinando a cabeça para trás. Após a retirada dos pontos (ou orientação médica), geralmente em 5 a 7 dias, pode lavar normalmente, mas sem esfregar a região.

12. A DCR trata olho seco?

Não. Olho seco é causado por produção insuficiente de lágrimas ou evaporação excessiva. A DCR trata o excesso de lágrimas por obstrução na drenagem – são problemas opostos. Por isso a avaliação precisa do diagnóstico é fundamental.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 25/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.

Links úteis:

Dicas Práticas

  1. 01. Se você tem lacrimejamento persistente, não ignore. Marque uma consulta com oftalmologista ou otorrino para investigar a causa. Quanto antes for diagnosticada a obstrução, maior a chance de tratamento simples (sondagem) antes de precisar de cirurgia.
  2. 02. Evite coçar os olhos ou esfregar o nariz após a cirurgia. Isso pode deslocar o stent ou causar sangramento. Use compressas frias suaves para aliviar o inchaço, sempre com cuidado.
  3. 03. Mantenha a cabeça elevada nos primeiros 3 dias após a DCR (dormir com 2 travesseiros). Isso reduz o edema e o sangramento nasal, acelerando a recuperação.
  4. 04. Siga rigorosamente o uso de colírios antibióticos e lubrificantes prescritos. Eles previnem infecções e ajudam na cicatrização da mucosa nasal.
  5. 05. Não assoe o nariz com força nas primeiras duas semanas. Se precisar, assoe suavemente, uma narina de cada vez, com a boca aberta para reduzir a pressão no novo canal.
  6. 06. Agende todas as consultas de acompanhamento. A retirada do stent e a avaliação da patência do canal são fundamentais para o sucesso em longo prazo.