terça-feira, julho 7, 2026

O Que e Ateromatose






O que é Ateromatose? Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Dado importante

Em 2025, a aterosclerose foi responsável por aproximadamente 32% de todas as mortes por doenças cardiovasculares no Brasil, segundo o Departamento de Informática do SUS (DATASUS). A ateromatose, sua principal manifestação, atinge mais de 10 milhões de brasileiros acima dos 40 anos.

Você já ouviu falar em placas de gordura nas artérias? Essa condição, chamada de ateromatose, é a principal causa de infartos e derrames no mundo. Imagine que suas artérias são canos por onde o sangue passa. Com o tempo, essas paredes podem acumular gordura, colesterol e outras substâncias, formando placas que endurecem e estreitam o vaso. Isso dificulta a circulação e pode levar a complicações graves. Neste artigo, você vai entender o que é ateromatose, por que ela acontece, como identificar os sinais e o que fazer para tratar e prevenir. Vamos mergulhar nesse tema essencial para a saúde do coração e do cérebro.

Resumo rápido

  • O que é: Acúmulo de placas de gordura (ateromas) nas paredes das artérias, causando estreitamento e endurecimento.
  • Quando ocorre: Geralmente em adultos acima de 40 anos, mas pode começar mais cedo em quem tem fatores de risco.
  • Quem trata: Clínico geral, cardiologista, angiologista ou cirurgião vascular.
  • Urgência: Alta – especialmente se houver dor no peito, falta de ar ou sinais de AVC.
  • Tratamento: Mudanças no estilo de vida, medicamentos para controle do colesterol e pressão, e em casos graves, cirurgia ou stent.

Exemplo prático

João, 58 anos, sempre se considerou saudável, mas há alguns meses sente cansaço ao subir escadas e uma leve pressão no peito depois de refeições pesadas. Ele é fumante há 30 anos e tem histórico de colesterol alto na família. Procurou um clínico que, após exames, descobriu placas de ateroma na artéria coronária direita. Com diagnóstico precoce, João iniciou tratamento com estatinas, mudou a alimentação, parou de fumar e hoje faz caminhadas diárias. Os sintomas desapareceram e ele reduziu drasticamente o risco de infarto.

Atenção: Se você sentir dor no peito que irradia para o braço esquerdo, falta de ar súbita, tontura ou desmaio, procure imediatamente o pronto-socorro. Esses sinais podem indicar infarto ou AVC devido a ateromatose avançada.

O que é ateromatose e como se manifesta

A ateromatose, também chamada de aterosclerose, é uma doença inflamatória crônica na qual placas de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias. Essas placas, conhecidas como ateromas, endurecem as artérias (arteriosclerose) e reduzem o fluxo sanguíneo. A manifestação depende do local afetado: nas artérias coronárias pode causar angina ou infarto; nas carótidas, pode levar a AVC; nas artérias dos membros inferiores, causa claudicação intermitente (dor ao caminhar). Muitas pessoas não apresentam sintomas até que haja obstrução significativa ou ruptura da placa, que forma um coágulo. Por isso, a ateromatose é chamada de “assassina silenciosa”.

Causas mais comuns

As principais causas da ateromatose estão ligadas a fatores de risco modificáveis e não modificáveis. Entre os modificáveis, destacam-se: colesterol LDL elevado (o “mau colesterol”), hipertensão arterial, tabagismo, diabetes mellitus, obesidade e sedentarismo. O consumo excessivo de álcool e dietas ricas em gorduras saturadas e trans também contribuem. Fatores não modificáveis incluem idade avançada (risco aumenta após 45 anos em homens e 55 em mulheres), sexo masculino e histórico familiar de doença cardiovascular precoce. A combinação de vários fatores acelera o processo aterosclerótico. Estima-se que 80% dos casos poderiam ser evitados com controle desses fatores.

Causas graves que exigem atenção imediata

Algumas situações indicam que a ateromatose já está avançada e pode causar eventos agudos. A ruptura de uma placa aterosclerótica leva à formação de um trombo (coágulo) que obstrui completamente a artéria. Isso pode resultar em infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco), acidente vascular cerebral isquêmico (derrame) ou isquemia crítica de membros (falta de circulação que pode levar à amputação). Sinais de alerta incluem: dor torácica em aperto ou queimação, falta de ar, sudorese fria, náuseas, fraqueza súbita de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão em um olho ou dor intensa na perna em repouso. Qualquer um desses sintomas exige atendimento de emergência imediato.

Como o médico faz o diagnóstico

O diagnóstico da ateromatose começa com uma avaliação clínica detalhada: histórico de fatores de risco, sintomas e exame físico (palpação de pulsos, ausculta de sopros nas carótidas e medida de pressão arterial). Os exames complementares incluem: perfil lipídico (colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos), glicemia, ultrassonografia Doppler (avalia fluxo e espessura das artérias carótidas e periféricas), ecocardiograma, teste ergométrico, angiotomografia coronariana e cateterismo cardíaco (padrão ouro para coronárias). O índice tornozelo-braquial (ITB) é um teste simples que compara a pressão arterial no tornozelo e no braço; valores baixos indicam obstrução. Em 2026, novas tecnologias como inteligência artificial na interpretação de imagens têm acelerado o diagnóstico precoce.

Tratamentos disponíveis

O tratamento da ateromatose visa reduzir o risco de eventos cardiovasculares e aliviar sintomas. A base é a mudança de estilo de vida: dieta mediterrânea (rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes e azeite de oliva), atividade física regular, cessação do tabagismo e perda de peso. Medicamentos essenciais incluem estatinas (reduzem colesterol LDL), anti-hipertensivos, antiagregantes plaquetários (como AAS) e, em diabéticos, controle glicêmico. Em casos de obstrução significativa, procedimentos como angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização (ponte de safena) podem ser necessários. Novas terapias, como inibidores de PCSK9, estão disponíveis para pacientes com colesterol refratário. O acompanhamento multidisciplinar com cardiologista, nutricionista e educador físico é fundamental.

Cuidados em casa e alívio dos sintomas

Pacientes com ateromatose devem monitorar regularmente a pressão arterial e os níveis de colesterol em casa com aparelhos validados. A adesão rigorosa à medicação é crucial – nunca interrompa estatinas sem orientação médica. Para alívio de sintomas como angina, o uso de nitratos sublinguais (prescritos pelo médico) pode ajudar. Em casa, adote uma alimentação com baixo teor de sódio e gordura saturada; evite frituras e carnes processadas. Pratique exercícios leves a moderados, como caminhada, por pelo menos 30 minutos ao dia, após liberação médica. Mantenha o peso adequado e controle o estresse com técnicas de relaxamento, como meditação guiada (veja o que é meditação guiada). Importante: nunca use medicamentos sem prescrição para “limpar as artérias” – suplementos como ômega-3 em altas doses não substituem o tratamento convencional.

Quando ir ao pronto-socorro

Procure atendimento de urgência se apresentar: dor no peito súbita, intensa e que não passa com repouso ou dura mais de 15 minutos; dor que irradia para braço, costas, mandíbula ou estômago; falta de ar acompanhada de suor frio; tontura ou desmaio; batimentos cardíacos irregulares ou muito acelerados; fraqueza ou formigamento em um lado do corpo; dificuldade para falar ou entender; perda de visão em um olho; ou dor intensa na perna (pé frio e pálido). Esses sinais podem indicar infarto ou derrame em evolução. A cada minuto de atraso, mais células cerebrais ou cardíacas morrem. Ligue para o SAMU (192) ou vá imediatamente ao hospital mais próximo.

Como prevenir

A prevenção da ateromatose começa na infância com hábitos saudáveis. Principais medidas: manter uma alimentação balanceada, com preferência por gorduras insaturadas (abacate, nozes, azeite) e fibras (aveia, legumes); praticar atividade física aeróbica (caminhada rápida, natação, ciclismo) por 150 minutos por semana; evitar tabaco em qualquer forma; controlar o peso (IMC entre 20 e 25); gerenciar estresse e dormir bem (7 a 8 horas por noite). Exames preventivos anuais são recomendados após os 40 anos, incluindo perfil lipídico, glicemia e pressão arterial. Pessoas com histórico familiar de doença cardíaca precoce devem iniciar o rastreamento mais cedo. Vacinação contra influenza e COVID-19 também reduz o risco de complicações inflamatórias que aceleram a aterosclerose.

Diferença entre ateromatose e condições semelhantes

Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, a ateromatose (ou aterosclerose) difere de outras condições vasculares. A arteriosclerose de Monckeberg, por exemplo, é uma calcificação da camada média das artérias sem formação de placas gordurosas, mais comum em diabéticos e idosos. Já a arteriolosclerose afeta pequenas artérias e arteríolas, principalmente em rins e cérebro de hipertensos crônicos. A vasculite inflamatória (como arterite temporal) tem causa autoimune, com inflamação diretamente na parede arterial, sem placas. A ateromatose é especificamente a deposição de lipídios e inflamação na íntima arterial, podendo evoluir para complicações trombóticas. O diagnóstico diferencial é feito por exames de imagem e marcadores inflamatórios.

Dicas Práticas

  1. 01. Troque a manteiga por azeite de oliva extravirgem – ele reduz o LDL e aumenta o HDL.
  2. 02. Caminhe 20 minutos após o almoço: melhora a circulação e ajuda a controlar a glicemia.
  3. 03. Mantenha um diário da pressão arterial e colesterol para compartilhar com seu médico.
  4. 04. Inclua aveia no café da manhã: as fibras solúveis ajudam a reduzir a absorção de colesterol.
  5. 05. Evite alimentos ultraprocessados e fast food; eles são ricos em gorduras trans que entopem as artérias.
  6. 06. Faça exames de rotina anuais, mesmo sem sintomas – a ateromatose costuma ser silenciosa.

Perguntas Frequentes sobre o que é ateromatose causas sintomas diagnóstico tratamento

A ateromatose tem cura?

Não há cura definitiva, mas o tratamento adequado pode parar a progressão da doença, reduzir as placas e prevenir complicações. Em muitos casos, as placas podem até regredir com mudanças intensas no estilo de vida e uso de estatinas em altas doses. O objetivo é controlar os fatores de risco e manter a doença estável.

Quais os primeiros sintomas de ateromatose?

Geralmente a ateromatose é assintomática por anos. Os primeiros sintomas, quando aparecem, incluem dor no peito (angina) aos esforços, cansaço incomum, falta de ar, dor nas pernas ao caminhar (claudicação intermitente) e, em casos mais avançados, sinais de AVC como fraqueza súbita de um lado do corpo.

O que causa placa nas artérias?

O principal culpado é o colesterol LDL, que se infiltra na parede arterial e desencadeia uma resposta inflamatória. Fatores como hipertensão (que danifica o endotélio), tabagismo (libera radicais livres), diabetes (glicação de proteínas) e sedentarismo aceleram o processo. A genética também influencia a capacidade de metabolizar gorduras.

Como desentupir as artérias naturalmente?

Mudanças na alimentação e exercícios ajudam a reduzir o acúmulo, mas não “desentopem” artérias já obstruídas. Uma dieta rica em fibras, ômega-3 (salmão, sardinha), alho, cebola, chá verde e alimentos antioxidantes pode diminuir a inflamação. No entanto, obstruções graves exigem intervenção médica (stent ou cirurgia). Nunca substitua o tratamento convencional por supostos remédios naturais.

A ateromatose pode matar?

Sim. A ateromatose é a principal causa de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, duas das maiores causas de morte no mundo. Quando uma placa se rompe, forma-se um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo para o coração ou cérebro, podendo ser fatal se não tratado rapidamente.

Quem tem ateromatose pode fazer exercícios?

Sim, desde que liberados pelo médico. Exercícios aeróbicos moderados (caminhada, bicicleta, natação) melhoram a circulação, ajudam a controlar peso e pressão e reduzem o colesterol. Evite exercícios muito intensos ou que provoquem dor no peito. Sempre inicie com orientação profissional.

Existe exame de sangue para detectar ateromatose?

Não diretamente. Exames de sangue medem fatores de risco: colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos, glicemia, proteína C reativa (marcador inflamatório). Esses indicadores, combinados com história clínica e imagem, ajudam no diagnóstico. Exames mais específicos como a angiotomografia mostram as placas.

A ateromatose é hereditária?

Há um componente genético importante. Pessoas com histórico familiar de doença cardíaca precoce (pai ou irmão com infarto antes dos 55 anos; mãe ou irmã antes dos 65) têm risco aumentado. A hipercolesterolemia familiar é uma causa hereditária de ateromatose precoce, que deve ser tratada desde a infância.

O que é placa mole e placa calcificada?

Placa mole é rica em lipídios e inflamação, mais propensa a romper e causar trombose. Placa calcificada é mais estável, endurecida por cálcio, mas estreita a artéria. Ambas podem causar sintomas. A imagem por ultrassom ou tomografia identifica o tipo de placa.

Qual a diferença entre ateroma e ateromatose?

Ateroma é uma placa individual de gordura na parede arterial. Ateromatose é o conjunto de múltiplos ateromas espalhados por várias artérias, caracterizando a doença aterosclerótica sistêmica. É como um cisco (ateroma) versus um monte de ciscos (ateromatose).

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 25/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.

Fontes consultadas: MedlinePlus – Aterosclerose, MSD Saúde – Aterosclerose.

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