quinta-feira, julho 2, 2026

R48 0 Dislexia e Alexia

Dado importante

Estima‑se que entre 5% e 15% da população mundial apresente dislexia em algum grau. No Brasil, cerca de 5 a 8% das crianças em idade escolar são afetadas. Já a alexia adquirida (perda da capacidade de ler após lesão cerebral) ocorre em até 30% dos pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC) no hemisfério esquerdo. (Fonte: Associação Brasileira de Dislexia e Organização Mundial da Saúde, 2026)

Você já sentiu que as letras se embaralham na sua frente, mesmo depois de anos de estudo? Ou conhece alguém que, após um AVC, simplesmente “esqueceu” como ler? Essas duas situações descrevem, respectivamente, a dislexia e a alexia – transtornos classificados sob o código R48.0 na Classificação Internacional de Doenças (CID‑10). Embora ambas prejudiquem a leitura, suas origens, sintomas e tratamentos são bastante distintos. Neste artigo, explicamos de forma clara e acessível o que é R48.0, quais as causas, como identificar os sinais, as opções de tratamento e quando procurar ajuda. Nosso objetivo é ajudar você ou alguém próximo a entender melhor essas condições e saber quais passos tomar.

Resumo rápido

  • O que é: Transtorno específico da leitura (dislexia) ou perda adquirida da capacidade de ler (alexia).
  • Quando ocorre: Dislexia manifesta‑se na infância, durante a alfabetização; alexia surge após lesão cerebral (AVC, traumatismo, tumor).
  • Quem trata: Neurologista, fonoaudiólogo, psicopedagogo, neuropsicólogo.
  • Urgência: Baixa (dislexia) / Alta (alexia súbita – pode indicar emergência neurológica).
  • Tratamento: Intervenção fonoaudiológica e pedagógica para dislexia; reabilitação neuropsicológica e tratamento da causa base na alexia.

Exemplo prático

Dislexia: Pedro, 8 anos, está no 3º ano do ensino fundamental. Apesar de ser inteligente e ter boa memória, ele troca letras com frequência (p/b, d/q), lê com lentidão e evita ler em voz alta. A professora sugeriu avaliação com fonoaudiólogo. Após testes, Pedro foi diagnosticado com dislexia. Com acompanhamento fonoaudiológico e adaptações escolares, ele melhorou significativamente a fluência e a compreensão.

Alexia: Dona Maria, 62 anos, sofreu um AVC isquêmico no hemisfério esquerdo. Após a recuperação motora, percebeu que não conseguia mais ler – as letras pareciam desconhecidas. Exames de imagem confirmaram lesão na área occipitotemporal. Ela iniciou reabilitação com fonoaudiólogo e neuropsicólogo, aprendendo estratégias compensatórias para recuperar parcialmente a leitura.

Atenção: Se um adulto que antes lia normalmente perder subitamente a capacidade de ler, especialmente após dor de cabeça intensa, fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar ou alterações visuais, procure emergência imediatamente. Pode ser um AVC ou outra lesão cerebral aguda. A alexia de início súbito é um sinal de alerta neurológico.

O que é R48.0 (Dislexia e Alexia) e como se manifesta

O código R48.0 da CID‑10 agrupa dois transtornos distintos que comprometem a leitura: a dislexia e a alexia. A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem, de base neurobiológica, que dificulta o reconhecimento preciso e/ou fluente das palavras, além de prejudicar a habilidade de soletrar e decodificar. Ela aparece já nos primeiros anos de alfabetização e persiste ao longo da vida, embora com intervenções adequadas a pessoa possa aprender a ler de forma funcional. Já a alexia (também chamada de cegueira para palavras) é a perda adquirida da capacidade de ler, geralmente causada por lesão cerebral – como AVC, traumatismo cranioencefálico, tumor ou demência – em áreas que processam a linguagem escrita.

Os sintomas da dislexia incluem: leitura lenta e com hesitações, troca de letras ou sílabas, dificuldade para associar fonemas a grafemas, compreensão de leitura pobre, evitação de atividades que envolvem ler e escrever. Já na alexia, a pessoa não reconhece palavras escritas mesmo tendo visão normal; pode copiar letras mas não compreende o que escreve; em alguns casos consegue ler letra por letra (alexia pura). Ambos os transtornos podem gerar frustração, baixa autoestima e isolamento social, mas as abordagens terapêuticas são diferentes.

Causas mais comuns

Dislexia: A dislexia tem forte componente genético – estudos mostram que 40% a 60% dos irmãos de crianças disléxicas também apresentam o transtorno. Fatores neurobiológicos incluem diferenças na estrutura e funcionamento do hemisfério esquerdo do cérebro, especialmente na região temporoparietal e occipitotemporal (a “área da forma visual das palavras”). Alterações na conectividade de redes neurais envolvidas na leitura também são observadas. Não há causa ambiental única, mas fatores como prematuridade, baixo peso ao nascer e exposição a substâncias na gestação podem aumentar o risco.

Alexia: A alexia é sempre adquirida e resulta de dano cerebral. As causas mais comuns são: AVC isquêmico ou hemorrágico (principalmente no território da artéria cerebral posterior esquerda, que irriga áreas visuais e de linguagem), traumatismo cranioencefálico, tumores cerebrais (como gliomas), encefalites, doenças neurodegenerativas (demência semântica, Alzheimer) e, mais raramente, cirurgias neurológicas. A localização da lesão determina o tipo de alexia: a alexia pura (sem agrafia) ocorre por lesão no giro occipitotemporal esquerdo; a alexia com agrafia está associada a lesão no giro angular.

Causas graves que exigem atenção imediata

Nem toda dificuldade de leitura é benigna. Algumas causas exigem investigação urgente, especialmente quando o sintoma surge de forma abrupta em adultos previamente alfabetizados. As principais causas graves incluem:

  • Acidente vascular cerebral (AVC): A alexia súbita, geralmente acompanhada de outros sinais como fraqueza facial, perda de visão em metade do campo visual, dificuldade para falar (afasia) ou confusão mental, é uma emergência médica. O AVC isquêmico ou hemorrágico na região occipito‑temporal esquerda pode comprometer irreversivelmente a leitura sem tratamento rápido.
  • Traumatismo cranioencefálico (TCE): Batidas fortes na cabeça, comuns em acidentes de trânsito, quedas ou agressões, podem lesionar áreas cerebrais responsáveis pela leitura. A alexia pode ser temporária ou permanente.
  • Tumor cerebral: Neoplasias que comprimem ou infiltram as áreas de linguagem podem causar alexia progressiva, associada a dores de cabeça, crises epilépticas e alterações de personalidade.
  • Encefalite herpética: Infecção viral que atinge o lobo temporal pode provocar perda rápida da leitura, febre e rebaixamento do nível de consciência.

Em crianças, a dislexia não é uma emergência, mas a piora repentina da leitura ou o aparecimento de outros sintomas neurológicos (convulsões, cefaleia, vômitos) deve ser avaliado por um neurologista pediátrico para descartar lesão estrutural.

Como o médico faz o diagnóstico

O diagnóstico de R48.0 é clínico e baseado em avaliação multidisciplinar. Não existe um exame único que confirme dislexia ou alexia.

Para dislexia: O processo geralmente começa na escola, com a observação do professor. O encaminhamento é feito para um neuropediatra ou psiquiatra infantil, que solicita avaliação com fonoaudiólogo e neuropsicólogo. Utilizam‑se testes padronizados de leitura, escrita, consciência fonológica, memória de trabalho e processamento visual. A avaliação exclui outros problemas como déficit de atenção, deficiência intelectual, alterações visuais ou auditivas não corrigidas. Critérios diagnósticos do DSM‑5‑TR exigem que a dificuldade de leitura persista por mais de 6 meses, apesar de intervenções direcionadas, e que cause prejuízo acadêmico ou profissional.

Para alexia: O diagnóstico é feito por neurologista ou neuropsicólogo. A história clínica de lesão cerebral (AVC, TCE, etc.) é essencial. Exames de neuroimagem (tomografia ou ressonância magnética) identificam a lesão. A avaliação neuropsicológica inclui testes de leitura de palavras, pseudopalavras, compreensão de textos e escrita. Podem ser solicitados exames complementares como eletroencefalograma e Doppler transcraniano. A alexia pura é confirmada quando o paciente consegue escrever mas não ler o que escreveu.

Em ambos os casos, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Tratamentos disponíveis

O tratamento depende da causa subjacente e das características individuais do paciente.

Dislexia: Não tem cura, mas intervenções precoces e intensivas são altamente eficazes. O tratamento é multidisciplinar:

  • Fonoaudiologia: Treino de consciência fonológica, correspondência grafema‑fonema, decodificação e fluência leitora.
  • Psicopedagogia: Estratégias de aprendizagem multisensorial, uso de tecnologia assistiva (audiolivros, sistemas de leitura com cor), adaptações curriculares.
  • Suporte psicológico: Para lidar com ansiedade, baixa autoestima e frustração.
  • Medicamentos: Não existem medicamentos específicos para dislexia, mas comorbidades como TDAH devem ser tratadas.

Alexia: O tratamento foca na reabilitação neuropsicológica e na causa base:

  • Reabilitação fonoaudiológica: Técnicas de leitura letra‑por‑letra, treino com palavras frequentes, uso de pistas visuais e táteis.
  • Tratamento da condição primária: Se a alexia for causada por AVC, tumores ou infecções, esses devem ser manejados com medicações, cirurgia ou radioterapia.
  • Plasticidade cerebral: Em alguns casos, outros circuitos neurais podem compensar a lesão, com melhora gradual.
  • Suporte familiar e social: Adaptação do ambiente (rótulos com imagens, uso de gravadores) e acompanhamento psicológico.

Cuidados em casa e alívio dos sintomas

Em casa, familiares e cuidadores podem adotar medidas que melhoram a qualidade de vida e o progresso terapêutico:

  • Crie um ambiente tranquilo para leitura, sem distrações. Use iluminação adequada e materiais com letras grandes e legíveis.
  • Para pessoas com dislexia: incentive a leitura de temas de interesse; use aplicativos que destacam a linha que está sendo lida; grave o som da leitura para ouvir depois; não force a leitura em voz alta em público.
  • Para pessoas com alexia: ofereça livros com muitas imagens e frases curtas; use etiquetas com palavras escritas em objetos da casa; pratique a leitura de palavras isoladas por alguns minutos diários; estimule a escrita simultânea (escrever enquanto tenta ler).
  • Seja paciente e evite criticar. Frases como “você não está prestando atenção” pioram a ansiedade. Comemore cada pequeno progresso.
  • Mantenha contato regular com a equipe profissional (fonoaudiólogo, neurologista, psicopedagogo) e siga as orientações específicas passadas.
  • Em casos de alexia após AVC, verifique se o paciente tem campo visual preservado (consulte oftalmologista); às vezes a dificuldade é visual e não puramente de leitura.

Quando ir ao pronto‑socorro

Nem toda dificuldade de leitura requer ida ao PS. Entretanto, algumas situações são urgentes:

  • Início súbito da alexia em adulto, especialmente se acompanhado de: fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender o que falam, visão embaçada ou perda de campo visual, tontura, desequilíbrio, dor de cabeça intensa (“a pior da vida”).
  • Rebaixamento do nível de consciência – pessoa sonolenta, confusa, que não responde adequadamente.
  • Crise convulsiva associada à perda de leitura.
  • Criança com piora abrupta da leitura acompanhada de vômitos, cefaleia persistente ou alterações de comportamento.
  • Traumatismo craniano recente – mesmo sem perda de consciência, se surgir dificuldade de leitura, procure avaliação.

Nesses casos, o atendimento de emergência pode salvar vidas e minimizar sequelas. Em pronto‑socorro com suporte neurológico, são realizados exames de imagem, avaliação clínica e iniciado o tratamento direcionado à causa.

Como prevenir

A prevenção da dislexia não é possível, pois tem base genética. Contudo, medidas podem reduzir o impacto:

  • Identificação precoce: Atenção aos marcos de desenvolvimento da linguagem; qualquer atraso na fala ou dificuldade de rimar deve ser investigado.
  • Estimulação pré‑escolar: Atividades que desenvolvam consciência fonológica (cantar músicas, brincar com rimas, bater palmas para sílabas) fortalecem as bases para a leitura.
  • Evitar fatores de risco na gestação: Não fumar, não consumir álcool, controlar diabetes e hipertensão, evitar infecções.
  • Prevenção de lesões cerebrais: Uso de cinto de segurança, capacete para bicicleta e moto, prevenção de quedas em idosos (exercícios de equilíbrio, eliminação de tapetes soltos).
  • Controle de fatores vasculares: Hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo são fatores de risco para AVC. Tratá‑los adequadamente reduz a chance de alexia adquirida.
  • Vacinação: Algumas infecções que podem causar encefalite (como herpes) são preveníveis por vacina.

Diferença entre R48.0 e condições semelhantes

Vários transtornos podem ser confundidos com dislexia ou alexia. Conhecer as diferenças é essencial para o diagnóstico correto:

  • Dislexia vs. Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH): Crianças com TDAH podem ter dificuldade de leitura por desatenção, mas a decodificação fonológica é normal. Na dislexia, o erro é específico na leitura de palavras, mesmo com atenção concentrada. Muitas vezes os dois coexistem.
  • Dislexia vs. Deficiência intelectual: Na deficiência intelectual, o atraso é global; na dislexia, a inteligência é normal e a dificuldade é restrita à leitura/escrita.
  • Dislexia vs. Dificuldade de leitura por falta de instrução: Crianças que não tiveram acesso adequado ao ensino podem ter baixo desempenho em leitura, mas com exposição e método apropriado melhoram rapidamente. Na dislexia, o padrão persiste mesmo com boa instrução.
  • Alexia vs. Afasia: A afasia é a dificuldade de compreender ou produzir linguagem oral; a alexia é específica para leitura. Muitas vezes andam juntas, mas podem ocorrer isoladamente.
  • Alexia vs. Agnosia visual: Agnosia visual é a incapacidade de reconhecer objetos mesmo vendo‑os; na alexia, o paciente vê a letra mas não a associa ao som/ significado. Testes clínicos diferenciam.
  • Alexia vs. Cegueira cortical: Na cegueira cortical, o paciente não vê; na alexia, a visão para objetos e faces é normal, apenas a leitura é afetada.

Um neurologista ou neuropsicólogo experiente consegue fazer o diagnóstico diferencial por meio de testes específicos.

Complicações e prognóstico

Se não tratadas, tanto dislexia quanto alexia podem ter consequências significativas.

Dislexia: Crianças não diagnosticadas podem desenvolver baixo rendimento escolar, evasão, transtorno de ansiedade, depressão e baixa autoestima. Adultos podem ter dificuldade em empregos que exigem leitura, limitando oportunidades. Com intervenção precoce, o prognóstico é bom – muitos disléxicos tornam‑se leitores funcionais e bem‑sucedidos profissionalmente.

Alexia: A recuperação depende da extensão da lesão cerebral, da idade, da reserva cognitiva e da reabilitação. Pacientes com alexia pura por lesão pequena podem recuperar parcialmente a leitura. Aqueles com lesões extensas ou doenças neurodegenerativas podem permanecer com déficit grave. A alexia isolada não reduz a expectativa de vida, mas afeta a funcionalidade e qualidade de vida. Reabilitação precoce e intensiva melhora o prognóstico.

Dicas Práticas

  1. 01. Mantenha uma rotina de leitura de 10 a 15 minutos por dia, respeitando o ritmo da pessoa. Use livros com fontes grandes e espaçamento amplo.
  2. 02. Use réguas de leitura ou papel celofane colorido sobre o texto para reduzir a confusão visual – algumas pessoas com dislexia se beneficiam.
  3. 03. Grave o áudio da leitura para que a pessoa ouça enquanto acompanha o texto – isso reforça a conexão som‑letra.
  4. 04. Para alexia, crie um “dicionário visual” em casa: fotografe objetos do dia a dia e escreva o nome embaixo. Treine o reconhecimento diário.
  5. 05. Não substitua a leitura por vídeos ou áudios por completo – o cérebro precisa continuar sendo exposto ao estímulo escrito para se reorganizar.
  6. 06. Celebre cada palavra lida corretamente. O reforço positivo é fundamental para a motivação.
  7. 07. Consulte um oftalmologista para descartar problemas de visão que podem mimetizar dislexia (como erros de refração ou disfunção da binocularidade).

Perguntas Frequentes sobre R48.0, Dislexia e Alexia

Dislexia e alexia são a mesma coisa?

Não. A dislexia é um transtorno do desenvolvimento que dificulta a aprendizagem da leitura desde a infância. A alexia é a perda adquirida da capacidade de ler em pessoas que já liam normalmente, geralmente após lesão cerebral.

Uma criança com dislexia pode aprender a ler?

Sim. Com intervenção fonoaudiológica e pedagógica adequadas, a maioria das crianças com dislexia torna‑se leitores funcionais. O tratamento é mais eficaz quando iniciado precocemente.

Quanto tempo dura o tratamento da dislexia?

O tratamento é de longo prazo, muitas vezes durando anos. A intensidade varia conforme a gravidade. Geralmente, sessões semanais de fonoaudiologia são mantidas por no mínimo dois a três anos, com reavaliações periódicas.

Adulto pode ter dislexia?

Sim. A dislexia não é superada com a idade; ela permanece na vida adulta. Muitos adultos só descobrem o diagnóstico após os filhos serem avaliados. A intervenção em adultos também é benéfica, focando em estratégias compensatórias.

Alexia tem cura?

Depende da causa. Se a lesão cerebral for pequena e o paciente receber reabilitação precoce, pode haver recuperação significativa. Lesões extensas ou degenerativas podem ser irreversíveis, mas a reabilitação melhora a qualidade de vida.

Quem faz o diagnóstico de alexia?

O neurologista é o médico principal, auxiliado pelo neuropsicólogo, que aplica testes específicos de leitura e escrita. Exames de imagem cerebral (Ressonância Magnética) são fundamentais para identificar a lesão.

Existe exame de sangue para dislexia?

Não. O diagnóstico é clínico e baseado em testes padronizados de leitura e processamento fonológico. Exames genéticos podem identificar variantes associadas, mas não são usados rotineiramente.

Uma pessoa com lesão cerebral pode melhorar a leitura sozinha?

Alguma melhora espontânea pode ocorrer nos primeiros meses após a lesão, especialmente se a área saudável ao redor assumir funções. No entanto, a reabilitação especializada acelera e maximiza a recuperação.

O que é alexia pura?

É um tipo de alexia em que a pessoa não consegue ler palavras (não reconhece visualmente a palavra como um todo), mas consegue escrever e soletrar letra por letra. Geralmente causada por lesão no giro occipitotemporal esquerdo.

Existe medicamento para tratar dislexia ou alexia?

Não existem medicamentos aprovados especificamente para esses transtornos. Na dislexia, medicamentos podem ser usados para tratar comorbidades como TDAH ou ansiedade. Na alexia, o tratamento é da causa base (como antitrombóticos para AVC ou cirurgia para tumor).

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 25/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.

Fontes consultadas:
MedlinePlus – Dislexia e
Biblioteca Virtual em Saúde – Alexia.

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