quinta-feira, julho 2, 2026

Sinal de Murphy: quando a dor ao respirar pode ser um sinal de alerta

Dado importante

Segundo dados do Ministério da Saúde (2025), a colecistite aguda – principal causa do Sinal de Murphy – é responsável por aproximadamente 200 mil internações anuais no SUS, com maior incidência em mulheres entre 30 e 50 anos. O diagnóstico precoce pode reduzir complicações graves em até 40%.

Introdução

Você já sentiu uma dor forte no lado direito da barriga ao tentar respirar fundo? Aquela sensação de que o ar “trava” e a dor impede o movimento do diafragma pode ser mais do que um simples desconforto. Esse sintoma, conhecido na medicina como Sinal de Murphy, é um alerta importante que o corpo dá quando algo não vai bem com a vesícula biliar ou com órgãos vizinhos. Ignorar esse sinal ou tratá-lo com analgésicos comuns pode atrasar o diagnóstico de condições que exigem intervenção médica urgente. Neste artigo, você vai entender o que é exatamente o Sinal de Murphy, quais as causas possíveis – desde problemas simples até emergências – e quando é fundamental buscar ajuda profissional. O conhecimento deste sinal pode fazer a diferença entre um tratamento eficaz e complicações sérias.

Resumo rápido

  • O que é: Manobra clínica que provoca dor ao inspirar profundamente quando há inflamação da vesícula biliar (colecistite) ou de estruturas adjacentes.
  • Quando ocorre: Durante a realização da manobra de Murphy, o paciente interrompe a inspiração súbita por dor no quadrante superior direito do abdômen.
  • Quem trata: Médicos clínicos gerais, gastroenterologistas, cirurgiões do aparelho digestivo e emergencistas.
  • Urgência: Moderada a alta – depende da causa subjacente.
  • Tratamento: Varia conforme a etiologia; pode incluir antibióticos, analgésicos, jejum e, em casos de colecistite, colecistectomia (cirurgia de retirada da vesícula).
Exemplo prático

Joana, 42 anos, formada em administração, sentiu uma dor incômoda no lado direito da barriga depois de almoçar um prato gorduroso. Horas mais tarde, a dor ficou mais forte e ela notou que não conseguia respirar fundo – cada tentativa era interrompida por uma pontada que a fazia parar no meio do movimento. Preocupada, procurou uma clínica. O médico realizou a manobra de Murphy: pressionou suavemente a região da vesícula biliar enquanto pedia para ela inspirar. Joana prendeu a respiração e sentiu uma dor aguda, impedindo que completasse a inspiração. O ultrassom confirmou colecistite aguda com pequenos cálculos. Ela foi tratada com antibióticos e cirurgia laparoscópica programada. Se tivesse esperado mais, a inflamação poderia evoluir para perfuração ou infecção generalizada.

Atenção: Nunca ignore dor abdominal que piora ao respirar, especialmente se vier acompanhada de febre, náuseas, vômitos, icterícia (olhos amarelados) ou dor que irradia para as costas. Procure uma emergência médica imediatamente.

O que é o Sinal de Murphy e como se manifesta

O Sinal de Murphy é um sinal semiológico amplamente utilizado na prática médica para identificar inflamação da vesícula biliar – a colecistite. Ele foi descrito pelo cirurgião norte-americano John Benjamin Murphy no início do século XX e, desde então, tornou-se peça-chave no exame físico abdominal. A manobra é simples: o médico coloca a mão sob o rebordo costal direito do paciente, na altura da vesícula biliar (que fica abaixo do fígado), e solicita que o paciente inspire profundamente. Durante a inspiração, o diafragma desce e o fígado e a vesícula são empurrados para baixo, encostando na mão do examinador. Se a vesícula estiver inflamada, o contato com a mão provoca uma dor súbita e intensa, fazendo com que o paciente interrompa a inspiração abruptamente. Esse movimento de “parada” é chamado de “Sinal de Murphy positivo”. O que diferencia esse sinal de outras dores abdominais é justamente a relação direta com a respiração profunda. Muitas pessoas descrevem a sensação como “uma facada” ou “um aperto” que impede de encher o pulmão. Cabe ressaltar que o sinal não é 100% específico – outras condições, como abscesso hepático, pancreatite aguda, apendicite alta ou até mesmo pneumonia de base, podem provocar um falso positivo. Por isso, o médico sempre correlaciona o achado com ultrassonografia e exames de sangue.

Causas mais comuns do Sinal de Murphy

Embora o Sinal de Murphy seja classicamente associado à colecistite aguda (inflamação da vesícula biliar), outras condições também podem desencadear a mesma resposta dolorosa à inspiração. A principal causa, responsável por cerca de 90% dos casos positivos, é a colelitíase com colecistite – ou seja, a presença de cálculos biliares que obstruem o ducto cístico e provocam inflamação. Esse quadro é mais frequente em mulheres acima dos 40 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade, especialmente em pessoas com obesidade, diabetes, uso de anticoncepcionais orais, gravidez ou perda de peso rápida. Além disso, a colecistite alitiásica (sem cálculos) pode surgir em pacientes críticos, internados em UTI. Outra causa comum são as infecções hepáticas, como abscessos hepáticos, que irritam a cápsula de Glisson e provocam dor à inspiração. Menos frequentes, porém relevantes, incluem a hepatite aguda (especialmente por vírus A ou B), a pancreatite aguda edematosa que afeta a região da cabeça do pâncreas, e a apendicite retrocecal, que pode simular uma dor no quadrante superior direito. Em todos esses cenários, o mecanismo é semelhante: a inflamação de uma estrutura próxima ao diafragma direito gera dor quando o órgão inflamado é comprimido pelo movimento respiratório.

Causas graves que exigem atenção imediata

Nem todo Sinal de Murphy é sinal de uma condição leve ou autolimitada. Algumas etiologias representam emergências médicas que, se negligenciadas, podem evoluir para sepse, perfuração de víscera ou choque. A colecistite aguda complicada, por exemplo, pode progredir para gangrena da vesícula, perfuração e peritonite, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou diabéticos. O abscesso hepático amebiano ou piogênico, embora menos comum, é uma causa grave que requer drenagem e antibioticoterapia intravenosa. A pancreatite aguda necro-hemorrágica, que cursa com intensa inflamação do pâncreas, pode se estender ao espaço subfrênico e provocar dor à respiração, além de falência de múltiplos órgãos. Outra condição crítica é a ruptura de um aneurisma de artéria hepática – rara, mas com alta mortalidade. Além disso, infarto do miocárdio de parede inferior pode, em alguns casos, irradiar para o epigástrio e quadrante superior direito, podendo ser confundido com Sinal de Murphy. Portanto, quando o sinal é positivo e associado a febre alta, taquicardia, hipotensão, icterícia acentuada ou dor que não cede com analgésicos simples, o paciente deve ser avaliado em caráter de urgência.

Como o médico faz o diagnóstico

O diagnóstico do Sinal de Murphy é eminentemente clínico, mas sempre requer confirmação por exames complementares para descartar outras causas e definir o tratamento mais adequado. O médico inicia pela anamnese, perguntando sobre o início da dor, fatores de melhora ou piora (como ingestão de alimentos gordurosos), presença de febre, náuseas, vômitos, perda de peso, alteração na cor das fezes ou urina. Em seguida, realiza o exame físico completo, incluindo a manobra de Murphy propriamente dita. O ultrassom abdominal é o exame de primeira linha, pois é capaz de visualizar a vesícula biliar, identificar cálculos, medir a espessura da parede (acima de 4 mm sugere inflamação) e detectar líquido ao redor do órgão – sinais típicos de colecistite. Também permite avaliar o fígado, pâncreas e vias biliares. Exames de sangue como hemograma (leucocitose com desvio à esquerda), proteína C reativa (PCR) elevada, bilirrubinas e enzimas hepáticas (TGO, TGP, fosfatase alcalina, GGT) ajudam a confirmar inflamação e obstrução biliar. Em casos duvidosos, a tomografia computadorizada com contraste endovenoso pode ser solicitada para excluir complicações como abscessos, necrose pancreática ou neoplasias. A ressonância magnética (colangioressonância) é útil na avaliação detalhada dos ductos biliares. Diante de um Sinal de Murphy positivo, o médico deve agir com rapidez para evitar evolução desfavorável.

Tratamentos disponíveis

O tratamento do Sinal de Murphy depende diretamente da causa subjacente. Na colecistite aguda não complicada, a abordagem inicial é conservadora: jejum, hidratação venosa, analgésicos (dipirona, anti-inflamatórios não esteroides) e antibióticos de amplo espectro (como cefalosporinas ou penicilinas associadas a metronidazol) para cobrir germes entéricos. Essa fase dura geralmente 24 a 48 horas, até que a inflamação diminua. Após a resolução do quadro agudo (que pode acontecer em 70% dos casos), está indicada a colecistectomia – cirurgia de retirada da vesícula – para prevenir recidivas. O procedimento é feito preferencialmente por videolaparoscopia, com menor tempo de internação e recuperação mais rápida. Em casos graves (gangrena, perfuração, abscesso), a cirurgia é de urgência, muitas vezes por via aberta. Para abscessos hepáticos, o tratamento inclui drenagem percutânea guiada por ultrassom e antibioticoterapia direcionada. Nas pancreatites, o foco é o suporte clínico intensivo, controle da dor, nutrição enteral e, se houver necrose infectada, intervenção cirúrgica. Independentemente da causa, o manejo correto exige acompanhamento médico contínuo, porque o Sinal de Murphy positivo raramente se resolve apenas com medidas caseiras.

Cuidados em casa e alívio dos sintomas

Quando o médico diagnostica uma colecistite leve ou a causa não é urgente, algumas medidas caseiras podem ajudar no conforto enquanto o tratamento específico é iniciado. O repouso absoluto é fundamental; evite atividades que exijam esforço abdominal ou movimentos bruscos. Aplicar compressa morna (não quente) sobre o lado direito da barriga pode reduzir o espasmo muscular e aliviar parte da dor. Evite alimentos gordurosos, frituras, embutidos, leite integral, queijos amarelos e ovos – eles estimulam a contração da vesícula e pioram os sintomas. Prefira refeições leves, como sopas de legumes, arroz integral, frango grelhado sem pele e frutas não ácidas. Beba bastante água, mas em pequenos volumes. Não use medicamentos sem prescrição, especialmente anti-inflamatórios como ibuprofeno ou diclofenaco, pois podem mascarar a evolução clínica ou causar efeitos colaterais hepáticos. O uso de analgésicos como dipirona deve ser orientado pelo médico. Além disso, mantenha um diário dos sintomas: anote a intensidade da dor, horário, relação com alimentação e eventuais novos sinais (febre, vômitos). Esse registro ajudará o médico a ajustar o tratamento. Lembre-se: cuidados caseiros não substituem a avaliação profissional.

Quando ir ao pronto-socorro

Nem todo Sinal de Murphy exige atendimento de emergência, mas alguns sinais de alarme indicam que a situação pode estar se complicando. Procure imediatamente o pronto-socorro se sentir: dor abdominal intensa que não melhora com medicação prescrita, febre acima de 38°C, calafrios, suor frio, respiração rápida, tontura ou desmaio. Outros sinais de alerta são vômitos persistentes que impedem a ingestão de líquidos, aumento da circunferência abdominal, incapacidade de evacuar ou eliminar gases, olhos ou pele amarelados (icterícia), urina escura como café ou fezes claras. Mulheres grávidas, idosos, pessoas com diabetes, imunossupressão ou doença hepática prévia devem procurar atendimento mesmo com sintomas moderados, pois nesses grupos as complicações podem evoluir mais rapidamente. É importante não esperar a dor passar sozinha – a colecistite aguda, por exemplo, pode progredir para perfuração da vesícula em 24 a 48 horas se não tratada. Ao chegar ao hospital, informe que você apresentou “Sinal de Murphy positivo” ou que a dor piora ao respirar fundo; isso ajudará a equipe a direcionar a investigação para o trato biliar.

Como prevenir

A prevenção do Sinal de Murphy está intimamente ligada à prevenção dos cálculos biliares e da inflamação da vesícula biliar. Como a principal causa é a colelitíase, medidas que reduzem a formação de pedras são essenciais. Manter um peso corporal adequado é crucial – a obesidade aumenta a secreção de colesterol na bile, facilitando a formação de cálculos. Evite dietas extremamente restritivas ou de emagrecimento rápido, que podem desestabilizar o equilíbrio biliar. A alimentação deve ser rica em fibras (frutas, verduras, cereais integrais) e pobre em gorduras saturadas e açúcares refinados. O consumo regular de gorduras boas (azeite de oliva, abacate, oleaginosas) ajuda a manter a vesícula funcionando e esvaziando adequadamente. A prática de atividade física moderada (caminhada, natação, pilates) melhora o metabolismo lipídico e reduz o risco de obesidade e diabetes. Controle também outras condições crônicas, como diabetes e colesterol alto, em consultas regulares. Além disso, evite automedicação com estrógenos (anticoncepcionais) sem orientação médica, pois podem aumentar o risco de cálculos em mulheres predispostas. Exames de rotina com ultrassom abdominal a cada 1-2 anos, após os 40 anos, podem detectar cálculos assintomáticos antes que evoluam para colecistite.

Diferença entre Sinal de Murphy e condições semelhantes

O Sinal de Murphy costuma ser confundido com outras dores que também pioram com a respiração. A dor pleurítica, por exemplo, é típica de pleurisia ou pneumonia lobar inferior direita: a pessoa sente uma pontada aguda no tórax que aumenta com a tosse ou inspiração, mas a localização é mais alta (tórax, não abdômen) e geralmente há tosse, expectoração e febre. A pericardite aguda pode provocar dor torácica que piora ao inspirar e ao deitar, mas é central, irradiando para o ombro esquerdo, e não há dor abdominal focal. Outra condição é o abscesso subfrênico, que também gera dor no quadrante superior direito ao respirar, mas é uma complicação de cirurgias abdominais ou infecções intra‑abdominais, e o ultrassom mostra coleção líquida sob o diafragma. A apendicite retrocecal, em que o apêndice está posicionado atrás do ceco, pode irradiar dor para o flanco direito e simular colecistite; no entanto, a manobra de Murphy costuma ser negativa e a dor costuma ser mais contínua e localizada no ponto de McBurney. Já a pancreatite aguda causa dor epigástrica em faixa, que irradia para as costas e piora após refeições, mas o Sinal de Murphy pode estar ausente, embora em alguns casos haja dor à palpação profunda. A diferenciação exige exame clínico minucioso e exames de imagem.

Dicas Práticas

  1. 01. Ao sentir dor abdominal que piora ao respirar fundo, tente registrar o momento exato da dor e o que comeu nas últimas horas. Isso ajuda o médico na investigação.
  2. 02. Evite usar bolsas de água quente diretamente sobre o abdômen se houver suspeita de inflamação aguda – o calor pode piorar o processo inflamatório.
  3. 03. Não tente “forçar” a respiração funda para testar o sinal você mesmo; se a dor for intensa, procure ajuda profissional.
  4. 04. Mantenha um diário alimentar por uma semana, anotando o que comeu e como se sentiu. Muitos ataques de vesícula são desencadeados por refeições gordurosas.
  5. 05. Se você já tem diagnóstico de cálculo na vesícula (colelitíase), converse com seu cirurgião sobre a melhor época para fazer a colecistectomia eletiva, antes que um novo episódio agudo aconteça.
  6. 06. Inclua atividades físicas de baixo impacto na rotina, como caminhada de 30 minutos diários: isso reduz o risco de cálculos biliares e ajuda a controlar o peso.
  7. 07. Mulheres que usam anticoncepcionais hormonais devem discutir com seu ginecologista o risco de cálculos biliares, especialmente se tiverem histórico familiar.

Perguntas Frequentes sobre Sinal de Murphy

1. O Sinal de Murphy sempre indica problema na vesícula?

Não, embora seja mais comum na colecistite aguda, outras condições como abscesso hepático, pancreatite, hepatite ou mesmo apendicite alta podem provocar um resultado falso positivo. O médico precisa confirmar com exames de imagem e laboratoriais.

2. Como eu mesmo posso testar o Sinal de Murphy em casa?

Não é recomendado realizar o teste em casa. A manobra deve ser feita por um profissional de saúde, pois requer técnica adequada para não causar lesões ou mascarar outros sintomas. Se você suspeitar, procure um médico.

3. O Sinal de Murphy pode ser negativo mesmo com pedra na vesícula?

Sim. Muitas pessoas têm cálculos biliares assintomáticos, sem inflamação – nesses casos o Sinal de Murphy é negativo. O sinal só se torna positivo quando há inflamação ativa da vesícula (colecistite aguda).

4. Dor ao respirar fundo é sempre Sinal de Murphy?

Não, dores pleuríticas, pericardite, pneumonia ou mesmo costocondrite também podem causar dor com a respiração. O Sinal de Murphy é específico para a palpação do quadrante superior direito do abdômen.

5. Quanto tempo leva para tratar uma colecistite aguda?

O tratamento inicial com antibióticos e jejum dura geralmente 24 a 48 horas. A cirurgia eletiva é realizada semanas depois. Em casos de colecistite grave, a cirurgia pode ser feita na mesma internação, entre 2 a 5 dias.

6. Crianças podem ter Sinal de Murphy?

Sim, embora seja menos comum. Crianças podem apresentar colecistite relacionada a infecções, anemia hemolítica ou malformações. O sinal deve ser investigado com cautela, pois a dor referida pode ser diferente.

7. A colecistite aguda pode ser tratada apenas com remédios, sem cirurgia?

Em casos leves e sem complicações, é possível controlar a inflamação apenas com antibióticos e jejum, mas a taxa de recorrência é alta (cerca de 50% em um ano). A cirurgia é recomendada para evitar novos episódios.

8. Gestante com Sinal de Murphy precisa de cirurgia urgente?

Depende da gravidade. A colecistite aguda na gestação pode ser manejada clinicamente no primeiro e segundo trimestres, mas a cirurgia laparoscópica é considerada segura após o primeiro trimestre. O obstetra e o cirurgião devem decidir em conjunto.

9. Existe algum exame caseiro para saber se tenho Sinal de Murphy?

Não. O diagnóstico é clínico e depende de avaliação médica. Tentar realizar qualquer manobra sem conhecimento pode piorar a inflamação ou causar falsa segurança.

10. Qual a diferença entre Sinal de Murphy e Sinal de Blumberg?

O Sinal de Murphy é específico para inflamação da vesícula biliar, e é provocado pela inspiração. O Sinal de Blumberg é a dor à descompressão brusca do abdômen (pesquisa de peritonite) e pode ser positivo em várias situações.

11. Pessoas sem vesícula podem ter Sinal de Murphy?

Após a colecistectomia (retirada da vesícula), o sinal não é esperado, mas pode ocorrer se houver inflamação residual no coto do ducto cístico ou em abscessos próximos.

12. O Sinal de Murphy pode desaparecer sozinho?

Se a causa for uma colecistite leve, o sinal pode reduzir com o uso de anti-inflamatórios e jejum. No entanto, a causa subjacente persiste e o risco de recidiva é grande. É essencial tratar a origem.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 25/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.

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Fontes: MedlinePlus (Enfermedades de la vesícula) | MSD Manual (Colecistite Aguda).