Estima‑se que a Síndrome de Meigs ocorra em menos de 1% de todos os tumores ovarianos, mas mais de 95% desses casos são benignos. A remoção cirúrgica do tumor resolve completamente a ascite e o derrame pleural na grande maioria das pacientes, com excelente prognóstico a longo prazo.
Você já ouviu falar de uma paciente com dor abdominal, barriga inchada e falta de ar, cujos exames mostravam líquido na barriga e no pulmão, mas que na verdade não era câncer? Essa combinação de sintomas pode ser causada pela Síndrome de Meigs, uma condição rara e frequentemente confundida com doenças malignas. Conhecê-la é essencial para evitar tratamentos desnecessários e garantir o alívio completo dos sintomas com a cirurgia adequada.
- O que é: Síndrome caracterizada por tumor ovariano benigno (fibroma, tecoma, tumor de Brenner) associado a ascite e derrame pleural.
- Quando ocorre: Geralmente em mulheres entre 40 e 60 anos; o tumor benigno produz líquido que se acumula no abdômen e no tórax.
- Quem trata: Ginecologista e cirurgião oncológico, com suporte de radiologistas e patologistas.
- Urgência: Moderada – os sintomas podem causar desconforto significativo, mas a condição não é emergencial; contudo, deve ser investigada para descartar malignidade.
- Tratamento: Ressecção cirúrgica do tumor ovariano (ooforectomia ou anexectomia), que resolve completamente a ascite e o derrame pleural.
Maria, 52 anos, procurou o ginecologista com queixa de aumento progressivo do volume abdominal nos últimos três meses, além de cansaço e falta de ar ao deitar. Ao exame, foi encontrado líquido na barriga (ascite) e um nódulo palpável no ovário direito. Uma tomografia mostrou derrame pleural à direita. Pensando inicialmente em câncer de ovário, Maria ficou muito preocupada. Após a cirurgia para retirar o ovário direito, o laudo da patologia revelou um fibroma ovariano benigno. Surpreendentemente, a ascite e o derrame pleural desapareceram completamente em duas semanas. Maria teve alta sem necessidade de quimioterapia e hoje vive sem sequelas.
O que é a Síndrome de Meigs? Definição completa
A Síndrome de Meigs é uma condição clínica rara caracterizada pela tríade: (1) tumor ovariano benigno – geralmente fibroma, tecoma ou tumor de Brenner; (2) ascite, que é o acúmulo de líquido na cavidade abdominal; e (3) derrame pleural, líquido na cavidade torácica, mais frequentemente do lado direito. A peculiaridade dessa síndrome é que, ao contrário de neoplasias malignas, a simples remoção do tumor leva à resolução completa da ascite e do derrame pleural, sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia. Foi descrita pela primeira vez pelo médico americano Joe Vincent Meigs em 1934, embora casos anteriores já tivessem sido relatados. A condição é tão rara que muitos médicos nunca a encontram na prática, mas conhecê-la evita que pacientes sejam submetidas a tratamentos agressivos desnecessários. O mecanismo exato ainda não é totalmente compreendido, mas acredita-se que o tumor produza substâncias (como citocinas e fatores de crescimento) que aumentam a permeabilidade dos vasos sanguíneos, permitindo o extravasamento de líquido para o abdômen e, posteriormente, para o tórax através de canais linfáticos ou defeitos diafragmáticos. A síndrome é mais comum em mulheres na peri‑menopausa, entre 40 e 60 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade. O prognóstico é excelente, com sobrevida igual à da população geral após a cirurgia.
Como funciona e qual sua importância no organismo
A Síndrome de Meigs não é uma doença sistêmica que afeta o funcionamento normal do organismo de forma crônica; ela representa uma reação local e à distância a um tumor benigno do ovário. O tumor, ao crescer, libera mediadores inflamatórios (como interleucina‑6, fator de necrose tumoral alfa e fatores de permeabilidade vascular) que aumentam a permeabilidade dos capilares do peritônio (membrana que reveste o abdômen). Isso provoca o extravasamento de plasma rico em proteínas para a cavidade peritoneal, gerando ascite. O líquido ascítico, por sua vez, migra para o tórax através de canais linfáticos ou por pequenas aberturas no diafragma (forames diafragmáticos), especialmente do lado direito, onde o diafragma é mais frágil. A importância clínica da síndrome reside no fato de que ela imita doenças muito mais graves, como câncer de ovário metastático, tuberculose peritoneal ou cirrose descompensada. Por isso, o reconhecimento correto evita que a paciente seja submetida a quimioterapia, punções repetidas ou tratamentos paliativos sem benefício. Além disso, a cirurgia curativa é simples e segura, restaurando a saúde da paciente de forma definitiva. O conhecimento desse mecanismo também ajuda a entender por que a retirada do tumor interrompe a produção dos fatores permeabilizantes, levando à reabsorção do líquido em poucas semanas.
Tipos e variações da Síndrome de Meigs
A classificação tradicional distingue a Síndrome de Meigs clássica da síndrome de Meigs-like (ou síndrome de Meigs atípica). Na forma clássica, o tumor ovariano é um fibroma, tecoma ou tumor de Brenner benigno, e a paciente apresenta ascite e derrame pleural ipsilateral (geralmente à direita). Já na forma atípica (Meigs-like), o tumor primário pode ser de outro tipo histológico benigno (como cistadenoma seroso, teratoma maduro, tumor de células da granulosa, leiomioma uterino) ou até mesmo maligno de baixo grau, mas ainda assim a ressecção leva à resolução dos sintomas. Alguns autores também consideram como variante a Síndrome de Meigs associada a tumores de Krukenberg (metástases ovarianas de câncer gástrico), embora nesses casos o prognóstico seja diferente. Do ponto de vista prático, o mais importante é que a tríade (massa anexial + ascite + derrame pleural) pode ter várias etiologias, e a confirmação de benignidade por patologia é essencial. Outra variação é o tamanho do tumor: alguns são pequenos (menores que 5 cm) e ainda assim produzem grande quantidade de líquido. A lateralidade também varia, sendo mais comum em ovário direito, mas pode ocorrer em ambos. Por fim, existem relatos de Síndrome de Meigs em gestação, quando um fibroma ovariano cresce sob estímulo hormonal. Em todas essas situações, o princípio é o mesmo: retirar o tumor resolve o quadro.
Causas e fatores de risco
A causa fundamental da Síndrome de Meigs é a presença de um tumor ovariano benigno, sendo o fibroma o mais frequente (cerca de 70% dos casos). Os tecomas e os tumores de Brenner respondem por aproximadamente 20% e 10%, respectivamente. Ainda não se sabe por que alguns fibromas produzem grande quantidade de líquido e outros não. Fatores de risco incluem idade entre 40 e 60 anos (período perimenopausa), história de ovário policístico ou endometriose (que podem estar associados a tumores benignos), e mutações genéticas como as do gene BRCA (embora raramente associadas a fibromas). Não há evidência de que fatores ambientais, alimentação ou estilo de vida influenciem diretamente o desenvolvimento da síndrome. Um aspecto importante é que a síndrome pode ser a primeira manifestação de um tumor que cresce silenciosamente. Mulheres com história familiar de tumores ovarianos benignos ou síndromes genéticas (como a síndrome de Gorlin) apresentam risco ligeiramente aumentado de fibromas ovarianos. Em mulheres jovens (menos de 30 anos), a síndrome é extremamente rara. A maioria dos casos é esporádica, sem causa hereditária clara. A pesquisa atual investiga se fatores hormonais (como estrogênio) poderiam estimular a produção de fatores permeabilizantes pelo tumor, mas até o momento não há consenso.
Sintomas e manifestações clínicas
Os sintomas da Síndrome de Meigs são consequência direta da ascite e do derrame pleural. O acúmulo de líquido no abdômen causa distensão abdominal progressiva, sensação de peso, desconforto, dor leve e, às vezes, dificuldade para se curvar. A paciente pode notar aumento do perímetro abdominal e ganho de peso aparente. A ascite volumosa pode comprimir o estômago, causando saciedade precoce, náuseas e até vômitos. Já o derrame pleural provoca falta de ar (dispneia), principalmente ao deitar ou fazer esforços, tosse seca e dor no peito do lado afetado (mais comum à direita). Em alguns casos, a paciente pode relatar chiado no peito ou sensação de “água no pulmão”. Outros sintomas incluem cansaço, fadiga e, menos frequentemente, edema nos membros inferiores devido à compressão da veia cava pela ascite. É importante notar que a paciente pode não sentir dor pélvica, pois o tumor ovariano benigno geralmente é indolor, a menos que ocorra torção ou ruptura. Em aproximadamente 20% dos casos, a paciente descobre a massa pélvica ao tocar a barriga ou durante exame ginecológico de rotina. A síndrome não costuma causar perda de peso, febre ou suores noturnos, sintomas mais associados a doenças malignas. A presença de ascite e derrame pleural sem outros sinais de malignidade deve levantar a suspeita de Meigs.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome de Meigs começa com a história clínica e exame físico: palpação de massa anexial, macicez abdominal (sinal de ascite) e diminuição do murmúrio vesicular à ausculta pulmonar (derrame pleural). Exames de imagem são essenciais. A ultrassonografia pélvica tranvaginal mostra o tumor ovariano, geralmente sólido, hipoecoico, bem delimitado, e confirma a presença de líquido livre na cavidade peritoneal. A tomografia computadorizada de abdome e tórax quantifica a ascite e o derrame pleural, além de afastar metástases. A ressonância magnética pode ser útil para caracterizar melhor o tumor. O marcador tumoral CA‑125 é dosado, pois pode estar elevado em até 50% dos casos de Meigs (devido à irritação peritoneal) – o que muitas vezes leva a suspeita equivocada de câncer de ovário. Porém, a elevação do CA‑125 não é específica; em Meigs, ele cai drasticamente após a cirurgia. Para confirmar o diagnóstico de benignidade, é necessária a análise histopatológica do tumor após a ressecção. Durante o pré‑operatório, pode-se realizar punção aspirativa do líquido ascítico para citologia, que geralmente mostra células inflamatórias e mesoteliais, sem células malignas. O derrame pleural também pode ser puncionado (toracocentese) com o mesmo resultado. O diagnóstico diferencial inclui câncer de ovário, tuberculose peritoneal, cirrose hepática, insuficiência cardíaca, pancreatite e síndrome nefrótica. O achado de tumor ovariano benigno + ascite + derrame pleural que desaparecem após a retirada do tumor confirma a síndrome.
Tratamentos e abordagens terapêuticas
O tratamento de escolha para a Síndrome de Meigs é a ressecção cirúrgica do tumor ovariano. Dependendo da idade e do desejo reprodutivo da paciente, pode ser realizada uma ooforectomia (retirada do ovário afetado) ou anexectomia (ovário + trompa). Em mulheres jovens que desejam preservar a fertilidade, é possível apenas a remoção do tumor (cistectomia ou ressecção do fibroma), mantendo o ovário saudável. A abordagem cirúrgica pode ser por laparoscopia (minimamente invasiva) ou laparotomia (corte aberto), dependendo do tamanho do tumor. A cirurgia não apenas trata a causa, mas também fornece o material para diagnóstico patológico definitivo. Após a retirada do tumor, a ascite e o derrame pleural regridem espontaneamente em 2 a 4 semanas, sem necessidade de drenagem adicional. Caso haja grande desconforto respiratório, pode-se realizar uma toracocentese (punção do líquido pleural) para alívio imediato, mas isso não é obrigatório. Não há indicação de quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia. O acompanhamento pós‑operatório inclui exame clínico e ultrassonografia para confirmar a resolução dos líquidos e avaliar o ovário contralateral. O prognóstico é excelente: a taxa de cura é de praticamente 100% após a cirurgia, com recidiva muito rara (apenas se o tumor não for completamente ressecado ou se surgir um novo tumor no ovário contralateral). A paciente pode retornar às atividades normais em 4 a 6 semanas.
Prevenção e cuidados contínuos
Como a Síndrome de Meigs é causada por um tumor benigno de causa desconhecida, não existem medidas preventivas específicas comprovadas. No entanto, consultas ginecológicas regulares com exame pélvico e ultrassonografia transvaginal podem detectar precocemente massas ovarianas, permitindo tratamento antes que a ascite e o derrame pleural se desenvolvam. Mulheres com história familiar de tumores ovarianos ou síndromes genéticas devem realizar rastreamento mais rigoroso conforme orientação médica. Mantener um estilo de vida saudável – alimentação equilibrada, prática de exercícios, controle do peso e não fumar – pode reduzir o risco geral de tumores ovarianos, embora não haja evidência direta para fibromas. Após o tratamento cirúrgico, recomenda-se acompanhamento ginecológico anual, especialmente se houve preservação do ovário contralateral. A paciente deve estar atenta a sintomas como aumento abdominal inexplicado, falta de ar ou dor pélvica. Como a síndrome é benigna, não há restrições alimentares ou de atividade física a longo prazo. Em casos raros de tumores bilaterais ou recidiva, pode ser necessária avaliação com geneticista. A educação da paciente é fundamental: muitas mulheres que recebem o diagnóstico de “tumor no ovário” temem o câncer; explicar que a Síndrome de Meigs é benigna e tem cura cirúrgica alivia a ansiedade e promove adesão ao tratamento.
Quando procurar ajuda médica
Qualquer mulher que perceba aumento progressivo do volume abdominal, sensação de “barriga d’água”, falta de ar ao deitar ou aos esforços, tosse seca persistente, dor ou desconforto pélvico, ou que note um caroço na região inferior do abdômen deve procurar um ginecologista ou clínico geral. A presença de ascite e derrame pleural sempre requer investigação, pois pode indicar desde uma condição benigna até um câncer avançado. Se os sintomas forem acompanhados de perda de peso inexplicada, febre, suores noturnos ou dores intensas, a urgência é maior. O médico solicitará exames de imagem e marcadores tumorais. Caso haja suspeita de Síndrome de Meigs, o encaminhamento a um cirurgião ginecológico especializado é importante para planejamento da cirurgia. Não se deve tentar tratar a ascite com diuréticos ou restrição de sal sem orientação médica, pois isso não resolve a causa e pode mascarar o diagnóstico. O acompanhamento pós‑cirúrgico é essencial para confirmar a resolução do quadro. Lembre-se: a Síndrome de Meigs é uma das poucas causas de ascite e derrame pleural que têm tratamento cirúrgico curativo e bom prognóstico.
- 01. Ao notar barriga inchada e falta de ar, não assuma que é “gordura” ou “falta de condicionamento”. Marque uma consulta com ginecologista para investigação.
- 02. Se você tem mais de 40 anos e nunca fez ultrassom transvaginal, inclua esse exame no check‑up ginecológico anual. Tumores ovarianos podem ser detectados precocemente.
- 03. Caso receba o diagnóstico de ascite e derrame pleural, pergunte ao seu médico se a Síndrome de Meigs foi considerada. Muitas vezes ela é esquecida e a paciente acaba sendo tratada como câncer.
- 04. Após a cirurgia para retirada do tumor, não se surpreenda se o líquido demorar algumas semanas para desaparecer. O corpo precisa reabsorver o líquido acumulado. Mantenha repouso relativo e hidratação.
- 05. Se o CA‑125 estiver elevado, não entre em pânico. Em Meigs ele pode estar alto e normaliza após a cirurgia. Aguarde o resultado da patologia para confirmar benignidade.
- 06. Mantenha um diário de sintomas: anote quando o inchaço começou, se piora durante o dia, se a falta de ar limita atividades. Isso ajuda o médico no diagnóstico.
- 07. Após o tratamento, continue com consultas ginecológicas regulares (ao menos anuais) para monitorar o ovário remanescente, já que a paciente pode desenvolver novos tumores.
Perguntas Frequentes sobre Síndrome de Meigs
O que é a Síndrome de Meigs em termos simples?
É uma condição rara em que um tumor benigno no ovário causa acúmulo de líquido na barriga e no pulmão. A boa notícia é que, ao retirar o tumor, todo o líquido desaparece e a paciente fica curada, sem precisar de quimioterapia.
Quem tem Síndrome de Meigs precisa de cirurgia?
Sim, a cirurgia para remover o tumor é o único tratamento eficaz. Em alguns casos, a paciente pode precisar de uma punção para aliviar a falta de ar antes da cirurgia, mas o definitivo é operar.
O CA‑125 fica alterado na Síndrome de Meigs?
Sim, em cerca de metade dos casos o CA‑125 está elevado. Isso ocorre porque o líquido ascítico irrita o peritônio, aumentando o marcador. Após a cirurgia, os níveis voltam ao normal, o que ajuda a confirmar o diagnóstico.
É possível engravidar depois da cirurgia?
Depende do tipo de cirurgia. Se apenas o tumor for retirado e o ovário preservado, a fertilidade é mantida. Se for necessário retirar todo o ovário, a paciente ainda pode engravidar com o ovário contralateral, desde que ele funcione bem.
A Síndrome de Meigs é câncer?
Não, por definição o tumor é benigno. A síndrome leva esse nome justamente para destacar que a combinação de sintomas (massa + ascite + derrame) pode ocorrer sem malignidade. A confirmação vem da biópsia do tumor.
Quanto tempo demora para o líquido sumir depois da cirurgia?
Geralmente entre 2 e 4 semanas. O líquido ascítico é reabsorvido pela circulação, e o derrame pleural também desaparece espontaneamente. Em casos raros, pode levar até 6 semanas.
O que diferencia a Síndrome de Meigs do câncer de ovário?
No câncer de ovário, o tumor é maligno e pode ter implantes peritoneais, metástases e ascite citológica positiva. Na Meigs, o tumor é benigno, a citologia da ascite é negativa e, principalmente, a remoção cirúrgica resolve o quadro.
Existe algum tratamento não cirúrgico?
Não. Como a causa é o tumor, a única forma de interromper a produção de líquido é removê-lo. Medidas paliativas como diuréticos ou drenagens repetidas não tratam a causa e não são recomendadas.
A Síndrome de Meigs pode voltar depois de tratada?
Se o tumor for completamente retirado e for benigno, a recidiva é extremamente rara. Pode ocorrer se o tumor não for totalmente ressecado ou se a paciente desenvolver um novo tumor no outro ovário. Por isso, o acompanhamento ginecológico é importante.
Preciso fazer exames de imagem antes da cirurgia?
Sim, ultrassom transvaginal e tomografia de abdome/tórax são essenciais para caracterizar o tumor, quantificar os líquidos e planejar a cirurgia. Em alguns casos, a ressonância magnética também é útil.
A Síndrome de Meigs é hereditária?
Na maioria dos casos, não. É uma condição esporádica. Porém, algumas síndromes genéticas (como a síndrome de Gorlin) aumentam o risco de fibromas ovarianos, que podem levar à Meigs.
O que fazer se eu tiver ascite e derrame pleural e ainda não sei a causa?
Procure um serviço de ginecologia ou clínica médica com urgência. O diagnóstico diferencial inclui doenças graves, e você precisa de exames (imagem, análise do líquido, marcadores) para definir a conduta.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 25/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.
Referências:
MedlinePlus – Cistos Ovarianos (inglês) |
Manual MSD – Síndrome de Meigs
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