quinta-feira, julho 2, 2026

O Que e Ulcera Venosa

Dado importante

Estima-se que, no Brasil, cerca de 1,5 milhão de pessoas convivam com úlceras venosas ativas, representando aproximadamente 70% de todas as úlceras de perna. A condição afeta principalmente idosos acima de 65 anos e gera um custo elevado ao sistema de saúde, com impactos significativos na qualidade de vida e na capacidade de trabalho dos pacientes. Dados do Ministério da Saúde (2025) indicam que o número de casos cresce 5% ao ano, impulsionado pelo envelhecimento populacional e pelo aumento da obesidade.

Você já notou uma ferida na perna que simplesmente não cicatriza, mesmo depois de semanas de cuidados em casa? Essa é uma realidade para milhares de brasileiros que sofrem com a úlcera venosa – uma lesão persistente que surge, na maioria das vezes, na região do tornozelo ou na parte inferior da perna. Diferente de um machucado comum, essa ferida está diretamente ligada a problemas na circulação sanguínea das veias, e exige tratamento especializado para evitar complicações e promover a cura. Neste artigo, você vai entender o que é a úlcera venosa, por que ela ocorre, quais os sinais de alerta e como tratá-la de forma eficaz.

Resumo rápido

  • O que é: Ferida crônica na perna causada por insuficiência venosa crônica (mau funcionamento das válvulas das veias).
  • Quando ocorre: Quando o sangue não retorna adequadamente ao coração, acumulando-se nas pernas e provocando aumento da pressão venosa, edema e lesão na pele.
  • Quem trata: Angiologista, cirurgião vascular, dermatologista ou enfermeiro estomaterapeuta.
  • Urgência: Moderada a alta – requer avaliação médica para iniciar o tratamento; sinais de infecção (pus, vermelhidão intensa, febre) exigem atendimento imediato.
  • Tratamento: Terapia compressiva (meias ou bandagens), cuidados locais com a ferida, medicamentos para melhorar a circulação e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos ou a laser para corrigir as veias doentes.
Exemplo prático

Dona Maria, 68 anos, aposentada e moradora de Fortaleza, notou uma pequena ferida na parte interna do tornozelo direito após bater a perna na borda da cama. Ela achou que iria cicatrizar sozinha, mas depois de três meses o ferimento só aumentou, ficou com bordas irregulares, secreção amarelada e a perna inchava ao final do dia. Preocupada, procurou a Clínica Popular Fortaleza, onde o angiologista diagnosticou úlcera venosa causada por insuficiência das veias safenas. Com o uso de meias de compressão elástica, curativos especiais e orientação para elevar as pernas, a ferida começou a fechar em oito semanas. Dona Maria hoje mantém o acompanhamento regular e conseguiu evitar novas lesões.

Atenção: Se você tem uma ferida na perna que não cicatriza há mais de duas semanas, ou se apresenta sinais de infecção como pus, vermelhidão que se espalha, dor intensa, mau cheiro ou febre, procure imediatamente um serviço de saúde. A úlcera venosa não tratada pode evoluir para celulite, infecção óssea (osteomielite) ou até sepse, colocando sua vida em risco.

O que é úlcera venosa saúde

A úlcera venosa é uma ferida crônica localizada geralmente nos membros inferiores, resultante da insuficiência venosa crônica (IVC). Para entender melhor: nossas veias possuem válvulas que impedem o refluxo do sangue enquanto ele retorna ao coração. Quando essas válvulas enfraquecem ou se danificam, o sangue se acumula nas pernas, aumentando a pressão dentro das veias. Esse processo, chamado de hipertensão venosa, danifica os tecidos ao redor, causando inflamação, edema (inchaço) e, eventualmente, a ruptura da pele, formando a úlcera. A úlcera venosa é o estágio mais avançado da doença venosa crônica e representa um importante problema de saúde pública. Estima-se que 1% da população adulta mundial tenha uma úlcera venosa ativa em algum momento da vida, e a prevalência aumenta para cerca de 3% a 5% entre pessoas com mais de 65 anos. No Brasil, a condição é uma das principais causas de afastamento do trabalho e impacto na qualidade de vida, pois a ferida costuma ser dolorosa, exige cuidados frequentes e tem alta taxa de recorrência se não houver tratamento adequado da causa subjacente. A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e manejo correto, a maioria das úlceras venosas cicatriza.

Como funciona e qual sua importância no organismo

A úlcera venosa não é apenas uma ferida superficial; ela reflete um distúrbio circulatório que afeta todo o organismo. O sistema venoso dos membros inferiores depende do bom funcionamento das válvulas e da contração dos músculos da panturrilha (bomba muscular) para impulsionar o sangue de volta ao coração. Quando a insuficiência venosa se instala, o sangue estagna nas pernas, levando ao acúmulo de líquido (edema) e à liberação de substâncias inflamatórias que lesionam a pele e o tecido subcutâneo. Com o tempo, a pele fica mais fina, escura (dermatite ocre) e propensa a pequenos traumas que evoluem para feridas. A importância clínica vai além do local: a úlcera venosa pode causar dor crônica, limitação da mobilidade, infecções recorrentes e até deformidades articulares se a imobilização for prolongada. Além disso, o odor e a drenagem de secreções afetam a autoestima e o convívio social, levando a isolamento e depressão. Do ponto de vista fisiológico, a ferida representa uma falha na capacidade de reparo tecidual, que depende de oxigênio e nutrientes levados pelo sangue. Por isso, tratar a causa circulatória é essencial, e não apenas cuidar do ferimento em si. O entendimento desse mecanismo é fundamental para qualquer pessoa que convive com a condição, pois mostra que o uso de meias de compressão e a elevação das pernas não são opcionais – são parte central do tratamento.

Tipos e variações

Embora a úlcera venosa seja a mais comum entre as úlceras de perna, existem variações importantes que o médico precisa diferenciar para oferecer o tratamento correto. A classificação mais utilizada é baseada na etiologia e nas características clínicas:

  • Úlcera venosa típica: Localizada na região maleolar medial (parte interna do tornozelo), bordas irregulares, fundo com tecido de granulação (avermelhado) ou amarelado (fibrina), edema ao redor, pele com manchas acastanhadas (dermatite ocre) e lipodermatosclerose (endurecimento da pele).
  • Úlcera venosa atípica: Pode ocorrer em outras regiões da perna, ter bordas bem definidas ou estar associada a doenças sistêmicas como anemia falciforme, vasculites ou hipertensão arterial (úlcera de Martorell).
  • Úlcera mista: Quando há associação de insuficiência venosa com doença arterial periférica (estreitamento das artérias). Nesse caso, o tratamento compressivo precisa ser feito com cautela, pois a compressão excessiva pode piorar a isquemia.
  • Úlcera de estase: Termo antigo para designar a úlcera causada pelo acúmulo venoso, mas hoje preferimos chamar de úlcera venosa.

Além disso, as úlceras podem ser classificadas quanto ao tempo de evolução (agudas vs. crônicas) e quanto à presença de infecção. O angiologista pode solicitar exames como o Doppler venoso e arterial para determinar o tipo exato e planejar a terapia.

Causas e fatores de risco

A causa raiz da úlcera venosa é a insuficiência venosa crônica, que pode ser primária (por fraqueza intrínseca das válvulas) ou secundária (após trombose venosa profunda – TVP). Os principais fatores de risco incluem:

  • Idade avançada: O envelhecimento natural enfraquece as paredes venosas e as válvulas.
  • Sexo feminino: Mais comum em mulheres devido a influências hormonais e maior incidência de varizes.
  • Obesidade: Aumenta a pressão intra-abdominal e dificulta o retorno venoso.
  • Gestação: Múltiplas gestações predispõem à dilatação venosa.
  • Tabagismo: Prejudica a microcirculação e a cicatrização.
  • Sedentarismo e profissões que exigem longos períodos em pé ou sentado: Falta de contração da panturrilha compromete a bomba muscular.
  • Histórico de trombose venosa profunda: Danifica as válvulas, causando síndrome pós-trombótica.
  • Hereditariedade: Predisposição genética para varizes e insuficiência venosa.
  • Trauma local: Pequenos machucados em pernas já comprometidas podem desencadear a úlcera.

É importante que o paciente reconheça esses fatores e busque orientação médica para controlar os que são modificáveis, como peso, atividade física e cessação do tabagismo.

Sintomas e manifestações clínicas

Os sintomas da úlcera venosa vão além da ferida visível. Antes do surgimento da lesão, o paciente costuma apresentar sinais de insuficiência venosa crônica, como:

  • Perna inchada (edema) que piora no final do dia e melhora ao deitar ou elevar o membro.
  • Sensação de peso, cansaço e dor nas pernas, especialmente após ficar muito tempo em pé.
  • Coceira e ressecamento na pele, principalmente na região do tornozelo.
  • Manchas acastanhadas ou avermelhadas (dermatite ocre) e endurecimento da pele (lipodermatosclerose).
  • Veias varicosas superficiais dilatadas.

A úlcera em si geralmente é indolor ou provoca dor leve, mas pode se tornar intensamente dolorosa se infectada ou se houver componente arterial. A ferida tem bordas irregulares, fundo com tecido de granulação (vermelho vivo) ou coberto por placa amarelada (fibrina). Pode secretar líquido claro ou amarelado (exsudato) e, em casos infeccionados, apresentar pus, odor fétido e vermelhidão ao redor. O paciente também pode referir limitação para caminhar e dificuldade para usar calçados devido ao inchaço.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da úlcera venosa é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico detalhado. O médico angiologista ou cirurgião vascular irá:

  • Perguntar sobre o tempo de evolução da ferida, sintomas associados, história de trombose, cirurgias e fatores de risco.
  • Inspecionar a localização, tamanho, profundidade, aspecto do leito e bordas da úlcera.
  • Avaliar a pele ao redor (edema, dermatite ocre, lipodermatosclerose) e palpar os pulsos arteriais (pedioso e tibial posterior) para descartar doença arterial.
  • Realizar o Índice Tornozelo-Braquial (ITB) para medir a pressão arterial nos membros inferiores – valores abaixo de 0,9 indicam comprometimento arterial.
  • Solicitar ultrassom Doppler venoso e arterial para confirmar a insuficiência venosa, identificar veias incompetentes e avaliar a circulação arterial.

Exames complementares como hemograma, glicemia, função renal e provas de função tireoidiana podem ser pedidos para afastar doenças sistêmicas que prejudicam a cicatrização (diabetes, anemia, hipotireoidismo). Em casos suspeitos de infecção, pode ser coletado swab da ferida para cultura e antibiograma.

Tratamentos e abordagens terapêuticas

O tratamento da úlcera venosa é multifatorial e envolve cuidados locais, medidas gerais e, se necessário, procedimentos intervencionistas. O pilar principal é a terapia compressiva, que reduz o edema e melhora o retorno venoso. As principais abordagens são:

  • Terapia compressiva: Meias elásticas de compressão graduada (20-40 mmHg) ou bandagens multicamadas, sempre orientadas por profissional treinado. A compressão alivia a dor e acelera a cicatrização.
  • Cuidados com a ferida: Limpeza com soro fisiológico, desbridamento (remoção de tecido morto) se necessário, e uso de curativos adequados conforme o estágio (hidrocoloides, alginatos, espumas, hidrogéis, coberturas com prata em caso de infecção).
  • Elevação das pernas: Deitar com os pés acima do nível do coração por 30 minutos, 3-4 vezes ao dia, e dormir com os pés elevados.
  • Medicamentos: Venotrópicos (diosmina, hesperidina) podem auxiliar nos sintomas, mas não substituem a compressão. Antibióticos sistêmicos apenas se houver infecção confirmada.
  • Tratamento intervencionista: Quando a insuficiência venosa é grave, podem ser indicados procedimentos como ablação térmica (laser ou radiofrequência), escleroterapia ou cirurgia de ligadura e stripping das veias safenas incompetentes.
  • Enxerto de pele: Em úlceras extensas ou refratárias, o transplante de pele (autólogo ou cultivo) pode ser necessário.

O acompanhamento multidisciplinar (angiologista, enfermeiro estomaterapeuta, nutricionista) é fundamental para o sucesso terapêutico.

Prevenção e cuidados contínuos

Após a cicatrização, o risco de recorrência da úlcera venosa é alto se as medidas preventivas não forem mantidas. As principais recomendações incluem:

  • Uso contínuo de meias de compressão, geralmente para o resto da vida, com orientação médica sobre a pressão adequada.
  • Elevação frequente das pernas ao longo do dia.
  • Prática regular de exercícios físicos, especialmente caminhadas e movimentos que ativem a panturrilha (subir e descer escadas, pedalar).
  • Manutenção do peso saudável e dieta equilibrada para evitar sobrecarga venosa.
  • Cuidados com a pele: hidratação diária com cremes emolientes, evitar traumas, usar calçados confortáveis e meias de algodão.
  • Acompanhamento periódico com o angiologista para monitoramento da circulação e detecção precoce de novas lesões.

Quando procurar ajuda médica

Você deve procurar atendimento médico imediatamente se:

  • Apresentar uma ferida na perna que não cicatriza em duas semanas.
  • A ferida aumentar de tamanho, ficar mais profunda ou apresentar sinais de infecção (pus, vermelhidão extensa, dor intensa, febre, mau cheiro).
  • Sentir dor súbita e intensa na perna, especialmente se acompanhada de palidez, frio ou falta de pulsação (pode indicar isquemia arterial aguda).
  • Notar inchaço repentino da perna, possível sinal de trombose venosa profunda (TVP).
  • Estiver com febre sem causa aparente.

Mesmo sem urgência, qualquer ferida que persista ou que esteja associada aos sintomas de insuficiência venosa merece avaliação médica para iniciar o tratamento precoce.

Complicações possíveis

Se não tratada ou tratada inadequadamente, a úlcera venosa pode evoluir para complicações sérias:

  • Infecção local e celulite: Bactérias invadem os tecidos ao redor, causando inflamação que pode se espalhar.
  • Osteomielite: Infecção óssea adjacente à úlcera, de difícil tratamento e que pode levar a amputação.
  • Sepse: A infecção generalizada é uma emergência com risco de morte.
  • Deformidades e contraturas: A imobilização prolongada pode enrijecer o tornozelo e o pé.
  • Eczema e dermatite de contato: Reações alérgicas a curativos ou pomadas.
  • Carcinoma espinocelular (úlcera de Marjolin): Raro, mas possível em úlceras crônicas de longa duração.

A prevenção dessas complicações depende do tratamento adequado e do acompanhamento regular.

Dicas Práticas

  1. 01. Eleve as pernas sempre que possível: ao assistir TV, ler ou dormir, coloque travesseiros ou almofadas sob os pés para que fiquem acima do nível do coração. Isso reduz o inchaço e alivia a pressão nas veias.
  2. 02. Use meias de compressão diariamente, retirando apenas para dormir. A compressão é o tratamento mais eficaz para evitar que a úlcera retorne. Consulte um especialista para saber a pressão ideal.
  3. 03. Hidrate a pele das pernas com cremes sem perfume e sem álcool, principalmente após o banho. Pele ressecada racha e favorece novas feridas.
  4. 04. Pratique caminhadas leves por 20-30 minutos todos os dias. O movimento da panturrilha funciona como uma “bomba” que ajuda o sangue a voltar ao coração.
  5. 05. Mantenha o peso controlado e alimente-se de forma equilibrada, rica em proteínas, vitaminas C e E, e zinco – nutrientes essenciais para a cicatrização.
  6. 06. Nunca fure ou aperte bolhas de água que possam surgir na perna. Elas podem ser um sinal de extravasamento de líquido e devem ser avaliadas por um profissional.
  7. 07. Evite o tabagismo: o cigarro prejudica a circulação e atrasa a cicatrização em até 50%. Se você fuma, busque ajuda para parar.

Perguntas Frequentes sobre úlcera venosa saúde

Úlcera venosa tem cura?

Sim, a úlcera venosa pode cicatrizar com o tratamento correto. No entanto, a doença de base (insuficiência venosa crônica) não tem cura definitiva na maioria dos casos. O objetivo é controlar os sintomas, cicatrizar a ferida e prevenir recorrências com o uso contínuo de meias de compressão e mudanças no estilo de vida.

Qual a diferença entre úlcera venosa e úlcera arterial?

A úlcera venosa é causada por problemas nas veias (estase sanguínea), geralmente na parte interna do tornozelo, com bordas irregulares e pouca dor. Já a úlcera arterial decorre da má circulação arterial (isquemia), localiza-se mais nos dedos, calcanhares ou na parte externa da perna, é muito dolorosa e a pele ao redor é fria e pálida. O diagnóstico diferencial é essencial para o tratamento correto, pois a compressão usada na úlcera venosa pode ser perigosa na arterial.

Pode usar pomada caseira em úlcera venosa?

Não é recomendado. Pomadas caseiras, cremes antibióticos sem prescrição ou produtos como açúcar e mel podem alterar o pH e a umidade da ferida, favorecer infecções ou causar alergias. O tratamento local deve ser orientado por um profissional de saúde especializado, que indicará o curativo adequado para cada fase da cicatrização.

Quanto tempo leva para uma úlcera venosa cicatrizar?

O tempo de cicatrização varia conforme o tamanho, profundidade, presença de infecção e adesão ao tratamento. Em média, com terapia compressiva adequada, uma úlcera venosa pequena pode cicatrizar em 6 a 12 semanas. Úlceras maiores ou crônicas podem levar vários meses. É fundamental manter o acompanhamento regular para ajustar as condutas.

Úlcera venosa dói?

Muitos pacientes relatam que a úlcera venosa em si não dói, mas pode causar desconforto, sensação de peso ou queimação, especialmente se houver edema. A dor costuma ser mais intensa em casos de infecção, lesão arterial associada ou quando a ferida está exposta a substâncias irritantes. O alívio da dor é um dos objetivos do tratamento.

É necessário fazer curativo todos os dias?

A frequência da troca do curativo depende do tipo de cobertura utilizada e da quantidade de exsudato (secreção). Curativos modernos podem permanecer por 2 a 7 dias, reduzindo o trauma e os custos. O profissional de saúde determinará o intervalo ideal. Em geral, quanto mais exsudato, mais frequente a troca.

Quais alimentos ajudam na cicatrização?

Alimentos ricos em proteínas (carnes magras, ovos, leite, leguminosas), vitamina C (laranja, acerola, kiwi), vitamina E (castanhas, sementes) e zinco (ostras, carne vermelha, feijão) são importantes para a regeneração dos tecidos. A hidratação adequada também é essencial. Evite açúcar e gorduras em excesso, que inflamam o organismo.

Posso fazer exercícios com úlcera venosa?

Sim, e é recomendado. Exercícios leves como caminhadas e fortalecimento da panturrilha ajudam a bombear o sangue e reduzem o inchaço. Evite apenas atividades de alto impacto ou que provoquem trauma no local da ferida. Consulte seu médico antes de iniciar qualquer programa de exercícios.

A úlcera venosa pode voltar depois de cicatrizada?

Sim, a taxa de recorrência é alta, chegando a 70% em 5 anos sem cuidados preventivos. O uso contínuo de meias de compressão, elevação das pernas e acompanhamento médico reduzem significativamente esse risco. Por isso, o tratamento não termina com a cicatrização – ele se torna um cuidado para a vida toda.

Qual especialista trata úlcera venosa?

O angiologista ou cirurgião vascular é o médico mais indicado para diagnosticar e tratar a insuficiência venosa e a úlcera. O dermatologista pode auxiliar no cuidado com a pele ao redor, e o enfermeiro estomaterapeuta é um profissional essencial para o manejo dos curativos e orientação ao paciente. Na Clínica Popular Fortaleza, você encontra uma equipe multidisciplinar preparada para atender essas necessidades.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 25/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.

Fontes externas: MedlinePlus – Úlceras Venosas | Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) | MSD Saúde

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