quarta-feira, julho 8, 2026

O Que e Ultrassonografia Endovaginal






Ultrassonografia Endovaginal: Tudo que Você Precisa Saber | Clinica Popular Fortaleza

Dado importante

Estima-se que até 80% das mulheres em idade reprodutiva apresentem miomas uterinos, e a ultrassonografia endovaginal é o método padrão-ouro para diagnóstico precoce, segundo dados do Ministério da Saúde (2025). Além disso, cerca de 1 em cada 10 mulheres será investigada por dor pélvica crônica, sendo o exame endovaginal a primeira escolha na avaliação.

Você já sentiu dores pélvicas persistentes, suspeitou de cistos ou miomas, ou recebeu uma recomendação médica para uma ultrassonografia endovaginal e ficou com dúvidas sobre como é feita? A ultrassonografia endovaginal é um dos exames mais importantes na saúde da mulher, permitindo visualizar detalhadamente útero, ovários, trompas e estruturas adjacentes. Neste artigo completo, vamos explicar de forma clara e acessível o que é, como é realizada, quais condições ela ajuda a diagnosticar, e tudo que você precisa saber para se sentir segura e informada.

Resumo rápido

  • O que é: Exame de imagem que utiliza ondas sonoras para visualizar os órgãos pélvicos femininos por meio de um transdutor inserido na vagina.
  • Quando ocorre: Indicado para investigar dores pélvicas, sangramentos anormais, infertilidade, suspeita de miomas, cistos, endometriose, entre outras condições.
  • Quem trata: Ginecologistas e obstetras são os especialistas que solicitam e interpretam o exame.
  • Urgência: Baixa a moderada – exames eletivos podem ser agendados, mas sintomas agudos como dor intensa ou sangramento volumoso requerem atendimento imediato.
  • Tratamento: Depende do achado; pode variar de acompanhamento clínico a medicamentos ou cirurgias minimamente invasivas.

Exemplo prático

Maria, 34 anos, começou a sentir cólicas menstruais cada vez mais intensas e sangramento fora do período. Preocupada, consultou um ginecologista, que solicitou uma ultrassonografia endovaginal. Durante o exame, ela ficou deitada com as pernas flexionadas, e o médico inseriu o transdutor (revestido com gel e preservativo) delicadamente. Em poucos minutos, as imagens revelaram um mioma intramural de 3 cm. Maria recebeu orientações sobre tratamento medicamentoso e retorno em 6 meses para novo controle. O exame foi indolor e rápido, trazendo clareza ao diagnóstico.

Atenção: Embora a ultrassonografia endovaginal seja um exame seguro, mulheres com sangramento vaginal ativo intenso, infecção pélvica aguda ou que estejam em trabalho de parto devem informar o médico antes do procedimento. Em caso de dor pélvica súbita e intensa, febre ou sangramento com coágulos, procure atendimento de emergência imediatamente.

O que é Ultrassonografia Endovaginal

A ultrassonografia endovaginal, também conhecida como ultrassom transvaginal, é um exame de imagem não invasivo que utiliza ondas sonoras de alta frequência (ultrassom) para criar imagens detalhadas dos órgãos pélvicos femininos. Diferente do ultrassom abdominal, o transdutor é inserido na vagina, o que permite uma visualização muito mais próxima e nítida do útero, endométrio, ovários, trompas de Falópio, colo do útero e fundo de saco de Douglas. O procedimento é indolor, dura em média 15 a 30 minutos e não utiliza radiação ionizante, sendo considerado extremamente seguro. É amplamente utilizado na rotina ginecológica para investigar desde sangramentos anormais até infertilidade, e também na obstetrícia inicial para confirmar gravidez intrauterina e avaliar o embrião nas primeiras semanas. De acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), a ultrassonografia endovaginal é o método de escolha para avaliação pélvica em mulheres não grávidas e no primeiro trimestre gestacional. O exame pode ser realizado a qualquer momento do ciclo menstrual, mas para algumas indicações específicas (como avaliação do endométrio) recomenda-se entre o 5º e o 10º dia do ciclo.

Como funciona e sua importância no organismo

O princípio da ultrassonografia endovaginal baseia-se na emissão de ondas sonoras por um transdutor revestido de gel e um preservativo descartável. As ondas penetram os tecidos e retornam como ecos, que são convertidos em imagens em tempo real. A proximidade do transdutor com os órgãos pélvicos elimina a necessidade de bexiga cheia (ao contrário do ultrassom abdominal), tornando o exame mais confortável. A importância do exame reside na sua capacidade de detectar precocemente alterações estruturais que podem passar despercebidas em exames físicos. Por exemplo, miomas (leiomiomas) são tumores benignos do músculo uterino, presentes em 70-80% das mulheres aos 50 anos, e podem ser identificados com precisão pela ultrassonografia endovaginal. Da mesma forma, cistos ovarianos, endometriomas, pólipos endometriais, e até mesmo tumores malignos em estágios iniciais podem ser visualizados. Além disso, o exame permite medir a espessura do endométrio, auxiliando no diagnóstico de hiperplasia ou câncer endometrial. Na infertilidade, é usado para monitorar o crescimento folicular e a ovulação. Em resumo, é uma ferramenta diagnóstica fundamental na saúde da mulher, capaz de guiar decisões terapêuticas com segurança.

Tipos e variações do exame

Embora o termo “ultrassonografia endovaginal” se refira ao procedimento padrão, existem variações e modalidades complementares que podem ser empregadas conforme a necessidade clínica. A ultrassonografia com Doppler colorido ou espectral avalia o fluxo sanguíneo nos órgãos pélvicos, sendo útil na caracterização de tumores (por exemplo, diferenciar um cisto simples de um cisto complexo com vascularização atípica) e na avaliação da vascularização ovariana em casos de torção ou falência ovariana. A histerossonografia (ou ultrassom com infusão salina) consiste na introdução de soro fisiológico estéril na cavidade uterina durante o exame, permitindo visualizar pólipos, miomas submucosos e aderências intrauterinas com maior clareza. Já a elastografia é uma técnica mais recente que mede a rigidez dos tecidos, ajudando na diferenciação entre lesões benignas e malignas. Em alguns centros, a ultrassonografia endovaginal é associada à biópsia guiada (como na suspeita de endometriose profunda) ou usada para guiar procedimentos como aspiração de cistos. Todas essas variações mantêm o mesmo princípio básico: o uso do transdutor vaginal para obter imagens de alta resolução. A escolha da técnica depende da suspeita clínica e da experiência do profissional.

Causas e fatores de risco para alterações detectadas

A ultrassonografia endovaginal em si não tem causas ou fatores de risco, pois é um exame diagnóstico. No entanto, as condições que levam à sua solicitação – como miomas, cistos, endometriose, pólipos ou tumores – possuem fatores de risco bem estabelecidos. Miomas uterinos estão associados a idade reprodutiva avançada, obesidade, hipertensão arterial e história familiar. Cistos ovarianos funcionais são comuns em mulheres em idade fértil e estão relacionados ao ciclo menstrual; já os cistos patológicos (endometriomas, cistos dermoides) podem ter origem genética ou inflamatória. A endometriose tem forte componente hormonal e imunológico, além de fatores genéticos e ambientais, como exposição a desreguladores endócrinos. Pólipos endometriais são mais frequentes após os 40 anos, em mulheres com obesidade, hipertensão ou uso de tamoxifeno. O câncer de endométrio, embora menos comum, tem como principais fatores de risco a obesidade, diabetes, nuliparidade, menopausa tardia e uso de estrogênio isolado sem progesterona. É importante ressaltar que a ultrassonografia endovaginal não causa nenhuma dessas condições; ela apenas as identifica. Mulheres com sintomas como sangramento pós-menopausa, dor pélvica crônica ou infertilidade devem realizar o exame para diagnóstico precoce.

Sintomas e manifestações clínicas

As condições diagnosticadas pela ultrassonografia endovaginal podem se manifestar de diversas formas. Os sintomas mais comuns que levam à solicitação do exame incluem: sangramento vaginal anormal (menstruação muito volumosa, sangramento entre ciclos, após relação sexual ou na pós-menopausa); dor pélvica crônica ou aguda (cólicas intensas, dor durante a relação sexual, dor ao urinar ou evacuar); sensação de peso na região pélvica; infertilidade (dificuldade para engravidar após um ano de tentativas); alterações no ciclo menstrual (ciclos irregulares, ausência de menstruação); corrimento vaginal suspeito; e achados em exames de rotina, como nódulos palpáveis ao toque vaginal. Em muitos casos, as condições são assintomáticas e descobertas incidentalmente durante exames de check-up. Por exemplo, cerca de 50% das mulheres com miomas não apresentam sintomas. Já a endometriose pode cursar com dor incapacitante e infertilidade, mesmo sem achados ultrassonográficos evidentes. Por isso, a ultrassonografia endovaginal é tão valiosa: ela permite detectar alterações precoces, muitas vezes antes do surgimento de sintomas graves. É fundamental que mulheres com qualquer um desses sinais busquem avaliação ginecológica.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico por ultrassonografia endovaginal segue um protocolo padronizado. Inicialmente, a paciente é orientada a esvaziar a bexiga (ao contrário do ultrassom abdominal, que exige bexiga cheia). Em seguida, deita-se na maca com as pernas flexionadas e apoiadas em suportes (posição ginecológica). O médico ou técnico em ultrassonografia reveste o transdutor com um preservativo descartável e aplica gel lubrificante. O transdutor é inserido delicadamente na vagina, e as imagens são visualizadas em um monitor. A profundidade e os ângulos são ajustados para examinar cada estrutura. O exame completo inclui: avaliação do útero (tamanho, forma, posição, miométrio e endométrio); ovários (tamanho, volume, presença de cistos ou massas); trompas (quando visíveis, geralmente em processos inflamatórios); fundo de saco de Douglas (líquido livre ou endometriomas); e colo do útero. Medidas como espessura endometrial (normal até 5 mm na pós-menopausa) e volume ovariano são registradas. O Doppler é usado para avaliar fluxo sanguíneo. O laudo médico descreve os achados e sugere diagnósticos diferenciais. Em casos de dúvida, podem ser solicitados exames complementares como ressonância magnética, histeroscopia ou biópsia. O diagnóstico final é sempre clínico, integrando os achados do exame com a história da paciente.

Tratamentos e abordagens terapêuticas

O tratamento das condições identificadas pela ultrassonografia endovaginal varia amplamente conforme o diagnóstico. Para miomas pequenos e assintomáticos, apenas acompanhamento clínico com ultrassom seriado é suficiente. Miomas sintomáticos podem ser tratados com medicamentos (anti-inflamatórios, anticoncepcionais orais, análogos do GnRH), procedimentos minimamente invasivos (embolização de miomas, ablação por radiofrequência) ou cirurgia (miomectomia ou histerectomia). Cistos ovarianos simples e funcionais geralmente regridem espontaneamente em 2-3 ciclos; se persistentes ou complexos, podem requerer cirurgia (cistectomia). Endometriose é tratada com hormonioterapia (anticoncepcionais, progesterona, agonistas do GnRH) e, em casos refratários ou com endometriomas grandes, cirurgia laparoscópica. Pólipos endometriais são removidos por histeroscopia cirúrgica. O câncer de endométrio (endométrio espessado na pós-menopausa) requer estadiamento cirúrgico e tratamento oncológico especializado. A infertilidade relacionada a alterações tubárias ou ovarianas pode ser abordada com técnicas de reprodução assistida, como fertilização in vitro. Em todos os casos, a ultrassonografia endovaginal serve como guia para o planejamento terapêutico, monitoramento da resposta ao tratamento e detecção precoce de complicações. O ginecologista é o profissional habilitado para definir a melhor conduta, sempre baseada em evidências científicas atualizadas.

Prevenção e cuidados contínuos

A ultrassonografia endovaginal não previne doenças, mas é uma ferramenta essencial na prevenção secundária – ou seja, na detecção precoce de condições que, se tratadas a tempo, têm melhor prognóstico. Cuidados contínuos incluem realizar exames ginecológicos de rotina, conforme recomendação médica. Mulheres a partir da adolescência ou início da vida sexual devem consultar o ginecologista anualmente. A ultrassonografia endovaginal pode fazer parte do check-up, especialmente na presença de fatores de risco. Além disso, manter um estilo de vida saudável (peso adequado, atividade física, alimentação balanceada) reduz o risco de miomas, câncer endometrial e outras condições. A vacinação contra o HPV previne lesões precursoras de câncer de colo do útero, que também podem ser avaliadas pelo exame. Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool são medidas importantes. Para mulheres com histórico familiar de câncer ginecológico, o rastreamento pode ser mais precoce e frequente. Cuidados específicos incluem o monitoramento de cistos ovarianos para evitar complicações como torção ou ruptura. Em caso de sintomas persistentes, mesmo com exames normais, não hesite em buscar uma segunda opinião médica. A prevenção começa com o conhecimento e o autocuidado.

Quando procurar ajuda médica

Você deve procurar um ginecologista e considerar a ultrassonografia endovaginal nas seguintes situações: sangramento vaginal anormal (menstruação excessiva, sangramento entre ciclos, após menopausa); dor pélvica que interfere na qualidade de vida (cólicas fortes, dor durante relações sexuais, dor ao urinar ou evacuar); dificuldade para engravidar após um ano de tentativas (ou seis meses se acima de 35 anos); suspeita de massa pélvica ao toque vaginal; alterações no ciclo menstrual (irregularidade, ausência de menstruação por mais de 3 meses não relacionada à gestação); corrimento vaginal persistente com odor ou sangue; e achados em exames de imagem prévios que necessitam de melhor caracterização. Também é indicada como parte da avaliação pré-operatória em cirurgias ginecológicas e no acompanhamento de pacientes com diagnóstico de miomas ou endometriose. Lembre-se: a ultrassonografia endovaginal é um exame seguro, rápido e indolor, que pode trazer respostas importantes para sua saúde. Não adie a consulta se apresentar sintomas. Em emergências – como dor abdominal súbita e intensa, sangramento volumoso com tontura, ou febre alta – procure um pronto-socorro imediatamente.

Preparo para o exame endovaginal

O preparo para a ultrassonografia endovaginal é simples e não exige grandes restrições. Ao contrário do ultrassom pélvico abdominal, que requer bexiga cheia, para o exame endovaginal a bexiga deve estar vazia, pois uma bexiga distendida pode comprimir os órgãos pélvicos e dificultar a visualização. Portanto, recomenda-se urinar imediatamente antes do procedimento. Não é necessário jejum, nem preparo intestinal. Alguns médicos orientam evitar relações sexuais nas 24 horas anteriores, especialmente se houver suspeita de infecção ou sangramento. É importante informar o profissional sobre o uso de medicamentos, histórico de alergias (látex, gel) e se há possibilidade de gravidez. O exame pode ser realizado em qualquer fase do ciclo menstrual, mas para avaliação endometrial (espessura, pólipos) o ideal é na fase proliferativa (5º ao 10º dia). Para monitoramento de folículos ovarianos, segue-se o ciclo natural ou estimulado. Use roupas confortáveis, pois você precisará se despir da cintura para baixo. O procedimento é realizado com a paciente deitada em posição ginecológica, e toda a técnica é conduzida com máximo respeito à privacidade e conforto.

Diferenças entre ultrassom pélvico e endovaginal

Muitas pacientes confundem o ultrassom pélvico (transabdominal) com o endovaginal, mas eles são complementares e têm indicações distintas. O ultrassom pélvico abdominal é realizado com o transdutor sobre o abdome inferior, exigindo bexiga cheia para funcionar como “janela acústica”. Ele oferece uma visão panorâmica da pelve, sendo útil para avaliar grandes massas, gestações avançadas e estruturas superficiais. Porém, a qualidade da imagem é inferior ao endovaginal, especialmente em mulheres obesas ou com alças intestinais interpostas. Já a ultrassonografia endovaginal utiliza um transdutor de alta frequência posicionado dentro da vagina, proporcionando imagens de resolução muito superior, principalmente do endométrio, ovários e colo uterino. É o método de escolha para avaliação detalhada de sangramentos, infertilidade, endometriose e miomas submucosos. Em muitos protocolos, o exame pélvico abdominal é feito como triagem inicial, e o endovaginal é reservado para casos que necessitam de maior detalhamento. Ambos são seguros, indolores e livres de radiação. A escolha entre eles depende da indicação clínica e da orientação médica.

Dicas Práticas

  1. 01. Beba água normalmente antes do exame, mas urine assim que sentir vontade para manter a bexiga vazia.
  2. 02. Informe ao médico se estiver grávida ou suspeitar de gravidez – o exame é seguro, mas o profissional precisa saber.
  3. 03. Leve seus exames anteriores (ultrassom, ressonância) para comparação, se possível.
  4. 04. Use roupas que facilitem o acesso à região pélvica, como saia ou vestido.
  5. 05. Não use absorvente interno ou faça duchas vaginais nas 24 horas que antecedem o exame.
  6. 06. Relaxe durante o procedimento – a tensão muscular pode dificultar a inserção do transdutor.
  7. 07. Pergunte ao profissional sobre os achados imediatamente; muitas dúvidas podem ser esclarecidas durante o exame.
  8. 08. Agende o exame para a fase adequada do ciclo, conforme orientação do seu ginecologista.

Perguntas Frequentes sobre ultrassonografia endovaginal

1. A ultrassonografia endovaginal dói?

Em geral, o exame é indolor. Pode haver um leve desconforto devido ao formato do transdutor e à posição, mas não causa dor significativa. Mulheres com vaginismo ou infecções vaginais podem sentir mais sensibilidade; nesses casos, informe o profissional.

2. Preciso estar menstruada para fazer o exame?

Não necessariamente. O exame pode ser feito em qualquer fase do ciclo, mas para algumas avaliações (endométrio, monitoramento folicular) o médico pode recomendar um período específico. Evite fazer o exame durante o fluxo menstrual intenso para melhor visualização.

3. O transdutor é descartável? Existe risco de contaminação?

Não, o transdutor é reutilizável, mas é sempre revestido com um preservativo descartável e higienizado com produtos esterilizantes entre cada paciente. O risco de infecção é praticamente nulo.

4. Posso fazer ultrassonografia endovaginal durante a gravidez?

Sim, é o exame padrão no primeiro trimestre gestacional para confirmar gravidez intrauterina, avaliar batimentos cardíacos e medir o embrião. É seguro para o bebê, pois não usa radiação.

5. Quanto tempo dura o exame?

Entre 15 e 30 minutos, dependendo da complexidade dos achados e da necessidade de complementação com Doppler.

6. Posso ter relação sexual antes do exame?

Recomenda-se evitar relações sexuais nas 24 horas anteriores, especialmente se houver suspeita de infecção ou sangramento, para não interferir na imagem ou causar desconforto.

7. O que significa a espessura endometrial aumentada?

A espessura endometrial normal varia conforme a fase do ciclo e a idade. Na pós-menopausa, valores acima de 5 mm são considerados suspeitos e podem indicar pólipo, hiperplasia ou câncer, necessitando de investigação adicional (histeroscopia com biópsia).

8. A ultrassonografia endovaginal detecta todos os tipos de câncer ginecológico?

Ela é excelente para detectar tumores no útero (endométrio, miométrio) e nos ovários, mas não substitui a citologia (Papanicolau) para câncer de colo do útero, nem a ressonância magnética para certos estágios. É uma ferramenta complementar no rastreamento.

9. Quais são as contraindicações do exame?

Não há contraindicações absolutas. Contraindicações relativas incluem sangramento vaginal muito ativo, infecção pélvica aguda (como doença inflamatória pélvica) e impossibilidade de posicionamento (ex: cirurgias vaginais recentes). Nestes casos, o médico pode optar pelo ultrassom abdominal.

10. Com que frequência devo repetir a ultrassonografia endovaginal?

Depende do motivo. Para acompanhamento de miomas ou cistos, geralmente a cada 6 a 12 meses. Para rastreamento em mulheres assintomáticas com fatores de risco, a frequência é definida pelo ginecologista. Em geral, não há necessidade de repetir anualmente se não houver alterações.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 25/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.

Fontes consultadas:
MedlinePlus – Ultrassonografia Pélvica
MSD Manual – Ultrassonografia Pélvica
BVS – Biblioteca Virtual em Saúde

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