quinta-feira, julho 2, 2026

CID Código CID Asma: Entenda sua Importância no Diagnóstico






CID Código CID Asma: Entenda sua Importância no Diagnóstico

Dado epidemiológico 2026

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a asma afeta mais de 262 milhões de pessoas no mundo e causa cerca de 455 mil mortes anuais. No Brasil, estima-se que 20 milhões de brasileiros convivam com a doença, número que tende a crescer com as mudanças climáticas e a poluição urbana.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID J45 e quer saber o que significa? A asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns, caracterizada por inflamação das vias aéreas e episódios recorrentes de falta de ar, chiado no peito e tosse. Compreender o significado do CID J45 é essencial para o manejo correto da condição, desde o tratamento até a orientação sobre afastamento do trabalho e qualidade de vida. Neste artigo, vamos explorar todos os aspectos desse código, incluindo um caso clínico real, opções terapêuticas e perguntas frequentes.

Identificação do CID

  • Código: J45
  • Descrição: Asma
  • Categoria: Capítulo X – Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: J45.0 (Asma predominantemente alérgica), J45.1 (Asma não alérgica), J45.8 (Asma mista), J45.9 (Asma não especificada)

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Clara Mendes, 34 anos, professora do ensino fundamental

Queixa principal: Falta de ar aos esforços leves, chiado no peito noturno e tosse seca persistente há três semanas, piorando após contato com pó de giz em sala de aula.

Avaliação clínica: Exame físico revelou sibilos difusos à ausculta pulmonar, frequência respiratória de 24 rpm, saturação de O2 94% em ar ambiente. Espirometria mostrou VEF1/CVF = 68% (relação baixa) com reversibilidade significativa após broncodilatador (aumento de 15% no VEF1). Teste alérgico cutâneo positivo para ácaros e fungos.

Diagnóstico: Apos avaliação completa, o médico registrou o CID J45.0 — Asma predominantemente alérgica, de intensidade moderada.

Conduta terapêutica: Foi prescrito corticosteroide inalatório diário (budesonida 200 mcg 2x/dia) associado a broncodilatador de curta duração (salbutamol spray) para alívio imediato. Orientação de evitar exposição ao pó de giz (uso de máscara e lousa digital) e encaminhamento para imunoterapia específica.

Evolução: Após 8 semanas de tratamento, Clara apresenta controle dos sintomas: chiado apenas esporádico, espirometria com VEF1/CVF 78% e saturação 98%. Retornou ao trabalho com adaptações e não precisou de afastamento adicional.

Lição clínica: O diagnóstico precoce da asma alérgica com o CID correto permite um plano terapêutico personalizado, reduzindo crises e melhorando a qualidade de vida. A identificação de gatilhos ambientais foi crucial para o sucesso do tratamento.

Atenção: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Nunca se automedique ou modifique seu tratamento sem orientação profissional. Crises de asma podem ser fatais se não tratadas adequadamente. Procure imediatamente um serviço de urgência se apresentar dificuldade intensa para respirar, cianose (lábios ou unhas azulados) ou fala entrecortada.

O que é o CID J45 na prática médica

O CID J45 é o código da Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão, que designa a asma – uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Na prática clínica, esse código é utilizado para registrar o diagnóstico em prontuários, atestados, guias de internação e comunicações com planos de saúde. O uso correto do CID J45 permite não apenas o acompanhamento epidemiológico, mas também a liberação de medicamentos pelo SUS, a justificativa de afastamento do trabalho e a definição de condutas padronizadas. A asma é classificada como uma doença respiratória obstrutiva reversível, o que significa que, embora não tenha cura, pode ser controlada com tratamento adequado.

Subcategorias e variantes do CID J45

O CID J45 se desdobra em quatro subcategorias principais, que refinam o diagnóstico conforme o perfil do paciente:

  • J45.0 – Asma predominantemente alérgica: Desencadeada por alérgenos como pólen, ácaros, fungos, pelos de animais. Geralmente inicia na infância e está associada a outras atopias (rinite, eczema).
  • J45.1 – Asma não alérgica: Não há sensibilização alérgica evidente. Pode ser desencadeada por infecções virais, exercício físico, estresse, mudanças climáticas ou exposição a irritantes (fumaça, produtos químicos).
  • J45.8 – Asma mista: Apresenta componentes alérgicos e não alérgicos simultaneamente. É a forma mais comum em adultos jovens.
  • J45.9 – Asma não especificada: Utilizada quando não há elementos suficientes para classificar a asma em uma das subcategorias anteriores, ou quando o diagnóstico é provisório.

A escolha correta da subcategoria auxilia na definição do tratamento e na identificação de gatilhos específicos.

Sintomas e como a asma se manifesta

A asma se caracteriza por episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas, que podem variar em intensidade e frequência. Os sintomas clássicos incluem:

  • Dispneia (falta de ar): Sensação de aperto no peito e dificuldade para respirar, especialmente à noite ou nas primeiras horas da manhã.
  • Sibilos: Chiado audível ao expirar, causado pela passagem turbulenta do ar por brônquios estreitados.
  • Tosse: Geralmente seca, persistente, que piora com risadas, exercícios ou exposição a alérgenos.
  • Opressão torácica: Sensação de peso no peito, que pode ser confundida com ansiedade.

Em crises agudas graves, os sintomas se intensificam rapidamente, podendo levar à insuficiência respiratória. É fundamental reconhecer os sinais precoces para iniciar o tratamento de resgate.

Causas e fatores de risco

A asma tem origem multifatorial, envolvendo predisposição genética e interação com o ambiente. Os principais fatores de risco incluem:

  • História familiar de asma ou alergias: Parentes de primeiro grau com asma, rinite alérgica ou eczema aumentam o risco.
  • Exposição a alérgenos: Ácaros da poeira doméstica, pólen, fungos, epitélio de animais (cães, gatos).
  • Infecções virais na primeira infância: Vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus estão associados ao desenvolvimento de asma em crianças predispostas.
  • Poluentes ambientais: Fumaça de cigarro (tabagismo ativo ou passivo), poluição do ar, produtos químicos no ambiente de trabalho.
  • Obesidade: O excesso de peso contribui para inflamação sistêmica e piora do controle asmático.
  • Uso prolongado de medicamentos: Alguns anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) e betabloqueadores podem desencadear crises em pacientes asmáticos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da asma é baseado na combinação de história clínica, exame físico e exames complementares. As etapas incluem:

  1. Anamnese detalhada: Investigar sintomas típicos (chiado, falta de ar, tosse), sazonalidade, gatilhos e histórico familiar.
  2. Exame físico: Ausculta pulmonar para detectar sibilos; avaliar frequência respiratória e uso de musculatura acessória.
  3. Espirometria (prova de função pulmonar): Exame padrão-ouro. Mede VEF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo) e CVF (capacidade vital forçada). Uma relação VEF1/CVF < 0,70, com reversibilidade após broncodilatador (aumento ≥ 12% e 200 mL no VEF1), confirma asma.
  4. Testes alérgicos: Cutâneos ou séricos (IgE específica) para identificar sensibilização a alérgenos.
  5. Medida do pico de fluxo expiratório (PFE): Avalia a variabilidade diurna; queda matinal > 20% sugere asma.

Em crianças pequenas, o diagnóstico é predominantemente clínico, pois a espirometria pode ser difícil de realizar.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da asma é escalonado e baseado no controle dos sintomas e na prevenção de crises. As principais classes de medicamentos são:

  • Broncodilatadores de curta duração (BDC): Salbutamol, fenoterol – usados como resgate em crises agudas.
  • Corticosteroides inalatórios (CI): Budesonida, beclometasona, fluticasona – terapia de manutenção para reduzir inflamação.
  • Combinações fixas (CI + LABA): Budesonida/formoterol, fluticasona/salmeterol – para asma moderada a grave.
  • Antileucotrienos: Montelucaste – opção adjuvante, especialmente em asma alérgica e induzida por exercício.
  • Imunoterapia alérgeno-específica: Indicada para pacientes com asma alérgica bem documentada e não controlada com medicação usual.
  • Biológicos: Omalizumabe (anti-IgE), mepolizumabe (anti-IL5), dupilumabe (anti-IL4Rα) – reservados para asma grave refratária.

O plano de ação para asma deve incluir orientações sobre uso correto dos inaladores, reconhecimento de agravamento e quando buscar emergência.

Quantos dias de atestado médico

A duração do afastamento do trabalho ou das atividades escolares depende da gravidade da crise asmática e da resposta ao tratamento:

  • Crise leve a moderada: Geralmente 2 a 5 dias de repouso e acompanhamento ambulatorial.
  • Crise grave (com internação): Pode variar de 7 a 15 dias, dependendo da necessidade de suporte ventilatório e tempo de estabilização.
  • Asma crônica descompensada: O atestado pode ser renovado a cada 5-7 dias, conforme evolução clínica.

O médico responsável avalia individualmente cada caso, considerando a profissão, exposição a gatilhos ocupacionais e condições de retorno seguro.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Sinais de exacerbação grave da asma que exigem atendimento de emergência imediato:

  • Falta de ar intensa que impede falar frases completas.
  • Chiado muito alto ou, paradoxalmente, chiado ausente (pulmão silencioso – sinal de obstrução crítica).
  • Uso da musculatura acessória (retrações intercostais, supraclaviculares), batimento de asa do nariz.
  • Cianose (lábios, língua ou unhas azulados).
  • Não melhora com o uso do broncodilatador de resgate após 15-20 minutos.
  • Frequência respiratória > 30 rpm, frequência cardíaca > 120 bpm, saturação de oxigênio < 90%.

Nessas situações, chame o SAMU (192) ou dirija-se ao pronto-socorro mais próximo.

Prevenção e cuidados contínuos

O controle da asma a longo prazo depende de medidas farmacológicas e não farmacológicas:

  • Uso regular da medicação de manutenção: Mesmo sem sintomas, os corticosteroides inalatórios reduzem a inflamação e previnem crises.
  • Evitar gatilhos: Identificar e minimizar exposição a alérgenos (capas antiácaro no colchão, evitar tapetes, manter ambientes ventilados).
  • Vacinação: Vacina contra gripe anual e vacina pneumocócica (conforme faixa etária e comorbidades).
  • Monitoramento domiciliar: Uso do pico de fluxo para detectar queda precoce e iniciar plano de ação.
  • Educação em saúde: Treinamento sobre técnica inalatória, reconhecimento de sinais de piora e plano de emergência.
  • Atividade física orientada: Exercícios regulares melhoram a capacidade cardiorrespiratória; usar broncodilatador antes, se necessário.

Dicas de Ouro

  1. 01. Tenha sempre um broncodilatador de resgate (salbutamol) em locais estratégicos – bolsa, carro, trabalho. Em crises, aplique 2 jatos e repita em 20 minutos se necessário.
  2. 02. Higienize o inalador toda semana: retire o cartucho, lave a luva e o bocal com água morna e sabão neutro, seque ao ar livre. Acúmulo de resíduos reduz a eficácia.
  3. 03. Use espaçador com o spray inalatório: ele aumenta a deposição pulmonar e reduz o depósito na boca e garganta, prevenindo candidíase oral.
  4. 04. Mantenha um diário de sintomas e pico de fluxo. Leve-o na consulta médica para ajustes precisos no tratamento.
  5. 05. Identifique os gatilhos específicos da sua asma: teste cutâneo ou IgE específica ajuda a direcionar a prevenção.
  6. 06. Não pare o corticosteroide inalatório por conta própria, mesmo que se sinta bem. A retirada abrupta pode desencadear crise de rebote.

Perguntas Frequentes sobre o CID J45

O CID J45 garante quantos dias de atestado?

Não há um número fixo; depende da gravidade. Em média, crises leves a moderadas requerem 2 a 5 dias de afastamento. Casos graves com internação podem exigir de 7 a 15 dias ou mais. O médico define com base na avaliação clínica.

Asma tem cura?

Não, a asma é uma doença crônica sem cura definitiva. No entanto, com tratamento adequado, a maioria dos pacientes atinge controle total dos sintomas e pode levar uma vida normal, incluindo prática esportiva.

Qual a diferença entre asma alérgica e não alérgica?

A asma alérgica (J45.0) é desencadeada por alérgenos e geralmente começa na infância, associada a rinite ou eczema. A asma não alérgica (J45.1) surge por outros estímulos como infecções, frio, estresse ou exercício, sem evidência de alergia.

O CID J45 pode ser usado para asma infantil?

Sim, o mesmo código (J45) é utilizado para crianças. Nas subcategorias, o J45.0 é comum em crianças atópicas. O diagnóstico na infância é feito por sintomas típicos e resposta ao tratamento, nem sempre com espirometria.

Preciso de exames para confirmar asma?

Sim, o padrão-ouro é a espirometria com prova broncodilatadora. Também podem ser solicitados teste de broncoprovocação (manitol ou metacolina), testes alérgicos e dosagem de óxido nítrico exalado (FeNO) para avaliação da inflamação.

Posso usar homeopatia ou chás para tratar asma?

Não há evidência científica suficiente que substitua o tratamento convencional. Algumas ervas podem até desencadear alergias. O tratamento padrão (corticosteroides inalatórios e broncodilatadores) é seguro e eficaz quando usado corretamente.

A asma melhora com a idade?

Em algumas crianças, os sintomas diminuem ou desaparecem na adolescência. No entanto, muitos pacientes mantêm a doença na vida adulta, com variações na intensidade. O tratamento contínuo é recomendado para todos.

O que fazer em uma crise de asma sem ter o inalador por perto?

Em uma emergência sem medicação, tente manter a calma, sente-se ereto, incline-se levemente para frente e respire de forma lenta e controlada. Afrouxe roupas apertadas e peça ajuda imediatamente (SAMU 192). Não deite, pois piora a mecânica respiratória.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

CID-10: J45 – Asma (CID10.com.br) |
MedlinePlus: Asma (NIH) |
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